conecte-se conosco


Saúde

Como manter a saúde mental equilibrada durante o distanciamento social

Publicado

O distanciamento social vem sendo uma realidade de muitos países para combater a Covid-19 que se espalha tão rapidamente. E é extremamente importante cuidar da saúde mental durante esse período, pois o afastamento priva, ou limita, o contato físico, tão necessário ao ser humano, intensificando o estresse e aumentando a ansiedade.

O Mato Grosso Saúde e a psicóloga e especialista em saúde pública, Paula Poubel, esclarecem sobre o que deve ser feito para manter a boa saúde mental, cuidado que também é preocupação da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Em um momento tão atípico, como o de uma pandemia, ocasiões que vão desde o despertar, os horários de alimentação até as atividades físicas em casa, trabalhos, cursos são importantes para que o organismo e a mente mantenham uma orientação. Isso não significa buscar a rigidez ou inflexibilidade de horários e cobranças, mas encontrar uma rotina que mantenha a pessoa atenta e conectada ao ciclo do dia e de si mesma”, informa Paula.

Informações na medida certa 

A leitura e o contato em excesso com informações e notícias podem ser um fator estressante e, por esse motivo, a OMS sugere que se estabeleçam horários para ter acesso às informações.

A psicóloga alerta que o grande fluxo de informação pode desencadear grande ansiedade, desânimo e tristeza.

“As informações têm circulado com grande velocidade, em especial pelas redes sociais, então, escolher um horário e, principalmente, as fontes confiáveis de informação é muito importante para evitar qualquer acesso de ansiedade no indivíduo”.

Mídias sociais: ajudam ou atrapalham nesse momento?

As mídias sociais, ao mesmo tempo em que possibilitam o contato com pessoas, o que, para Paula Poubel é um fator positivo para a saúde mental, também podem ser fonte de muitas informações verídicas ou não, acarretando em situações de desconforto emocional e psíquico.

A profissional recomenda que a forma ideal de utilização das mídias sociais sejam sentidas e entendidas por cada pessoa, pois há aqueles que se sentem bem com grande volume de informação e outros não.

“Um dos critérios para essa definição pode ser a forma como tais contatos têm ressoado nas pessoas, quais emoções sentem ao ter contato com as informações, quais momentos são mais ideais ou qual a melhor frequência de uso para a sua saúde mental. Então, o melhor filtro para saber se as redes sociais fazem ou não bem é o próprio indivíduo que saberá responder, tendo em vista a sua vivência e as suas sensações dentro deste universo digital”.

Falta de ar

Quando é uma manifestação psicológica de ansiedade ou quando é realmente um sintoma do novo coronavírus? O principal sintoma de um quadro de ansiedade ou ataques de pânico pode se assemelhar ao do novo coronavírus: a falta de ar.

“Uma das características da crise na síndrome do pânico ou crise de ansiedade é a falta de ar, respiração mais curta e pesada. A crise de ansiedade tende a ser um episódio e não acompanha outros sintomas”, informa a especialista.

O que pode ajudar a diferenciar é que nos casos da Covid-19 outros sintomas aparecem, como a febre, tosse e outros indicativos característicos do quadro clínico da doença.

Praticar hobby pode ser benéfico

Um hobby, uma atividade física, yoga, cozinhar, costurar, assim como tantas outras atividades podem ser benéficas durante a quarentena e auxilia na criação de uma rotina, assim como

na sensação de prazer e autocuidado.

Para Paula, a frequência para tais atividades varia de acordo com cada pessoa. “Por exemplo, se a pessoa tem filho ou não, se está trabalhando de casa, o importante é manter em mente que o hobby tem o objetivo de desenvolvimento pessoal e prazer e não pode ser levado com rigidez para não se tornar mais um fator de estresse”.

Terapias online

Os psicólogos também estão se reinventando nesse momento de pandemia e utilizando a tecnologia como aliados na psicoterapia, que é uma forma de obter ajuda de um profissional especializado, podendo ser um grande auxílio em momentos de muito medo e ansiedade.

A especialista ainda lembra àqueles que já realizam acompanhamento com um psicólogo, a continuidade é fundamental, mesmo que em formato on-line.

Paula Poubel ressalta que não é possível estabelecer uma fórmula mágica que vá garantir a saúde mental nesse período, pelo fato da individualidade de cada pessoa, mas lembra que as instituições e profissionais confiáveis como a OMS têm produzido materiais importantes de orientação, e que a procura por um profissional especializado, como um psicólogo ou um médico é fundamental.

“Nesse momento devemos ser gentis conosco e não produzir mais culpa ou frustração. Estamos vivendo um momento atípico, então, nada mais saudável do que nos adaptarmos a tudo isso”, orientou.

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ribeiro atribui índices de suicídio entre jovens à falta de propósitos

Publicado

por

 Agência Brasil

No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, lembrado nesta quinta-feira (10), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, atribuiu o problema no Brasil ao fato dos adolescentes terem perdido “todas as certezas”. “A grande moda dos sociólogos e dos filósofos, e de algumas correntes políticas hoje, é destruir tudo, é desconstruir tudo. Mas o pior é que não se coloca nada no lugar, deixam um vazio”, criticou. 

A declaração foi dada durante o evento do Ministério da Saúde para lançar as Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida.

Ainda segundo Ribeiro, jovens e adolescentes perdem a motivação e vivem sem propósitos, o que os leva a tirar a própria vida. “Temos hoje no Brasil, no meu diagnóstico, por essa quebra de absolutos e certezas, verdadeiros zumbis existenciais, não acreditam mais em nada: Deus, política. Eles não têm nenhuma motivação”, disse, acrescentando que esse estado de coisas faz parte de “pedagogias equivocadas”.

Pandemia

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a destacar as quatro ondas que estão ligadas à pandemia da covid-19. Além da primeira, ligada ao contágio da doença, ele lembrou que a segunda onda tem a ver com mortes causadas por doenças não tratadas, aumentando a possibilidade de mortes, seguida de outra, que tem a ver com o aumento da violência doméstica.

“A quarta onda está baseada no que estamos tratando hoje, depressão, automutilação e suicídio, já está acontecendo como resultado da pandemia. Se não tratarmos, perderemos mais pessoas para a pandemia”, alertou.

O ministro interino reconheceu que muitas doenças foram “deixadas de lado” pelo fato dos recursos do ministério terem sido concentrados em ações para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Setembro Amarelo

A partir da campanha Setembro Amarelo, voltada para conscientização e prevenção ao suicídio, uma série de atividades educativas, itinerantes e online contemplam a realização de quatro ciclos de promoção e prevenção em saúde.

No primeiro ciclo, as ações estão voltadas à prevenção do suicídio e da automutilação. As atividades incluem cursos a distância, encontros, palestras e elaboração de materiais para ampliar o atendimento em saúde, a formação nas escolas e nas comunidades. O objetivo é qualificar o conhecimento de profissionais da área, conselheiros tutelares, professores, líderes sociais, religiosos e de entidades beneficentes, para que eles sejam multiplicadores da prevenção.

Nos próximos meses serão  abordados mais três assuntos de forma inédita: gravidez na adolescência; uso de drogas lícitas e ilícitas e ética da vida (relacionada à prevenção da violência contra crianças, mulheres e idosos).

Os temas foram escolhidos por terem indicadores negativos no Brasil.

Números

Segundo a Secretaria de Gestão de Trabalho e de Educação na Saúde do Ministério da Saúde, o Brasil é o primeiro país em incidência de ansiedade e segundo do mundo em casos de depressão. Quando o recorte é feito entre jovens de 15 anos de idade a 24 anos de idade, o país – que enfrenta uma epidemia de automutilação – tem o segundo maior número de mortes por suicídio.

Segundo as autoridades de saúde, informação correta direcionada à população é muito importante para orientar e prevenir o suicídio, que tem cerca de 12 mil registros todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais.

Comitê

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou a portaria que cria o comitê destinado a implementar a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. A ideia é que o órgão de assessoramento, com caráter consultivo, promova o fortalecimento de estratégias permanentes de educação e saúde, em especial quanto às formas de comunicação, prevenção e cuidado.

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Aberta consulta pública para Política Nacional de Informação em Saúde

Publicado

por

Agência Brasil

O Ministério da Saúde disponibilizou em seu site a proposta inicial para a portaria que instituirá a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde Pública (PNIIS). Com a publicação da Consulta Pública nº 70 no Diário Oficial da União de hoje (4), tem início o prazo de 15 dias para o recebimento das manifestações sobre o texto.

A PNIIS tem, por finalidade, “promover a melhoria da governança no uso da informação, das soluções de tecnologia da informação e da saúde digital, visando à inovação em saúde e à transformação digital do governo e dos processos de trabalho em saúde”.

O dispositivo legal prevê, como plataforma de colaboração digital de informações e serviços na área de saúde, a implementação da Rede Nacional de Dados em Saúde anunciada ontem (3) pelo diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), Jacson Barros. “A ideia é que a RNDS seja um banco central da troca de dados em saúde”, declarou ele durante coletiva de imprensa online no Ministério da Saúde.

O texto disponibilizado hoje para consulta pública sobre a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde Pública apresenta observâncias, funções, orientações, atribuições, diretrizes, competências e responsabilidades de instituições e profissionais da saúde pública em todas esferas da administração pública.

Descreve também funções e orientações da Rede Nacional de Dados em Saúde, enquanto “plataforma de colaboração digital de informações e serviços de saúde digital do país”.

O texto da proposta inicial da PNIIS está disponibilizado para consulta pública no site do Ministério da Saúde.

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana