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Política MT

Dilmar descarta disputar com Júlio Campos vaga ao Senado

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O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (DEM), descartou nesta quarta-feira (12), qualquer disputa dentro do partido com o ex-senador Júlio Campos à eleição suplementar ao Senado, marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) para o dia 26 de abril.

Júlio até então era o único nome na sigla que tinha interesse em disputar pela cadeira da senadora cassada Selma Arruda (Podemos), por caixa 2 e abuso de poder econômico.

“Eu vou me reunir com o presidente do diretório estadual Fábio Garcia. Nunca tivemos no Democratas uma disputa para assumir presidência do partido, composição do diretório estadual, nunca houve disputa por cargo A ou B. Eu jamais vou competir dentro do meu partido ainda mais com uma pessoa que tenho total admiração e orgulho como é o ex-senador Júlio Campos”, afirmou Dilmar.

O parlamentar declarou que colocou seu nome à disposição afim de representar os mais de 700 mil eleitores da região Norte do Estado. Porém, para Dilmar, não existe a possibilidade de uma disputa interna.

“Nunca tivemos nenhum senador da República da região e poderia haver essa possibilidade. No entanto, Júlio tem todo o direito de disputar na eleição. Ele é uma pessoa que fez o partido, que criou o partido, que cresceu o partido e sempre se manteve dentro das reuniões do DEM. Se chegar nesse momento entre eu ou ele, o Júlio é a opção do Democratas. Não descarto a possibilidade de apoia-lo na campanha”, disse.

A Executiva definiu um calendário interno para a eleição suplementar. Os filiados que tiverem interesse em disputar o cargo de senador têm até o dia 14 de fevereiro para se manifestar. Já no dia 17 de fevereiro, o grupo se reunirá para avaliar os possíveis candidatos e no dia 11 de março está marcada a convenção da sigla.

Júlio mandou recado

O ex-senador já trabalha para ser o candidato do DEM. Júlio comentou que está articulando com diversas lideranças sobre o projeto de pré-candidatura e afirmou que em “política não se dorme no ponto”.

“Não sou candidato para estudar, coloquei meu nome à disposição do partido para ser candidato a senador da República. ou lutar até o fim, já estamos articulando financeiramente para campanha, falei com diretório nacional para ajudar um pouco nos trabalhos agora é uma decisão que não cabe a mim, cabe a convenção do partido”.

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Abílio: Saúde é “cabide” para aliados de deputados e vereadores

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Ameaçado de cassação, o vereador Abílio Júnior (PSC) apresentou, durante sessão da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (18), um “dossiê” sobre contratações supostamente ilegais na Secretaria Municipal de Saúde.

 

Nos documentos, constam o que seriam indicações de secretários municipais, deputados e vereadores para ocupar cargos na Pasta. Entre citados estão os vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Doutor Xavier (PTC), além dos deputados Janaina Riva (MDB) e Paulo Araujo (PP).

 

No documento constam nomes dos políticos escritos a lápis nos currículos das pessoas, dando a entender que as nomeações são por indicações políticas.

 

“Tem vereador, tem secretário e deputado. Tem uma planilha organizada. É crime organizado, não são essas ‘baguncinhas’, não”, disse Abílio.

 

Conforme o parlamentar, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) usou do que chama de “mecanismo” para reduzir o trabalho parlamentar que, dentre outras coisas, é de fiscalizar o Poder Executivo.

 

“O prefeito estabeleceu um mecanismo. Os vereadores, que deveriam fiscalizar para que a única forma de entrar no serviço público seja por meio de concurso e na excepcionalidade o processo seletivo, eles fizeram isso estabelecendo o rito de que só entra quem tem um ‘padrinho político’”, disse Abílio.

 

“É assim que estão contratando e administrado a Saúde de Cuiabá. Se a Saúde está um caos é porque fizeram um baita de um cabide de emprego, um baita de um esquema de corrupção. É porque lotearam as unidades de Saúde entre os vereadores”, completou.

 

O vereador contou que o dossiê lhe foi entregue no domingo (16) por uma parente de um servidor – já falecido – da Secretaria de Saúde.

 

“O Milton [Correa], secretario-adjunto de Saúde, pediu para um assessor dar sumiço nesta pasta. O assessor levou essa pasta para casa dele para dar sumiço. Esse assessor foi a uma chácara ou fazenda de algum desses caras e sofreu um acidente e morreu lá”.

 

“Um parente dessa pessoa veio até mim e disse que possuía a pasta e que na pasta havia provas verdadeiras de esquema de corrupção entre a Câmara de Vereadores, Prefeitura de Cuiabá e Secretaria de Saúde”, completou.

 

Denúncia a Defaz

 

O parlamentar afirmou que vai encaminhar o documento, com mais de 200 páginas, à Delegacia Contra Crimes Fazendária (Defaz) nesta tarde.

 

“Eu quero que a Defaz entre em contato com essas pessoas e as chame para depor, e pergunte: como você conseguiu o emprego? O vereador tem a obrigação de fiscalizar a Prefeitura e não se corromper com ela”.

 

 

Processo de cassação

 

O vereador está a um passo de ser cassado na Câmara Municipal. Na semana passada, a Comissão de Ética da Casa aprovou um parecer favorável a perda de mandato de Abílio por quebra de decoro parlamentar.

 

Agora, o parecer passará pela Comissão Constituição e Justiça (CCJ) e será levado a plenário para votação. Especula-se que isso deve ocorrer ainda nesta semana.

 

O relator do caso, Wilson Kero Kero (PSL), afirmou que deve tomar uma postura imparcial e deverá obedecer o prazo legal para apresentar o parecer. O limite estabelecido para conclusão da CCJ é o dia 27 de fevereiro.

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Mendes adia definição de apoio: “Não vou antecipar problema”

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não manifestará apoio a nenhum pré-candidato na eleição suplementar ao Senado até que o cenário se consolide.

 

Isso porque, existem ao menos três pré-candidatos ao pleito que fizeram parte do arco de aliança que o ajudou a se eleger em 2018. São eles: o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Júlio Campos (DEM).

 

Mendes explicou que a manifestação de apoio ao possível candidato pode aguardar, visto que suas funções como gestor do Estado são mais urgentes.

 

“A eleição tem passos e datas definidas. Vamos esperar esses passos serem dados para termos um cenário concreto. Eu, como governador, não preciso ficar antecipando um problema que terei daqui 20 ou 30 dias. Eu tenho problemas para resolver hoje a tarde”, disse.

 

“Então, essa definição de apoiar mais incisivamente alguém [posso deixar para depois]. Eu acho que a população é muito sabida, esperta, conectada. Como governador, eu tenho um voto apenas. Eu vou talvez como cidadão dizer minha opinião, mas tem tempo para isso”, afirmou o governador nesta terça-feira (18).

 

Conforme a legislação, os partidos têm até o dia 13 de março para definir os candidatos por meio de convenções.

 

Questionado sobre a possibilidade de ocorrer ciúmes dos colegas que também esperam seu apoio, Mendes voltou a defender neutralidade.

 

“Em uma possível declaração de apoio a um, poderia causar também ciúme nos outros. Não há decisão que não possa gerar… Digo sempre: há pessoas que ficam contentes e pessoas que ficam descontentes. Então, nesse momento o mais sábio é que eu continue cuidando de Mato Grosso”, disse.

 

Pré-candidatura de Júlio Campos

 

O partido do governador oficializou na manhã desta segunda-feira (17) a pré-candidatura do ex-governador Júlio Campos.

 

Nesta reunião, o governador também havia confirmado que se manteria neutro até que o cenário para a eleição se configurasse.

 

“Eu disse na reunião do DEM que por enquanto eu fico neutro. O cenário não está definido. Vamos esperar os candidatos registrarem suas candidaturas e aí iremos analisar e conversar para ver se muda alguma coisa dessa posição”, disse.

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