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Política MT

Hospitais tentam suspender julgamento sobre fraudes de R$ 8,6 mi em MT

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O presidente e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Domingos Neto, manteve o julgamento para esta sexta-feira (22) de um processo referente a auditoria de conformidade da judicialização da saúde em Mato Grosso. O levantamento apontou quanto o Estado gasta ao cumprir decisões judiciais que determinam que o Poder Público ofereça tratamento médico a pacientes que não conseguem o atendimento adequado pelo SUS. A decisão foi publicada pelo TCE-MT na última quinta-feira (21).

Os hospitais Santa Rosa, São Mateus, a Clínica Dietética – Tecnovida, a Quality Medical, e a infectologista Soraya Byana Rezende da Silva Rossi pediram a suspensão do julgamento apontando para uma suposta falta de competência do TCE-MT em se opor ao direito das empresas de “cobrarem o que querem” de seus clientes. O levantamento feito pela Corte de Contas apontou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 8,6 milhões em razão de um suposto superfaturamento do preço cobrado ao Estado por essas unidades de saúde particulares.

O conselheiro Domingos Neto, entretanto, explicou que a competência do órgão em julgar os indícios de superfaturamento já foi “exaustivamente” debatida pela conselheira interina Jaqueline Jacobsen, relatora no órgão da auditoria. Ela revelou as irregularidades em julgamento do dia 24 de setembro de 2019.

“No tocante ao Incidente de Inconstitucionalidade apresentado pelos requerentes, em estrita consonância com os termos do parecer de lavra do Douto Ministério Público de Contas, entendo que a matéria suscitada (competência do Tribunal de Contas para fiscalizar agentes privados que recebam recursos públicos) foi exaustivamente debatida pela Conselheira Relatora”, explicou o conselheiro.

Domingos Neto também lembrou que o julgamento ainda não foi concluído em razão de um pedido de vista do conselheiro substituto Isaias Lopes da Cunha. Ele pediu para analisar o levantamento antes de proferir o seu voto pela devolução dos R$ 8,6 milhões aos cofres públicos – entendimento esse adotado pela conselheira Jaqueline Jacobsen.

“No momento, o processo ainda aguarda Voto Vista do Conselheiro Interino Isaías Lopes da Cunha, o qual também pode ter entendimento diverso da Relatora. Portanto, eventual pena de ressarcimento ao erário ainda aguarda deliberação do Pleno dessa Corte de Contas, a qual se dará por meio de Acórdão, não sendo o presente Requerimento a via processual adequada para se impugnar os fundamentos do Voto da Relatora do processo”, ensinou o presidente do TCE-MT.

JUDICIALIZAÇÃO

Segundo informações do processo que tramita no TCE-MT, o órgão realizou uma auditoria nos processos judiciais que obrigou o Estado de Mato Grosso, e também a prefeitura de Cuiabá, a prover os atendimentos médicos e hospitalares no período de 2014 a 2016.

Alguns números apontados pela conselheira interina, referentes a irregularidades e superfaturamento na prestação de serviços médicos e hospitalares, causam choque. Uma das decisões judiciais – cumpridas pelo Hospital Santa Rosa, em Cuiabá -, aponta que somente um paciente beneficiado com a “judicialização” consumiu R$ 2.147.622 dos cofres públicos. Só neste caso, o TCE-MT revelou um superfaturamento de R$ 1.140.732 (53,79% a mais do que o custo verificado).

As irregularidades, conforme o TCE-MT, não pararam por aí: o Hospital São Mateus (novamente na Capital) atendeu 6 pacientes beneficiados com decisões judiciais – fato que consumiu dos cofres públicos R$ 2.060.803,00. Desse total, em torno de 71,5% (R$ 1.473.515) foi superfaturado.

A conselheira interina Jaqueline Jacobsen também revelou que, no período de 2014 a 2016, foram impetradas 10.500 ações vinculadas a saúde no Estado de Mato Grosso. Estas ações geraram gastos da ordem de R$ 233 milhões.

Com os recursos, conforme a relatora da auditoria informou, seria possível construir um pronto socorro na Capital no valor de R$ 100 milhões, 14 unidades de pronto atendimento (UPA) a R$ 63 milhões, além de 58 unidades básicas de atendimento pelo custo de R$ 60 milhões.

 

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Governo diz que reduziu R$ 30 milhões em gastos com locação de veículos

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Auditoria preliminar realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) detectou a redução de R$ 32 milhões nas despesas do Governo de Mato Grosso com locação de veículos nos últimos dois anos.

Segundo o balanço, os gastos com locação de automóveis saíram de R$ 94 milhões, na Gestão Pedro Taques em 2018, para R$ 62,9 milhões, já na gestão do governador Mauro Mendes (DEM), em 2019.

O montante financeiro despendido em 2019 para este elemento de despesa interrompeu a curva ascendente de gastos com locação entre os anos de 2015 e 2018.

Nos últimos cinco anos, foram empregados R$ 358.130.769,30 com locação de veículos.

 

 

Apesar da suspensão na sequência de crescimento, a CGE está realizando auditoria neste tipo de despesa com o objetivo de verificar a necessidade dos serviços, a compatibilidade dos preços contratados com os praticados por outros órgãos da administração pública, a entrega e disponibilização dos veículos de acordo com as previsões contratuais e a realização de estudo sobre a vantagem da terceirização da frota.

O trabalho estava previsto no planejamento de auditoria da CGE para o ano de 2020 e coincidiu com demanda do governador de Mato Grosso para análise da despesa, no contexto da busca por oportunidades de redução de gastos administrativos sem comprometer o funcionamento da máquina pública.

“Esta auditoria objetiva agregar valor à gestão estadual por meio de recomendações de aperfeiçoamento do processo de gerenciamento de riscos e de controles internos na locação de veículos”, destaca o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

Planejamento

Antes da execução da auditoria, na fase do planejamento, foram realizados levantamentos preliminares de relatórios de auditorias já produzidos nos últimos anos acerca do tema pela própria CGE, pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Também foram realizadas entrevistas preliminares com servidores da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), órgão central responsável pelo serviço de transporte no Poder Executivo Estadual, e com servidores de outras secretarias. Além disso, para selecionar os contratos objetos da auditoria, a CGE utilizou os dados e as informações dos sistemas de abastecimento do Estado.

Amostra

Na auditoria, estão em análise os contratos de locação vigentes até 31/01/2020 em 13 órgãos e entidades estaduais, que, juntos, têm uma frota locada de 515 veículos, sendo que aproximadamente 39,67% deles são de contratos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

No trabalho, foram excluídos da análise os contratos de locação de veículos utilizados como viaturas policiais, devido à particularidade do objeto.

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TSE mantém eleições para prefeito e vereador em outubro

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Pré-candidatos a prefeitos em todos os municípios do país podem começar a preparar suas campanhas porque as eleições de outubro não serão canceladas ou adiadas.

O ministro Luis Roberto Barroso disse nesta segunda-feira que a “posição comum” no Supremo Tribunal Eleitoral (STE) manter o pleito para o mês de outubro.

“Consideramos que eleições são rito vital para a democracia e nós não gostaríamos de adiá-las. Para modificar a data, o Congresso deve (atuar), porque depende de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A posição de comum acordo dos ministros do TSE é de evitar qualquer tipo de prorrogação de mandatos”, disse Barroso durante o Congresso de Democracia e Direito Eleitoral. As informações são do Estadão.

Se for “impossível materialmente” realizar as eleições, uma prorrogação de mandatos pelo “prazo mínimo” pode ser uma saída, disse o ministro. A manutenção dos atuais prefeitos e vereadores por mais dois anos, para que as eleições municipais coincidam com as eleições gerais, em 2022, foi descartada.

“O preceito democrático prevê eleitos por quatro anos e a população tem direito de se manifestar pela recondução, ou não. A periodicidade das eleições e possibilidade de alternância de poder são compromissos da democracia”, afirmou Barroso.

Na avaliação de Barroso, a coincidência das eleições em 2022 traria confusão entre eleitores e poderia prejudicar candidatos. “O debate nacional é diferente do debate localizado e alguém vai perder se esse debate for sobreposto.”

Além disso, a possível escolha de sete candidatos poderia trazer um “inferno gerencial” para a própria Corte eleitoral, na avaliação de Barroso. “Nós estimamos 750 mil candidatos nas eleições de 2020. Se somarmos aos milhares de candidatos (previstos para 2022), estaremos criando dificuldade grande”, afirmou o ministro do TSE.

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