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Internacional

A misteriosa operação de hackers contra a maior aliança militar

Publicado

G1

Hackers invadiram sites verdadeiros de imprensa e publicaram notícias falsas com o objetivo de desacreditar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), maior aliança militar do mundo. O alerta foi feito pela empresa de segurança online FireEye.

A campanha de desinformação, apelidada de “ghostwriter”, acontece desde 2017 em países como Lituânia, Letônia e Polônia. Ela favorece os interesses russos, que vive constantes atritos com a Otan, mas não há nenhuma confirmação sobre quem está por trás das mensagens.

A campanha de desinformação usa “textos falsificados de notícias, citações, correspondências e outros documentos feitos para parecerem que vieram de oficiais militares e figuras políticas nos países que são alvos”, disse a FireEye.

Em outros casos, notícias falsas foram publicadas em sites de imprensa sem a permissão dos mesmos.

Órgãos de imprensa costumam usar um sistema de administração de conteúdo chamado de CMS para lidar com a grande quantidade de artigos publicados.

Os hackers aparentemente conseguiram acesso ao CMS de alguns sites e substituíram artigos antigos com o seu próprio conteúdo, postando notícias falsas.

Eles então tentavam disseminar as notícias falsas pelas redes sociais antes que o conteúdo fosse removido.

Em um exemplo do ano passado, um site de notícias da Lituânia publicou um artigo falso que dizia que soldados alemães haviam profanado um cemitério judeu.

Em outro caso, uma mensagem falsa foi publicada pelo site da Academia Polonesa de Estudos de Guerra, com crédito para o comandante que lidera a organização. Na mensagem, havia um chamado para que soldados lutassem contra a “ocupação americana”.

Campanha ampla
Esses ataques foram complementados por outros métodos, como artigos de opinião e blogs escritos por jornalistas que não existem de verdade, além de e-mails falsos feitos para parecerem que tinham sido mandados por autoridades do governo, militares e jornalistas.

Alguns desses ataques já haviam sido reportados por autoridades de alguns países.

Mas o relatório da FireEye reuniu vários ataques individuais em o que classificou de “campanha mais ampla de influência”.

Nos últimos anos, tem havido uma escalada de tensões entre a Rússia e a Otan.

A Polônia sondou a possibilidade de ter uma base militar americana permanente no país, enquanto a Rússia disse que a chegada de tropas dos Estados Unidos de forma rotativa na região é uma ameaça à sua segurança.

A Lituânia, que já foi parte da União Soviética no passado, disse estar preocupada com a ameaça potencial da Rússia e anunciou planos para construir um muro que isolaria o enclave russo de Kaliningrado.

A Letônia tem uma grande e influente população de etnia russa. O partido pró-Rússia conquistou mais votos que as demais siglas em 2018, mas não faz parte do governo.

Letônia, Lituânia e Polônia são integrantes da Otan, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial para tentar conter a expansão comunista da União Soviética na Europa.

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Internacional

Vizcarra enfrenta Congresso peruano em processo de impeachment

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por

G1

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, enfrenta nesta sexta-feira (18) um julgamento no Congresso que ameaça tirá-lo do poder em um momento em que o país vive o agravamento da pandemia do novo coronavírus e uma grave recessão econômica.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Segundo o mandatário, até o momento, não há comprovação de irregularidades que justificassem a sua destituição. “O único ato ilegal que está comprovado até agora é a gravação clandestina”, afirmou.

Após o pronunciamento do presidente, o seu advogado, Roberto Pereira Chumbe, deu início à sua defesa.

Após as argumentações da acusação e da defesa, os parlamentares debaterão antes de votar uma moção para destituir o atual mandatário.

Se Vizcarra for derrubado, o chefe do Congresso, Manuel Merino, político discreto quase desconhecido dos peruanos, assumirá as rédeas do país. O popular presidente, que deixaria o poder dez meses antes do término de seu mandato, teria um destino semelhante ao de seu antecessor Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que foi forçado a renunciar sob pressão do Parlamento.

Derrota no Tribunal Constitucional
Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

A imprensa local avalia que é muito improvável que os deputados votem em maioria pela sua saída.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

A aprovação do impeachment no Congresso exige 87 votos dos 130 parlamentares. Na abertura do processo, a oposição conseguiu 65 votos (21 deles do Alianza para el Progreso, de Cesar Acuña).

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

‘Complô contra a democracia’
A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

 

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Internacional

Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

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G1

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia.

Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º).

O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19.

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais.

“Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar”, disse de Blasio a jornalistas.

O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula.

No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas.

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas.

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