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CDL: “Indivíduo que tenta sobreviver é tratado como criminoso

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O vice presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Logistas) de Cuiabá, Célio Fernandes, fez nesta segunda-feira (6) duras críticas às decisões que levaram ao fechamento do comércio na Capital.

 

O empresário participou da live do MidiaNews(assista ao final da matéria).

 

Segundo Fernandes, os comerciantes estão sendo tratados como criminosos ao serem impedidos pela fiscalização de trabalhar para sobreviver.

 

“Vai ter um tempo em que as pessoas vão voltar pras ruas, seja atendendo a uma medida judicial ou contra medida judicial. E não adianta fazer o que estão fazendo, onde vai fiscal do Procon, vai a Polícia junto para fechar o local do indivíduo que esta ali tentando arrumar um dinheirinho para poder sobreviver. Ele é tratado nesse momento como um criminoso. E crime é o que estão fazendo, mantendo o comércio fechado. Isso é crime”.

 

Uma decisão judicial no final de junho determinou que Cuiabá e Várzea Grande decretassem uma quarentena coletiva obrigatória, a fim de diminuir a propagação do novo vírus.

 

Com isso, o comércio – que já havia ficado fechado quase um mês entre março e abril – voltou a baixar as portas, sendo mantido em funcionamento apenas as atividades essenciais, como supermercados e farmácias.

 

Segundo o dirigente lojista, o cenário para os comerciantes é “catastrófico”, tendo gerado uma perda de mais de 20% na economia local. Fernandes acredita que a situação continue ruim até o final de 2021 e teme que as pessoas se descontrolem por conta do isolamento social.

 

“Essa crise duradoura é quase que como se ela não tivesse prazo de validade. Porque você consegue deixar uma pessoa em casa por algumas semanas, mas esse estágio vai chegando em um ponto que não é mais tolerável. O cuiabano é habituado ao calor da convivência, as pessoas não conseguem mais manter esse isolamento”, disse.

 

O Judiciário pede pra soltar os criminosos porque as penitenciarias não tem estrutura para manter o cuidado, eles estão livres e continuam inclusive cometendo crimes e pede pra prender o cidadão de bem, trabalhador, o prendendo dentro da sua própria casa

Para ele, os cuiabanos principalmente têm a necessidade de estar em contato com os outros. Ele acredita que isso possa ser permitido através de medidas de seguranças contra o vírus, dando a oportunidade para que o comércio volte à ativa.

 

“É possível sim usar medidas cabíveis para uma convivência diferente, e assim permitir que as pessoas saiam de casa, vão até o comercio, e permitir que ele funcione também. Eu não vi o Poder Judiciário pedindo para o prefeito manter 100% da frota de ônibus pra transporte coletivo. Se reduzir a frota, a superlotação continua. A mesma coisa em relação à Saúde. No Pronto-Socorro sempre tem queixas de superlotação”, questionou.

 

Presos em casa

 

Segundo Célio, são os trabalhadores que se tornaram prisioneiros em Cuiabá.

 

“O Judiciário solta os criminosos porque as penitenciarias não têm estrutura para manter o cuidado. Eles [bandidos] estão livres e continuam, inclusive, cometendo crimes. E pedem para prender o cidadão de bem, trabalhador, prendendo dentro da sua própria casa”, afirmou.

 

O vice-presidente da CDL ressaltou ainda que tentou reverter o quadro e chegou a pedir na Justiça para que o comércio voltasse a funcionar em Cuiabá, mas o pedido foi negado.

 

“É muito triste ver essa situação. É lógico que isso é polêmico (…), mas é preciso ter uma visão mais sistêmica, entender a complexidade da situação em todos os seus aspectos, antes de tomar uma decisão como essa. É quase uma ditadura o que se vive no País, a partir de alguns togados que se acham deuses e que podem tomar decisões e interferir nas vidas das pessoas assim com uma canetada”.

 

Fernandes afirmou que ainda não há como saber quantas empresas fecharam as portas em definitivo na Capital, mas ele acredita que o impacto será grande.

 

“O levantamento vai acontecer quando essas empresas deixarem de existir oficialmente, o que a gente tem é uma percepção. Quando o comércio voltar a abrir, a gente vai ter uma clareza muito maior sobre isso. Mas durante o dia a dia já é perceptível que muitas empresas deixaram de funcionar e não vão voltar”.

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Microsoft pode enfrentar desafios técnicos em aquisição do TikTok, diz agência

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Reuters

A oferta da Microsoft para comprar parte das operações do TikTok de sua proprietária chinesa ByteDance será um esforço tecnicamente complexo, de acordo com o que fontes familiarizadas com o assunto disseram à agência Reuters.

O presidente norte-americano, Donald Trump, deu à Microsoft até 15 de setembro para fechar um acordo de compra do aplicativo. A Microsoft está negociando um período de transição que dará tempo de isolar o TikTok da tecnologia da ByteDance.

A ruptura que Trump e parlamentares dos EUA esperam pode levar um ano ou mais, disseram algumas fontes. O TikTok é tecnicamente semelhante ao aplicativo Douyin, também da ByteDance e disponível apenas na China, e compartilha recursos técnicos com ele e outras propriedades da empresa, disseram pessoas próximas do assunto.

A ByteDance começou a trabalhar na separação tecnológica do TikTok há vários meses, em meio ao escrutínio do governo dos EUA, disse uma fonte.

Embora o código do aplicativo, que determina o design do TikTok, tenha sido separado do Douyin, o código do servidor ainda é parcialmente compartilhado entre outros produtos da ByteDance, disse a fonte.

Qualquer dependência técnica ou operacional contínua dos negócios dos EUA na empresa chinesa após a venda geralmente seria inaceitável para o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS), disse Aimen Mir, ex-secretário adjunto do Tesouro responsável pelo CFIUS, agora sócio do escritório de advocacia Freshfields Bruckhaus Deringer.

Algoritmo exclusivo
Outro desafio que a Microsoft enfrenta é como vai transferir o que é visto como o ingrediente secreto do TikTok, o mecanismo de recomendação que mantém os usuários grudados em suas telas. Este algoritmo alimenta a seção “For You” do aplicativo, que recomenda o próximo vídeo a ser assistido com base em uma análise da atividade do usuário.

O TikTok usa algoritmos de recomendação independentes do Douyin, segundo duas fontes. Mas o que o faz funcionar é o conteúdo e as informações do usuário que são inseridos no algoritmo.

“Algoritmos não valem nada sem os dados”, disse Jim DuBois, ex-diretor de informações da Microsoft e consultor de risco na Ignition Partners.

As negociações da Microsoft para a aquisição das operações do TikTok nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália complicam a separação. Não apenas o TikTok teria que ser separado da ByteDance, como também teria que ser separado das outras regiões em que opera. Isso aumenta os desafios técnicos devido à quantidade de dados envolvidos.

“Segmentar os dados para esses países é uma tarefa significativa”, afirmou DuBois.

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Samsung anuncia que celulares da linha Galaxy S terão três ‘gerações’ de atualização para o Android

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Altieres Rohr

A Samsung anunciou no evento “Galaxy Unpacked” que pretende manter o sistema operacional Android atualizado na em seus smartphones topo da linha, como a linha Galaxy S e Galaxy Note. O benefício deve valer para o Galaxy S10 e modelos mais recentes, como o Galaxy S20.

Antes, a companhia mantinha os smartphones atualizados por mais ou menos 2 anos – prazo inferior aos 3 anos oferecidos pelo próprio Google nos celulares da linha Pixel e muito inferior aos 4 anos que a Apple tem atingido com suas próprias atualizações do iOS para o iPhone.

As atualizações do Android garantem a segurança do sistema e a presença das funcionalidades mais modernas. Mesmo com um processador rápido e boa capacidade de memória, um smartphone com sistema desatualizado pode parecer defasado em relação a um celular mais simples com um sistema recente.

Enquanto outras fabricantes de aparelhos com Android como Nokia, Motorola, LG e Xiaomi aderiram à iniciativa “Android One” do Google, oferecendo alguns aparelhos com Android “puro” e 3 anos de atualização garantida, a Samsung manteve suas personalizações do Android em toda a linha, sem garantias explícitas de atualização para a maioria dos modelos.

A fabricante sul-coreana foi uma das marcas que não respondeu ao levantamento sobre as atualizações do Android feito por este blog em 2019.

O blog procurou a Samsung para saber se a nova oferta vale para o mercado brasileiro. A marca deu uma resposta positiva. “A Samsung segue um calendário de desenvolvimento, em que será contemplada no Brasil a diretriz global de atualizações do sistema operacional para até três gerações”, afirmou a empresa.

Se cumprir sua nova promessa, a Samsung oferecerá atualizações ainda mais completas que o Android One, já que deve atualizar o Android por três gerações. O Galaxy S20, que saiu de fábrica com o Android 10, deve receber o Android 13, por exemplo.

Android One
Com exceção do Google, poucos fabricantes se comprometem a lançar atualizações regulares para seus aparelhos Android por períodos superiores a dois anos. Aparelhos de baixo custo muitas vezes não recebem nenhuma atualização.

O “Android One” é uma iniciativa do Google para que fabricantes lancem smartphones com personalizações mínimas para o Android, concentrando a experiência do usuário nas funções universais do sistema.

Dessa maneira, fica mais fácil distribuir atualizações – inclusive para aparelhos de custo mais baixo, que normalmente ficam em desvantagem nesse quesito. As atualizações de segurança no Android One são garantidas mensalmente por 3 anos e por duas gerações do Android.

Ou seja, um aparelho “Android One” que sai de fábrica com o Android 9 deve receber o Android 11 até o fim da sua vida.

No Brasil, apenas a Nokia e a Motorola disponibilizam produtos na linha “Android One”. Aparelhos que não fazem parte da lista do Android One dependem das regras da fabricante para as atualizações – e nem sempre essa informação existe na data da compra.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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