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Nacional

Deputado de MT detona presidente francês e chama “colega” de psicopata

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Um dos generais políticos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Nelson Barbudo (PSL) resolveu causar após apresentar uma moção de repúdio contra o presidente da França Emmanuel Macron, durante a sessão legislativa desta terça-feira (10), na Câmara Federal sob a justificativa de que o político europeu “desrespeita” a “soberania brasileira”. Ele também chamou o colega Ivan Valente (PSOL) de “palhaço de circo psicopata” que só quer “aparecer”.

Na visão do representante de Mato Grosso, o desagravo é resposta à altura das críticas recentes do representante da direita francesa sobre o status internacional da Amazônia Legal porque Macron também teria “ofendido” Bolsonaro ao chamá-lo de mentiroso que diz uma coisa num momento conveniente e depois desdiz tudo em público.

“Nesse contexto, o presidente da França, país com o qual o Brasil possui relações políticas e diplomáticas duradouras, tem desrespeitado princípios do Estado brasileiro, de modo a afrontar constantemente a soberania nacional”, disse, logo depois de ter batido boca com o colega do PSOL, Ivan Valente, que chamou o atual comandante do país de incompetente pra gerar empregos e sua família de “famiglia mafiosa”.

Barbudo afirma no texto de sua apresentação que o tema soberania do território amazônico é assunto superado e sobre o qual não deve haver nenhum tipo de recuo ou aceite, pois o objetivo dos líderes europeus, e de Macron em particular, é atrapalhar o acordo de livre comércio pré-firmado entre Mercosul e União Europeia, objetivo perseguido há anos pelo Brasil.

Ao presidente Bolsonaro, o que Barbudo pediu foram aplausos por mandar as Forças Armadas para combater os incêndios, desmatamentos e crimes ambientais na Amazônia, mesmo depois de ter demitido o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que um mês antes do “dia do fogo” alertou para o aumento desordenado justamente desses problemas depois de desmentir em público os dados apresentados.

Bolsonaro fez o que o representante do Estado exaltou ao assinar um “decreto de garantia da lei e da ordem” como modo de autorizar o livre trânsito dos militares pelo Amazonas, Pará, Acre e Mato Grosso.

Macron foi eleito recentemente como antagonista do governo brasileiro após criticar o aumento de 180% nas queimadas da Amazônia Legal neste 2019, em comparação com idêntico período de 2018, além de aumento semelhante no desmatamento, há cerca de um mês e meio. A sequência foi composta pelo presidente rindo de um post dizendo que o líder francês tem inveja de seu equivalente brasileiro porque a mulher do primeiro é “mais feia” que a do segundo e sendo criticado pela deselegância e o chamando de mentiroso na questão ambiental.

Bolsonaro recusou uma oferta de US$ 30 milhões condicionando-a a um pedido de desculpas por tê-lo criticado. Até hoje o tal pedido de desculpas não foi feito, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a chamar a esposa de Macron de feia. Para justificar o ato, ele disse que é o estilo do presidente.

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Covid-19: Brasil lidera pesquisas entre nações ibero-americanas

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O Brasil lidera o ranking de países ibero-americanos em pesquisas sobre a pandemia do novo coronavírus. O país é o que tem mais artigos científicos sobre o assunto e mais instituições trabalhando em aspectos diversos, do conhecimento do fenômeno às formas de prevenção e tratamento.

De acordo com levantamento da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), a partir da base de trabalhos científicos PubMed, cientistas brasileiros haviam publicado nessa segunda-feira (20) 833 artigos. Em seguida vêm o México (231), a Colômbia (157), Argentina (153), o Chile (110) e o Peru (76). No total, foram mapeadas 1.478 investigações.

O Brasil é a origem das instituições com mais trabalhos publicados: Universidade de São Paulo (165), seguida pela Fundação Oswaldo Cruz (65), Universidade Federal de Minas Gerais (51), Universidade Federal do Rio de Janeiro (50). Em seguida vem a Universidade Tecnológica de Pereira (46), na Colômbia.

A entidade disponibiliza um observatório voltado ao tema, atualizado em tempo real, e que pode ser consultado na internet.

Quando considerada uma rede de repositórios institucionais de artigos científicos da região denominada LA Referência, a Argentina é a que tem mais trabalhos publicados (131), seguida pelo Peru (124), Brasil (45), Chile (33) e a Costa Rica (19).

No levantamento sobre essa base de dados, destacam-se as universidades de Rosário, na Argentina (50), Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (42), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Comissão Nacional de Investigação Científica e Tecnológica do Chile (33) e o Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina (29).

Para o coordenador de Desenvolvimento de Cooperação da OEI-Brasil, Allan Torres, a liderança brasileira mostra a importância do trabalho feito pelos pesquisadores do país sobre o tema neste momento excepcional.

“Acho que isso mostra a qualidade das nossas universidades e o senso de urgência que tiveram perante a seriedade com que a covid-19 atingiu o Brasil. Tanto o Brasil quanto a Ibero-América mostram o valor do seu capital humano, e o mais interessante disso tudo é o espírito colaborativo”, afirma.

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Nacional

Mulher sem mãos teve benefício negado pelo INSS por não poder assinar o papel

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Trabalhadora não consegue benefício do INSS em Rondônia
A ex-sinaleira Cleomar Marques, que teve as mãos e as pernas amputadas, fez um pedido de benefício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Porto Velho, Rondônia, mas ele foi negado porque ela não conseguiu assinar os documentos que autorizavam o auxílio.

“Uma servidora puxou os papéis e perguntou: ‘ quem vai assinar? Você assina? ‘. Eu disse que não podia assinar, mas sim a minha filha ou minha mãe. A mulher então olhou e disse: ‘ah, então não vale’. Daí ela pegou, rasurou o papel e jogou fora”, contou Cleomar para a reportagem do Jornal de Rondônia 1ª Edição, da rede Amazônica, afiliada da Globo.

Cleomar relata que após a primeira negativa fez mais dois pedidos ao INSS em 2019 e todos foram negados. Para a reportagem, a trabalhadora diz que precisa do benefício, pois a filha fica em casa para ajudá-la na alimentação e banho.

O segundo requerimento foi negado por ela ter uma renda per capta familiar superior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, uma média de R$ 238,50. As informações são do portal G1 de Rondônia.

Veja Também Marido que espancou esposa até quebrar o nariz continua foragido
À Rede Amazônica, o INSS informou que a renda foi apurada com as informações do Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo. Em um terceiro requerimento, a ex-sinaleira teve a solicitação de benefício indeferida porque o INSS alegou ” falta do período de carência” .

“Olha, é um constrangimento para mim tudo isso. Eu trabalhava, tinha minha vida e agora sou dependente dos outros. É a minha filha, única que mora comigo, que faz tudo para mim”, desabafou Cleomar para a reportagem.

Amputação dos membros
Cleomar era sinaleira em Porto Velho e iniciou um tratamento para problemas gástricos. Inicialmente o médicos desconfiaram de gastrite, depois de infecção por Helicobacter pylori , uma bactéria que aparece na mucosa do estômago, e na sequência diagnosticaram que o problema era na vesícula.

Com fortes dores, Cleomar acabou internada no pronto socorro do Hospital João Paulo II e os médicos decidiram operá-la. Após a cirurgia, ela entrou em coma, teve infecção generalizada e os membros começaram a necrosar. A ex-sinaleira só percebeu que não tinha mais os membros inferiores e superiores quando acordou da cirurgia.

“Quando eu acordei eu já estava assim [amputada]. Abriram tudo em mim, mas eu não vi nada. Só lembro de entrar na sala de cirurgia “, relatou a trabalhadora.

O que diz o INSS?
A assessoria de comunicação do INSS informou à rede Amazônica que foi solicitado um auxílio-doença para Cleomar e que este não foi aprovado por falta de período de carência, no ano passado.

Depois, um novo benefício foi solicitado, também sendo indeferido por apresentar renda per capita familiar superior a 1/4 do salário mínimo.

O INSS informou à reportagem ainda que a filha de Cleomar foi pessoalmente atendida e informada que um novo requerimento poderia ser feito caso ocorresse alteração da renda familiar junto ao Cadúnico.

Ainda segundo o instituto, Cleomar agora pode procurar o INSS, pois poderá solicitar o requerimento de um novo benefício.

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