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Cuiabá e VG

DEM descarta apoiar filho de EP e diz ter três opções em VG

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Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Eduardo Botelho (DEM), declarou que não vê a possibilidade do Democratas apoiar uma eventual candidatura do filho do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB,  o deputado federal Emanuelzinho Neto (PTB), candidatura à prefeitura de Várzea Grande. Em entrevista ao programa Resumo do Dia (TV Pantanal, canal 8), o parlamentar adiantou que a sigla já possui nomes em potencial no município que é liderado pelo senador Jayme e a Prefeita Lucimar Campos (DEM).

“Ser candidato ele pode até ser e transferiu o título, o domicilio para lá. Agora pelo Democratas talvez não, porque nós já temos três nomes trabalhando lá, o Hazama, Júlio Pacheco e Baracat. Quem comanda a sigla lá em Várzea Grande é o Jayme Campos e a Lucimar e eles vão definir isso”, disse.

Botelho se referiu ao atual vice-prefeito, José Hazama (PRTB), o diretor operacional da União Transportes, Júlio Pacheco (DEM) e o o ex-vereador e ex-secretário de Governo, Kalil Baracat (MDB), que são as três principais apostas da família Campos na cidade vizinha. Já Emanuelzinho, que apesar de não ter se declarado candidato oficialmente, mantém as articulações para disputa nos bastidores.

As especulações sobre a possível candidatura aumentaram após o político ter alterado seu domicílio eleitoral para a cidade metropolitana. Além disso, em maio, o parlamentar também se mudou para um apartamento na cidade e articula um possível apoio dos Campos na empreitada política.

Em 2019, o Pinheiro já havia admitido a articulação. “Eu conversei com Jayme Campos e fizemos o entendimento. Ele [Emanuelzinho] pode ser [candidato], se é de lá pode, como também pode não ser. A partir do momento que ele transferiu o titulo ele está habilitado. Pode ter Emanuel Pinheiro lá e aqui”, disse o prefeito de Cuiabá em 2019.

Com isso, o chefe do legislativo reforçou que caberá aos Campos definirem o representante na cidade. “Nós tivemos uma reunião e ficou decidido que em Cuiabá o governador ia escolher o nome e em Várzea Grande seria os Campos. Tudo é possível, se eles decidirem que vão apoiar o Emanuelzinho, paciência e vamos embora”, concluiu.

 

 

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Cuiabá e VG

Farmácia culpa chineses por aumento de preços em Cuiabá

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O Procon municipal e a Delegacia Especializada do Consumidor (Decon) realizaram, na manhã desta quarta-feira (1º) a fiscalização de uma farmácia de manipulação denunciada por elevar de forma exorbitante o preço da ivermectina. A operação ocorreu após um consumidor denunciar que no dia 16 de junho, comprou 60 cápsulas do medicamento pelo valor de R$ 59.

Já em 23 de junho, recebeu o orçamento de R$ 570 para a mesma quantidade do produto, ou seja, com um aumento de 866%. Com base nas informações, os policiais da Decon e a equipe de agentes do Procon municipal se encaminharam até a farmácia de manipulação, onde foram atendidos pela proprietária do estabelecimento, que apresentou as notas fiscais de compra da matéria prima.

Conforme as notas fiscais, o produto vem da China e teve seu aumento de preço vindo direto do fornecedor. Em novembro de 2019, a farmácia adquiriu um quilo do insumo utilizado na manipulação da ivermectina pelo valor de R$ 105. Na segunda quinzena de junho deste ano, a mesma quantidade do produto foi comprada pelo valor de R$3,4 mil, um aumento de aproximadamente 3.200% no preço.

Ela informou ainda aos fiscais e investigadores que outros medicamentos que vem sendo utilizados no tratamento da Covid-19, como a hidroxicloroquina, também tiveram o preço majorado pelo fabricante da matéria-prima. Nesse caso, o preço do quilo do produto subiu de R$ 1,7 mil para R$ 8 mil.

Além disso, a empresária informou que para evitar o esgotamento do produto de forma rápida e conseguir atender ao máximo de pessoas, delimitou a venda de 4 cápsulas de ivermectina por cliente, o que aumentou o custo da manipulação, já que os profissionais do laboratório estão tendo que trabalhar mais e fazer horas extras. Conforme a farmacêutica responsável pelo estabelecimento, a alta procura pelos medicamentos visados nesta pandemia geraram uma escassez de insumos, até mesmo dos blisters, cartelas utilizadas para embalar as cápsulas.

De acordo com Genilto Nogueira, secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, neste período de pandemia da Covid-19, aumentou muito o número de denúncias de preços abusivos, mas os fiscais também verificaram que muitos empresários estão trabalhando corretamente, mesmo diante das dificuldades. “Dentre várias fiscalizações em conjunto com a Delegacia do Consumidor, fizemos ações importantes de verificar esse aumento maluco que houve do distribuidor de hidroxicloroquina, que teve um percentual de 500% de aumento para as farmácias de manipulação e da ivermectina que também teve aumento do revendedor para a farmácia de manipulação de mais de 3.200% de aumento. Quer dizer, foram aumentos abusivos nesse sentido. Vamos procurar investigar da onde eles estão comprando e o que justificou esses aumentos dos revendedores para as farmácias de manipulação”, afirmou.

A farmácia de manipulação fiscalizada foi notificada e seus responsáveis terão um prazo para apresentar defesa formal junto ao Procon e também deverão prestar depoimento à Delegacia do Consumidor. Caso constatada a prática abusiva por parte do estabelecimento, é lavrado um auto de infração, passível de sanções administrativas.

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Cuiabá e VG

MPE acusa prefeita de VG de omissão por abrir só 2 leitos de UTI para pacientes com Covid

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou com ação requerendo ao Poder Judiciário que estabeleça o prazo de 10 dias para que o Estado e o município de Várzea Grande apresentem planejamento financeiro e cronograma de implantação no município de novos leitos de internação clínica e de UTIs, exclusivos para pacientes com a Covid-19. Foi pleiteada ainda a apresentação de Planos de Contingência atualizados para o cenário da Covid-19 em cada esfera administrativa.

O MPMT também requer a realização de planejamento e cronograma de contratação de médicos e demais profissionais da saúde, em complementação às equipes que já atuam na linha de frente no combate à pandemia; e de aquisições de equipamentos, a exemplo de respiradores, medicamentos e de testes de contaminação. Solicita ainda que, ao final do processo, o Estado e o município de Várzea Grande sejam obrigados a deflagrarem a efetiva implantação de todas as obrigações planejadas e requeridas na inicial.

Na ação, os promotores de Justiça destacam a falta de transparência aos dados oficiais e dizem que o cenário “é recheado de desinformação, gerando insegurança à população e dificultando a atuação dos Órgãos que exercem a fiscalização do emprego de verbas públicas para combate à pandemia, bem como os que exercem a tutela do direito indisponível da vida e da saúde dos cidadãos”.

De acordo com fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado, no Hospital Metropolitano foram constatadas inconformidades no total de leitos de enfermaria clínica disponibilizados, uma vez que houve planejamento de 238 leitos disponíveis a partir de 20 de maio, havendo apenas 88 leitos aptos para pacientes acometidos pela Covid-19 em 18 de junho. Destes, 64 estavam ocupados (73%). A diretoria do Hospital Metropolitano informou à Corte de Contas que dos 150 leitos de enfermaria ainda não aptos, 90 serão entregues em prováveis 15 dias e 60 serão readequados em 30 leitos de UTI adulto.

Em relação às UTIs, a equipe identificou a existência dos 40 leitos planejados até 4 de junho, tendo sido habilitados 30, com um repasse de R$ 1,4 milhão. Destes, 37 leitos estavam ocupados na data da inspeção (92%).

Na ação, os MPMT destaca que o Hospital Metropolitano de Várzea Grande atende a todo o estado, já que outros hospitais municipais e regionais não contam com número suficiente de leitos de internação clínica e de UTIs exclusivos para pacientes com a Covid-19, devido à aceleração das contaminações e a gravidade de percentual dos casos.

“Em que pese esteja consignado pela Secretaria de Estado de Saúde tenha pactuado com o Município de Várzea Grande 88 leitos de internação clínica no “Hospital Metropolitano” – conforme Boletim Informativo -, caso não ocupados por várzea-grandenses, não se poderá negar-lhes destinação a pessoas encaminhadas/advindas de outras regiões do Estado, sob pena de omissão”, diz um trecho da ação.

Os promotores de Justiça ressaltam que, segundo o Boletim Epidemiológico, embora o Município de Rondonópolis, cuja população é inferior à de Várzea Grande, disponibilize 43 leitos de internação clínica e 15 de UTI, a Cidade Industrial, por sua vez, gere apenas dois leitos de UTI e nenhum leito de internação clínica. Sob a gestão estadual, Rondonópolis conta com mais 48 leitos de internação clínica, totalizando 91 leitos, contra os 88 de Várzea Grande.

“A diferença de números de leitos clínicos não parece significativo, diante da crise da saúde pela qual passa o Estado e seus Municípios, mas demonstra que Várzea Grande, realmente, vem se omitindo quanto à implantação de novos leitos exclusivos para Covid-19, dentre outras medidas na área da saúde”, explicaram.

O MPMT afirma ainda que foram destinados ao Município de Várzea Grande R$ 93 milhões da União, conforme tabela de destinação de valores do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19). “Mesmo assim, até o presente momento, não há, efetivamente, aumento do número de leitos de internação clínica ou de UTI em Várzea Grande, tampouco foi informado a este Órgão quais medidas serão adotadas para incrementar o sistema de saúde no Município”, enfatizaram.

Além disso, segundo os promotores de Justiça, “o Estado de Mato Grosso também não se manifesta sobre as demais medidas que adotará para amparar os doentes vindos do interior do Estado à região Metropolitana, que abarca Várzea Grande; que é represadora da demanda de saúde, quando esgotados os aparatos do interior do Estado”, acrescentaram.

Assinam a ação os promotores de Justiça em Várzea Grande Audrey Ility, Maria Fernanda Corrêa da Costa, Jorge Paulo Damante Pereira e Douglas Lingiardi Strachicini.

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