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Economia

Comércio teme colapso econômico em MT

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FolhaMax

A reinstituição dos incentivos fiscais, com os representantes dos segmentos de indústria, comércio, serviços e turismo de Mato Grosso foi tema de audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (01) com a presença de deputados, representantes de órgãos ligados ao setor, federações, empresários e secretários de estado. A iniciativa conjunta dos deputados Carlos Avallone (PSDB), Xuxu Dal Molin (PSC), Janaína Riva (MDB) e Wilson Santos (PSDB) tentou buscar uma solução imediata contra a proposta do governo, que defende a restituição dos incentivos fiscais alterando a tributação na área do comércio. O debate continua nesta terça-feira, á partir das 14 horas, no Plenário das Deliberações Renê Barbour.

De imediato, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, lembrou que trata-se de uma discussão importante, delicada e inevitável para todo sociedade de Mato Grosso. “O papel da Assembleia é fazer o debate com a sociedade civil, setor produtivo, governo e ouvir todos os lados para fechar a questão. É um projeto (PLC nº 53/2019) que mexe com a vida das pessoas e impacta diretamente no desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso. Precisamos fazer todas essas informações do projeto chegar de forma correta até a população para depois encaminharmos propostas ao governo”, disse Botelho.

A proposta do governo chegou á Assembleia no dia 27 de junho; diante da complexidade do tema, os deputados marcaram duas audiências públicas para debater o assunto com a sociedade. “Não podemos aceitar uma imposição do governo que vai afetar diretamente o desenvolvimento do estado. A questão tributária precisa ser discutida com empresários, não dá mais para aguentar os impostos”, disse Avallone.

Na ocasião, o presidente do Clube de Dirigentes Logistas de Cuiabá (CDL), Nelson Soares fez uma explanação sobre as os possíveis impactos negativos que devem ocorrer para o comércio, caso ocorra a aprovação do projeto. “O impacto será extremamente ruim para o Estado. É pegar a economia do jeito que está e ainda aumentar a carga tributária, isso vai recair sobre o consumidor. Estou muito temerário com essas medidas. Acho possível uma solução com diálogo e, principalmente, com o entendimento de nossos deputados  de que essas medidas são nefastas”, apontou Soares.

Para o deputado Dal Molin, o governo do estado está colocando uma minirreforma tributária à força, para a população mato-grossense. “Teremos aumento na energia, alimentos, transporte, combustível e a inviabilização de vários empreendimentos. Estão tirando a prerrogativa de gerar empregos, se nós mantivermos isso. Temos que fazer com que o governo tire essa proposta e faça uma reforma administrativa”, destacou o deputado.

Na opinião do presidente da Fecomércio , José Wenceslau de Souza Junior, o projeto deve ser separado em etapas, e não somente num documento. “Precisa de diálogo entre Secretaria de Estado de Fazenda, representantes de federações e classe política para que haja um consenso. Temos o prazo de discussão até o mês de dezembro, logo o projeto não precisa ser colocado num pacote só, como está sendo esta proposta. Do jeito que está, fica difícil aprovar um projeto em 11 dias. Se essa proposta for mantida, haverá um colapso em Mato Grosso e as indústrias vão fechar as portas”, disse Souza Junior.

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Galo apresentou um documento com gastos e despesas do Poder Executivo nos últimos anos,  deixando clara a posição governamental de que é fundamental uma reforma tributária com reajustes. “Nosso tributo é antigo e precisa de modificações urgentes. O que temos atualmente está ultrapassado e o governo do estado está disposto a ouvir propostas desde que sejam boas para ambos os lados”, apontou ele.

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Economia

Senador de MT “protege” bancos em recuperações judiciais de produtores

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O senador interino por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), que tomou posse no Senado no lugar da Juíza Selma Arruda (Podemos), apresentou esta semana a Emenda nº 10 ao Projeto de Lei 1.397/2020. O PL prevê medidas para minimizar os impactos provocados pela crise do novo coronavírus e incentiva a conciliação preventiva, desafogando o Judiciário. É também uma ferramenta jurídica importante para a recomposição e crescimento da economia.

A Emenda proposta por Fávaro ao Projeto de Lei impacta o agronegócio, segmento que ele representa na vida pública. De acordo com o documento “o disposto na Lei 1.397/2020 não deverá ser aplicado aos produtos agrícolas adquiridos para entrega futura após a colheita, mesmo nas operações realizadas anteriormente ao próprio plantio, objeto de contratos de compra e venda com ou sem pagamento antecipado, ou ainda, que envolvam operações de troca por insumos, inclusive aqueles objetos de Cédula do Produto Rural (CPR)”.

Para especialistas em reestruturação de empresas e recuperação judicial do produtor rural, a alteração proposta vai contra o que desejam os produtores rurais, e busca garantir a uma espécie de “blindagem dos bancos e tradings”. A intenção é assegurar que tais créditos não se submetam a uma possível recuperação judicial do produtor.

“Mais uma vez, após 15 anos de debates jurídicos que garantiram ao produtor rural equacionar suas dívidas mediante Recuperação Judicial, instrumento franqueado a qualquer empresário do Brasil, de qualquer ramo, vem novamente o lobby junto ao parlamento para agora o senador, em que pese sua base no agronegócio, modificar toda construção jurisprudencial e doutrinária efetuada no período”, argumenta um advogado.

Na justificativa da Emenda, Carlos Fávaro destaca que “Embora a proposta esteja dirigida aos devedores, ressaltamos a importância de resguardar os interesses de credores impactados pela crise”.

Um especialista reforça que a inclusão desta emenda ao PL é de interesse das tradings e bancos que financiam o agronegócio no país e em Mato Grosso em mais uma tentativa de impedir que, caso necessário, o produtor rural recorra à ferramenta da recuperação judicial. “No início do ano, outro deputado, também da bancada do agro, propôs a mesma alteração na MP do Agro, com o mesmo intuito da Emenda proposta por Fávaro”. Neste caso, a alteração só foi retirada com intervenção da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), Tereza Cristina.

“A intenção é tirar completamente do risco as tradings e bancos e deixar todo risco nas mãos do produtor rural que já paga os juros mais altos do mundo, em uma atividade que já é de um risco muito alto”, reafirma.

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Economia

Economia de MT dá sinais de recuperação; indústria “puxa” crescimento

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O 12º boletim econômico especial divulgado pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (24.06) aponta que a economia mato-grossense teve um desempenho positivo no levantamento realizado referente aos dias 15 e 21 deste mês. Ainda assim, o boletim acusa que a queda na arrecadação do ICMS chegou a R$ 80,23 milhões, ou 9,3% a menos que em março, no início da pandemia da Covid-19.

Foram emitidos cerca de 9,25 milhões de documentos fiscais eletrônicos (NFe, NFCe e CTe) totalizando um faturamento semanal de R$ 9,35 bilhões, superando os R$ 7,86 bilhões da semana anterior. Assim o faturamento tributável total das empresas de Mato Grosso superou em 0,3% no período pesquisado àquele anterior a Covid-19 (R$ 9,31bilhões).

Dos principais setores econômicos, só a Indústria apresentou resultados positivos. Agropecuária, Comércio e Serviços apresentaram quedas bem menores na terceira semana do mês.

A Agropecuária caiu 1,6%; o setor de Comércio e Serviços apresentou queda de 2,9%; A Indústria que apresentou desempenho positivo, com aumento de 11% no seu faturamento.

De acordo com o boletim, entre os dias 15 e 21 de junho o segmento de comércio e serviços apresentou uma redução média de 2.9% no faturamento, quando comparado ao período anterior a pandemia.  Na última semana todos os setores do comércio apresentaram crescimento em relação à semana anterior. Em relação à média anterior a Covid-19 apresentaram os seguintes resultados: atacado (-6,8%); varejo (5,8%); combustíveis e lubrificantes (-17,9%) e veículos e autopeças (-1%).

Na última semana, o faturamento tributável da Indústria cresceu em relação a semana anterior e ficou também 11% acima em relação à média anterior a Covid-19. O faturamento tributável da agropecuária, apesar de ter crescido em relação as semanas anteriores, ficou -1,6% abaixo em relação à média anterior a Covid-19. Na última semana o faturamento diário foi de R$ 3,2 bilhões.

Metodologia O documento é elaborado pela Secretaria Adjunta da Receita Pública da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e mostra os impactos da Covid-19 sobre o faturamento das empresas no Estado e, também, sobre a receita estadual. O boletim pode ser acessado no site da Sefaz, na opção “Tributário”.

O boletim considera informações extraídas dos sistemas informatizados da Sefaz, com base nos dados dos documentos fiscais eletrônicos emitidos diariamente e outras informações fiscais.

Nesta 13ª edição, as informações levantadas consideraram a média de faturamento diário de janeiro e fevereiro de 2020 em comparação com o faturamento diário registrado de 16 de março a 19 de junho. Os técnicos da Sefaz ressaltam que podem existir distorções por outros eventos sazonais não considerados.

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