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Cuiabá

Emanuel “aceita” receber R$ 39 mi, mas discutirá diferença

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O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) disse nesta terça-feira (20) que aceita que o Estado apresente uma proposta para fazer o pagamento dos R$ 39 milhões que admite dever o município, enquanto a diferença dos R$ 55 milhões que o a prefeitura entende como o valor devido seja discutida em uma mesa de negociação.

O valor de R$ 39 milhões é admitido pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que, no entanto, contesta o valor apresentado pela prefeitura.

Figueiredo, conforme números apresentados pela SES-MT e divulgado por ele em entrevistas à imprensa, disse que os controles da secretaria estadual indicam que em 31 de dezembro de 2018, o Estado devia para Cuiabá R$ 63.573,354,56, valor correspondente a dívidas em atraso referentes aos anos de 2016, 2017 e 2018.

Desse total, o Estado já pagou R$ 23,7 milhões, restando ainda a ser pago R$ 39,8 milhões da dívida antiga. Além desse valor já pago, a SES já repassou R$ 52 milhões referentes ao exercício de 2019, que o estado afirma estar “rigorosamente em dia”. Gilberto Figueiredo também admitiu aprofundar uma auditoria nos números, para acabar de vez com a polêmica.

Já para o prefeito Emanuel Pinheiro, a dívida pendente de 2016 a 2018 na área de saúde com a atenção básica e secundária chega a R$ 55,8 milhões, valor que ele está cobrando. Como o Estado garante que a dívida é de R$ 39,8 milhões, ele faz uma proposta.

“Faz o seguinte, acerta os R$ 39 milhões, faz uma proposta e a minha equipe senta à mesa de negociação para ver a diferença. Se o Estado estiver certo, não tem problema, eu não quero cobrar o que o Estado não deve para a saúde pública da população cuiabana”, disse o prefeito nesta terça-feira (10) no bairro Tijucal, durante lançamento do Programa Hora Estendida, em unidades de Saúde da Atenção Básica.

O prefeito sugeriu ao governo que faça uma proposta para pagar estes R$ 39 milhões que o Estado reconhece. “São quase R$ 40 milhões, faça uma proposta, em dez [parcelas] de R$ 4 milhões, 20 de R$ 2 milhões. Eu aceito, vai ser tudo investido para melhorar a saúde pública da população cuiabana. O que não pode é não pagar, o que não pode é continuar fingindo que não existe [a dívida] e a população aí precisando, a gente trabalhando dia e noite para avançar e melhorar na saúde pública”, disse o prefeito.

DECLARAÇÃO DO GOVERNADOR

Em relação à declaração feita pelo governador Mauro Mendes (DEM) na noite da última quinta-feira (5) durante solenidade pelo aniversário de 184 anos da Polícia Militar, que Emanuel “trabalha pouco, e mente bastante”, o prefeito disse que não gostaria de entrar “nesse nível” e que o governador devia estar nervoso, devido aos problemas que ele enfrenta na gestão de Mato Grosso. Mas aproveitou criticar a atitude do governador.

“Acho que essa não é a postura mais indicada para o chefe do Poder Executivo estadual. Não é isso o que a sociedade espera dele, principalmente quando se discute um assunto tão grave e tão sério, que é uma divida reconhecida do Estado, muito alta, valor que o estado reconhece, quase R$ 40 milhões, é uma divida altíssima”, disse Emanuel

Ressaltando que não quer esse tipo de discussão, “nos termos que o governador colocou”, o prefeito explicou que tipo de relação espera que ocorra entre ele e Mauro Mendes. “Espero que daqui para frente ele entenda que essa relação institucional entre governador do Estado e prefeito da Capital precisa ser feito em alto nível, com respeito mútuo, principalmente quando está em jogo a saúde publica da população cuiabana”.

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Cuiabá

Atuação da Defesa Civil de Cuiabá contra queimadas urbanas atinge mais de R$1,3 milhão em multas

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Em apenas duas semanas, a Defesa Civil de Cuiabá atendeu a 25 ocorrências de queimadas, o que gerou autos de infração que somam mais de R$ 1,3 milhão em multas. As queimadas foram registradas tanto em área urbana, como em regiões mais afastadas, como o Cinturão Verde e o Distrito Industrial. Os valores apurados são referentes ao período entre 16 e 29 de junho.

Entre a tarde de quarta-feira (29) e final da manhã desta quinta-feira (30), a equipe de brigadistas da Defesa Civil municipal atuou no combate ao fogo que atingiu os terrenos de duas indústrias na Rodovia Helder Cândia (MT-010). O incêndio florestal de grande proporção precisou do empenho de 4 servidores da Defesa Civil e mais 8 funcionários da empresa, além de inúmeros caminhões-pipa para ser contido. O que se via era uma vasta cortina de fumaça. E os brigadistas se empenharam até mesmo à noite para combater as chamas.

O diretor da Defesa Civil de Cuiabá, José Pedro Ferraz Zanetti, alerta que esse período de estiagem é crítico para a saúde e ocorre ao mesmo tempo em que Mato Grosso se encontra no auge da pandemia de Covid-19. “A situação está ficando crítica. A umidade relativa do ar está muito baixa, com previsão de chegar abaixo de 20%. Por isso, a gente pede que não coloquem fogo em terrenos, não queimem lixo. Além de fazer mal para toda a população, a fumaça que essas queimadas provocam vai causar problema respiratório. E esse pessoal que passa mal com problema respiratório vai acabar na mesma fila de quem está com Covid-19”, afirma.

O uso do fogo em terreno urbano é crime ambiental em qualquer época do ano, previsto na Lei federal nº 9.605, que estipula como sanções multa e/ou reclusão de 1 a 4 anos. Na zona rural, o período proibitivo este ano vai de julho a setembro. A Lei complementar nº 004/1992 também proíbe as queimadas de vegetação nos terrenos baldios. Mesmo que o dono do terreno não tenha dado início ao fogo, é dele a responsabilidade pelo cuidado do imóvel.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), através do telefone 193, é a principal fonte receptora de denúncias de queimadas, cujas ocorrências são atendidas prioritariamente pelo Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil municipal também atua nesses casos e está apta a receber denúncias pelo telefone (65) 3623-9633, em horário comercial, ou pelo e-mail defesacivil@cuiaba.mt.gov.br.

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Cuiabá

Mato Grosso registra 1.752 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (29.07), 48.854 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 1.752 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado e 52 mortes nas últimas 24 horas.

Foram registradas cerca de 1.809 novas confirmações de coronavírus no Estado. Dos 48.854 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 18.161 estão em monitoramento e 28.941 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 277 internações em UTIs públicas e 325 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 79,94% para UTIs adulto e em 36,76% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (10.841), Várzea Grande (3.926), Rondonópolis (3.144), Lucas do Rio Verde (2.708), Tangará da Serra (2.015), Sorriso (1.858), Sinop (1.833), Primavera do Leste (1.716), Nova Mutum (1.395) e Pontes e Lacerda (914).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

O documento ainda aponta que um total de 44.772 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam cerca 2.783 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Na última terça-feira (28), o Governo Federal confirmou 2.483.191 casos da Covid-19 no Brasil e 88.539 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 87.618 óbitos e 2.442.375 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não informou os dados desta quarta-feira.

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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