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Economia

Banco Mundial apoia projeto para soja sustentável no Nordeste

Publicado

Reuters

O International Financing Corporation (IFC), do Banco Mundial, apoiará a subsidiária da Cofco International no Brasil na rastreabilidade da cadeia de suprimentos de soja do Matopiba, uma das regiões em que a produção agrícola brasileira mais cresce, de acordo com comunicado da empresa chinesa divulgado nesta sexta-feira (31).

O trabalho vai se concentrar na triagem das fazendas produtoras de soja na região composta pelos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, no Cerrado brasileiro, para garantir a conformidade com os principais critérios ambientais e sociais, garantindo que agricultores usem práticas agrícolas mais sustentáveis.

Embora a conversão de terras para o plantio de soja no Cerrado esteja diminuindo desde 2001, a região de Matopiba registrou taxas mais altas associadas à crescente demanda global por soja, principal commodity de exportação do Brasil, segundo comunicado.

A triagem utilizará imagens de satélite e outras informações geográficas e dados oficiais.

“O objetivo é garantir que as fazendas fornecedoras estejam livres de trabalho forçado, não estejam localizadas em terras indígenas, unidades de conservação ou áreas embargadas e estejam em conformidade com a Moratória da Soja Amazônica”, disse a nota.

O projeto também estabelecerá perfis de conversão de terras para fazendas individuais e avaliará a conformidade do fornecedor com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico do governo que combina dados geoespaciais de propriedades rurais com suas informações ambientais, incluindo áreas protegidas legalmente.

A Cofco International e a IFC esperam que o projeto englobe 85% dos fornecedores diretos da empresa no Brasil na região de Matopiba até 2021, atingindo 100% da região até 2023.

A Agrosatélite, uma empresa brasileira especializada em imagens de satélite de sensoriamento remoto e inteligência geográfica, foi selecionada como parceira técnica do projeto.

Essa parceria segue o anúncio recente da Cofco de que espera alcançar a rastreabilidade total de toda a soja comprada diretamente dos agricultores brasileiros até 2023, disse o comunicado.

“Com este projeto, poderemos rastrear ainda mais os fornecedores não pré-financiados quanto aos principais critérios de sustentabilidade e identificar aqueles com quem queremos nos envolver mais de perto”, disse Wei Peng, chefe de sustentabilidade da Cofco International, em nota.

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Economia

Publicada lei que operacionaliza pagamento do benefício emergencial

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por

 Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.058/2020, originada da Medida Provisória (MP) 959/20, que trata da operacionalização do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), pago a trabalhadores com redução de jornada e suspensão de contrato de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Como tem força de lei, assim que foi publicada em abril, a medida provisória entrou em vigor e o benefício começou a ser pago. Mesmo assim, o texto precisou passar pela análise no Congresso Nacional.

A lei autoriza as instituições operacionalizadoras do pagamento, como a Caixa, a abrirem contas sociais digitais em nome dos beneficiários e com isenção de tarifas de manutenção. O trabalhador também tem direito a três transferências eletrônicas e a um saque ao mês, também sem custo. O dinheiro do benefício que não for movimentado na conta social depois de 180 dias será devolvido à União.

A medida também prevê o recebimento do BEm na instituição financeira em que o beneficiário possuir conta poupança ou conta de depósito à vista, exceto conta-salário. Para isso, ele deve autorizar o empregador a informar os seus dados bancários.

O benefício emergencial equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro prorrogou o prazo do programa, que será de 180 dias.

Desde o início do programa, em abril, 9,7 milhões de trabalhadores já fecharam acordo com seus empregadores de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada e de salário em troca da complementação de renda e de manutenção do emprego. As estatísticas são atualizadas pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia em um painel virtual.

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Economia

Confiança do empresário do comércio tem alta recorde em setembro

Publicado

por

Agência Brasil

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou, em setembro, alta de 14,4% na comparação com agosto. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em abril de 2011.

Apesar da alta mensal recorde, o indicador chegou a 91,6 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, ainda 23,1% abaixo do patamar de setembro do ano passado.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa é que a flexibilização das medidas de distanciamento social sustente a retomada da atividade econômica no terceiro trimestre. “O volume de vendas do comércio tem apresentado crescimento nos últimos meses, impulsionado pela reabertura das lojas do varejo não essencial, o que tem impactado na percepção cada vez mais otimista dos comerciantes”, disse Tadros.

Na comparação com agosto, houve alta em todos os componentes do indicador. As condições atuais do empresariado subiram 42,1%, avanço puxado principalmente pelo componente de confiança no momento atual da economia (alta de 65,6%).

Confiança no futuro
As expectativas cresceram 7,2%, influenciadas pelo aumento da confiança no futuro da economia (alta de 9,7%). Já as intenções de investimentos cresceram 13,1%, puxadas pelo componente de contratações de funcionários (alta de 22,3%).

Já na comparação com setembro de 2019 ocorreu o oposto, com queda em todos os componentes. As condições atuais caíram 41,5%, com destaque para o recuo 52,3% no momento atual da economia.

As expectativas recuaram 13,1%, também com destaque para a confiança na economia (-16,1%). Enquanto isso, as intenções de investimentos tiveram queda de 21,7%, com destaque para os investimentos na empresa (-32,3%).

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