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Economia

Asfalto na BR-163 até Miritituba está pronto; DNIT prevê que transporte da produção será ininterrupto

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou, ao Só Notícias, que a pavimentação que faltava para interligar os municípios de Novo Progresso até Miritituba (ambos no Pará), na rodovia federal, já foi finalizada. A obra foi feita em parceria com o Exército Brasileiro e está prevista para ser entregue pelo presidente da república, Jair Bolsonaro, no próximo mês. A data ainda não foi definida.

Conforme dados do DNIT, a interligação compreende um dos pontos mais críticos de ao menos 51 quilômetros onde centenas de carretas Mato Grosso ficaram paradas por vários dias nos atoleiros. Ainda restam cerca de 1,5 mil metros para colocação de pavimento, mas a base já está pronta.

A assessoria confirmou ainda que a pavimentação da rodovia no Pará vai proporcionar o fluxo ininterrupto de caminhões que levam a safra de grãos para os portos de Miritituba, no Rio Tapajós. A rodovia federal é uma das responsável por impulsionará a economia, escoando produtos agrícolas pelo Brasil e incrementando a exportação para outros países.

Essa é uma das principais entregas do governo Federal para esse ano. Mesmo com clima desfavorável e incidência do dobro de chuva na região, se comparada à média dos últimos 10 anos, as obras não pararam. Dessa forma, vai garantir mais segurança para os caminhoneiros e eficiência para o escoamento da safra de grãos da região.

O maior tráfego da rodovia é de carretas que saem das regiões Norte e Médio Norte de Mato Grosso rumo a Miritituba e Santarém transportando soja, milho e dezenas de outros produtos. Nesta época de chuvas, os trechos não pavimentados acabavam tendo atoleiros o que atrasava viagens e fazia com que centenas de motoristas ficassem  esperando operações do Exército para eliminar atoleiros.

Em fevereiro deste ano, os caminhoneiros de Mato Grosso ficaram impedidos de trafegarem por mais de cinco dias, em um trecho entre as regiões de Novo Progresso e Moraes Almeida, no qual foram asfaltados – parte feita por uma empreiteira contratada pelo DNIT e outros dois segmentos de responsabilidade do Exército.

No ano passado, no mesmo período, alguns motoristas chegaram a ficar sem água para beber e preparar a alimentação após ficarem parados com carretas e caminhões carregados por mais de uma semana.

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Economia

Refis e Regularize são prorrogados para dezembro de 2020; Confira

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Redação

O Governo de Mato Grosso prorrogou para 31 de dezembro de 2020 o prazo para negociação de débitos por meio dos Programas de Recuperação de Créditos – Refis e Regularize. Com isso, os contribuintes – pessoa jurídica e física – terão mais cinco meses para aproveitarem os descontos de até 75% nos juros e multas e opções de parcelamento em até 60 meses.

A prorrogação consta nos Decreto 577 e 578, publicados na edição extra Diário Oficial de sexta-feira (31.07). Os programas contemplam débitos correspondentes a fatos geradores ocorridos até 2016.

O Refis abrange dívidas referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCD). Já pelo Regularize são negociados valores com órgãos estaduais como Sema, Detran, Procon, Indea e Ager.

Em decorrência da pandemia do coronavírus (Covid-19) o atendimento presencial na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e na Secretaria de Fazenda (Sefaz) estão suspensos. Dessa forma, a negociação pode ser feita pelos sites dos órgãos ou e-mail: refis_pge@pge.mt.gov.br. No caso dos débitos do Regularize não inseridos em dívida ativa, a renegociação deve ser feita junto ao órgão que deu origem.

Ao emitir o boleto para pagamento no site, o contribuinte deve se atentar para que seja feita a retirada de duas guias, sendo uma delas para o pagamento de tributos e outro referente a despesas processuais. A finalização da negociação só é possível com a quitação dos dois boletos. Para realizar a negociação, basta utilizar os documentos pessoais (pessoa física ou jurídica).

Os contribuintes que não negociarem o débito terão a dívida enviada para protesto ou ajuizamento no Poder Judiciário. O levantamento da restrição no cartório nos órgãos de proteção ao crédito (SPC/SERASA) ocorre até cinco dias após quitação da dívida na PGE e dos emolumentos no Cartório.

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Economia

Vacina de Oxford protegeu macacos da pneumonia causada pela Covid-19

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G1

A vacina da Universidade de Oxford para a Covid-19 preveniu, em macacos, a pneumonia causada pela doença, mostra uma pesquisa que teve publicação antecipada on-line nesta quinta-feira (30) na revista cientifica “Nature”, uma das mais importantes do mundo.

Os resultados preliminares dos testes já haviam sido divulgados há cerca de dois meses e meio, mas a publicação na revista significa que eles foram validados por outros cientistas (passaram pela chamada “revisão por pares”, ou “peer review”, em inglês). Esse passo é necessário para que qualquer estudo científico seja publicado em uma revista.

“Não foram observadas evidências de pneumonia viral nem doença inflamatória imune” nos macacos vacinados, disseram os cientistas.

A imunização com a vacina, tanto em dose única como aplicada com reforço, induziu a produção de anticorpos e resposta imune celular em macacos resos. Não foram observados efeitos colaterais.

Segundo os cientistas, além de ficarem protegidos da pneumonia causada pelo novo coronavírus, os macacos vacinados também tiveram menor carga viral (quantidade de vírus) em amostra retirada dos pulmões e do trato respiratório inferior.

Seis animais foram vacinados com uma dose da vacina, 28 dias antes de serem expostos ao Sars-Cov-2 (o novo coronavírus). Outros seis foram vacinados 56 dias, e, depois, 28 dias antes da exposição ao vírus.

Os anticorpos contra uma parte específica do vírus começaram a aparecer já 14 dias depois de apenas uma dose, e foram “significativamente aumentados com a segunda imunização”, disseram os pesquisadores.

Para os macacos que receberam as duas doses da vacina, o vírus infeccioso (capaz de provocar a infecção pela Covid-19) só foi detectado até um dia depois de o animal ter contato com o vírus. Nos macacos que receberam apenas uma dose, o vírus foi encontrado até 3 dias depois da exposição.

“Nosso principal objetivo para uma vacina contra a Sars-CoV-2 é prevenir a doença, e não observamos pneumonia ou antígeno viral nos pulmões de animais vacinados”, disseram.

“Com base nos dados aqui apresentados, é possível que uma dose única ou dupla da vacina não impeça a infecção nem a transmissão do vírus. No entanto, isso poderia reduzir significativamente a doença [causada por ele]”, explicaram os cientistas.

A microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, explica que o ideal seria que a vacina impedisse ambos: a doença causada pelo vírus e a transmissão.

“Não é só a de Oxford, todas as vacinas estão com esse problema”, afirma Pasternak. “O ideal seria impedir a transmissão também, mas se ela impedir a doenca já é uma vantagem”, afirma.

Ensaios em humanos

Na semana passada, os cientistas de Oxford anunciaram que a vacina da universidade é segura e induz resposta imune. A imunização está sendo testada em fase 3 (a última) no Brasil e em outros países.

O efeito deve ser reforçado após uma segunda dose da vacina, segundo os cientistas.

A resposta imune foi medida em laboratório. São necessários mais testes para confirmar se a vacina protege efetivamente a população contra infecções pelo novo coronavírus. Os cientistas ainda não sabem, exatamente, o quanto de resposta imune é necessária para combater a doença.

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