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Economia

Décimo terceiro injetará R$ 3,3 bilhões no Estado

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Pagamento do 13º salário aos trabalhadores injetará R$ 3,3 bilhões na economia de Mato Grosso este ano. O valor cresceu 5% ante 2018, quando os setores público e privado pagaram R$ 3,1 bilhões. Em 2019, o incremento é puxado principalmente pelos trabalhadores que estão na ativa, cujo salário médio subiu de R$ 2,790 mil para R$ 2,907 mil, crescimento de 4,2%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

A liberação do recurso tende a ajudar no movimento do comércio, que espera alta de 3,1% no Natal deste ano. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a data irá movimentar R$ 769 milhões no Estado e o setor prevê a contratação de 1,7 mil profissionais temporários.

 

No que depender da enfermeira Evanir Campos, 44, o recurso será direcionado realmente para consumo, no caso em uma viagem que ela planejou para o fim do ano. “Eu sempre deixo esse dinheiro guardado ou viajo. Este ano vou viajar. Ano passado investi em uma reforma na minha casa. Décimo é para isso mesmo, as contas eu já pago com o salário todo mês”.

Já o aposentado João Viana, 74, lamenta não poder fazer o mesmo e diz que o recurso “mal dará para a ceia”, já que receberá a 2ª metade do 13º, que é pago parcelado para os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Vou pagar dívidas e não dá para fazer mais nada, porque é pouco. Antigamente dava para fazer festa, agora o salário não sobe, na mesma proporção as despesas”, lamenta.

 

O Dieese aponta que o 13º será liberado a 339,8 mil aposentados e pensionistas. Eles ficarão com 21% do valor total, com a soma de R$ 719 milhões e salário médio de R$ 2.115,63. Já os 903,6 mil trabalhadores do mercado formal receberão R$ 2,6 bilhões (78,5%), com média de R$ 2.907,11 por pessoa. Até dezembro de 2019, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Em Cuiabá, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) espera incremento de 5% a 7% nas vendas de Natal, que serão movimentadas, em grande parte, pelo 13º salário. “Dezembro é o melhor mês do ano para o comércio e um dos motivos é esse, o abono natalino. Esperamos com ansiedade que isso venha reforçar o resultado deste ano, continuando a escalada de crescimento do 2º semestre. O ambiente macroeconômico está ficando bom e isso transmite segurança para o trabalhador que acaba tendo mais confiança em comprar, porque tem certeza de que honrará seus compromissos”, afirma Nelson Soares, presidente da CDL Cuiabá.

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Economia

Aumento no preço do etanol não tem relação com nova lei sobre incentivos fiscais

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O aumento no preço de venda do litro do etanol em Mato Grosso, colocado em prática pelos postos de combustíveis, nada tem a ver com a entrada em vigor, a partir da 1º de janeiro deste ano da Lei Complementar 631/19, que reduziu os incentivos fiscais no Estado.

Pesquisas feitas pela Agência Nacional de Petróleo-ANP apontam que, em dezembro de 2019, o preço médio do etanol praticado em Mato Grosso estava em R$ 2,91. Atualmente, o combustível está sendo comercializado em alguns postos por até R$ 3,20.

De acordo com dados da Secretaria de Fazenda, com a LC 631/19, a alíquota do ICMS passou de 10,50 para 12,50%, ou seja, um acréscimo de 2,5%.

Dessa forma, se o etanol era vendido a R$ 2,91, no mês passado, com a nova porcentagem, deveria ter um acréscimo máximo em torno de, R$ 0,06, custando em torno de R$ 2,97.

Vale destacar que alíquota do ICMS para o etanol é de 25%. Porém, para garantir que o produto de Mato Grosso possa concorrer com outros mercados, o governo fornece um incentivo de 50%, fixando a alíquota em 12,5%.

Sobre essa questão, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, reforçou que o reajuste nos preços do etanol não possui relação com a entrada em vigor da Lei complementar 631/19.

“No dia 31 de dezembro com as mudanças nas regras do ICMS, até hoje, 23 de janeiro, o impacto seria de R$ 0,06 na bomba.

Contudo, os postos estão aplicando 20 centavos, acima efetivamente do que está proposto na nova alíquota. Ou seja, temos visto aí na bomba, o etanol sendo cobrado a R$ 3,17. Mas é preciso entender que esta elevação, de R$ 2,91 para R$ 3,17, aplicadas aos preços, são regras de mercado e não tem como o governo discutir, pois isto é livre concorrência. Neste caso, é o consumidor que deve buscar outra alternativa, como forma de pressão”, explicou Rogério Gallo, em entrevista ao programa Chamada Geral, na Rádio Mega FM.

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Economia

Preço do litro do etanol chega a R$ 3,19 em postos de Cuiabá

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Mais uma vez o preço do etanol subiu em alguns postos de combustíveis de Cuiabá, deixando os clientes revoltados.

O litro do combustível saltou de R$ 3,07, na semana passada, para R$ 3,19 nessa segunda-feira (20). Isso representa um aumento de quase 4% no litro do etanol nos postos Shell. Nos postos Emboava, o litro sai a R$ 3,17. Há duas semanas, o litro do etanol era de R$ 2,87.

Segundo o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Júnior, a revisão nos incentivos fiscais do etanol, aprovada pela Assembleia Legislativa, não influenciou a elevação de preços desta semana.

“O etanol, em Mato Grosso, tem 50% de desconto no imposto. Você tem aumento no ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] de dezembro para janeiro de 2% no imposto do etanol, que era 10,5% e passou para 12,5%”, disse.

A lei encaminhada pelo governador Mauro Mendes (DEM) entrou em vigor no dia 1º de janeiro e revisa os incentivos fiscais no Estado.

Ainda conforme o diretor, o aumento no preço já vem das indústrias e distribuidoras, mas ele não soube explicar o motivo disso.

Nos postos Emboava, o litro do etanol está sendo vendido a R$ 3,17

“O preço está aumentando na indústria e na distribuidora. Muito mais impactante é a distribuição para os postos. Você pega a nota fiscal de compra e é muito maior do que a soma dos fatores”, afirmou.

Para Nelson, a elevação do preço do etanol afeta tanto o bolso do consumidor quanto do proprietário do posto. Segundo o sindicalista, sem o aumento do salário acompanhando o dos preços, o poder de compra cai.

“Tem aumento de preço, mas não tem aumento de salário. O consumo vai cair como em qualquer outro produto”, explicou Soares.

Além, disso, é o empresário que acaba lidando com a revolta dos clientes após o aumento dos preços. De acordo com Nelson, o proprietário do posto de combustível sai como responsável pelo aumento.

“É horrível porque quem faz o contato com o consumidor é o posto. O consumidor vê o preço subindo e acha que é o posto, mas não é. E eles [proprietários] passam a vender menos também. Quanto maior o preço, menos vendem”, revelou.

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