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Estádios podem ter portões fechados em estreia do Mato-grossense

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Há menos de uma semana para a estreia do Campeonato Mato-grossense, você poderia imaginar que os estádios estão prontos para receber as partidas?! Mas a realidade é outra. Dos oito estádios que receberão os jogos do estadual, apenas três deles têm laudos técnicos vigentes até o fim do campeonato – Arena Pantanal, Passo das Emas e Dito Souza.

O estádio Luthero Lopes, em Rondonópolis, e o Gigante do Norte, em Sinop, ainda estão com pendências. Esses dois palcos vão receber partidas da primeira rodada – 21 de janeiro – e podem ter portões fechados, caso os laudos técnicos não sejam apresentados.

De acordo com informações da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), o Luthero Lopes, que passa por reformas principalmente nas cabines de imprensa e vestiários, ainda carece de laudos de segurança, engenharia e da vigilância sanitária. Segundo a diretoria do União, esses laudos serão apresentados ainda esta semana.

No Gigante do Norte, que receberá o jogo entre Sinop e Araguaia, na próxima terça-feira, ainda não tem o laudo de engenharia regularizado.

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Neco Falcão, em Poconé, e o Zeca Costa, em Barra do Garças, estão regulares. Porém, alguns laudos vencem durante o estadual e precisarão ser renovados.

A situação mais crítica é a do estádio Valdir Doilho Wons, em Nova Mutum, que ainda passa por obras por melhorias nas instalações e para poder receber torcedores. O diretor de competições da FMF, Diogo Carvalho, visitou o estádio nesta terça-feira.

– Ainda não foram finalizadas as obras e o órgãos só vai emitir os laudos após a conclusão. Vamos aguardar até sexta-feira para um parecer se o estádio poderá receber jogos na segunda rodada – afirmou o diretor.

O Nova Mutum só jogará como mandante no dia 25 de janeiro, na segunda rodada do Mato-grossense, diante Luverdense.

Situações favoráveis

A Arena Pantanal, que será utilizada por Cuiabá, Dom Bosco e Mixto, tem situação tranquila e não terá problemas durante o estadual. O estádio Dito Souza, em Várzea Grande, casa do Operário, passou por uma grande reforma recentemente e está liberado para receber os jogos. Em Lucas do Rio Verde, o Passo das Emas dará todas as condições para o Luverdense mandar as suas partidas.

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Esportes

Advogada diz que Bruno está “triste, sem comer e sem dormir”

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A advogada Mariana Migliorini, que estava cuidando das negociações de Bruno Fernandes com o Operário Várzea-Grandense, disse que o goleiro está “profundamente triste” com o desfecho do episódio.

O time de Mato Grosso desistiu da contratação após manifestações de vários setores, já que Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por envolvimento na morte de Eliza Samúdio, com quem teve um filho, em 2010.

“Ele está sem comer e sem dormir”, disse a advogada ao site Torcedores.com.

Querem ele morto. Isso não é pena, não é algo civilizatório, o Bruno já cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não
“Os empresários de Várzea Grande não querem ter o nome do Bruno vinculado a eles por conta da repercussão social. Querem ele morto, isso não é pena, não é algo civilizatório. O Bruno já cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não”, disse.

No início deste mês, o Fluminense de Feira de Santana também desistiu de contratar Bruno após revolta e protestos sociais.

Na ocasião, o presidente do time, Ewerton Carneiro, disse que a manifestação dos torcedores contra a negociação foi fundamental para a decisão.

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“Esses dias foram de muita confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira, pro povo de Feira, para a minha família. Ainda que o jurídico me deu um parecer que ele vai chegar com oito a dez dias, eu quero dizer que o Fluminense está desistindo da contratação devido à manifestação popular”.

“Foi um apelo da torcida, foi um apelo do povo, então só quem não ouve o povo é porque é maluco”, declarou na ocasião, segundo o Torcedores.com.

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Esportes

Operário de Várzea Grande desiste de contratar goleiro Bruno

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O Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV) informou, nesta quarta-feira (22), que não irá mais contratar o goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, em 2010. Um comunicado foi emitido à imprensa, entretanto, não justifica o motivo da desistência. Sabe-se que nos últimos dias, a Eletromóveis Martinello desautorizou o uso da marca em uniformes do Clube, assim como a cooperativa Sicredi.

Contra a vinda do goleiro o time, na noite de terça-feira (21), manifestantes se reuniram no entorno do estádio Dito Souza, instalado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde seria realizada uma partida de futebol do tricolor. As mulheres estavam vestidas de preto e, além de cartazes, seguravam um cartão vermelho nas mãos, que indica a expulsão de um jogador em uma partida de futebol.

O ato organizado pelo Bloco das Mulheres contou também com a presença de homens. Diversos cartazes foram expostos com frases do tipo: ‘Feminicida não pode ser exemplo’; ‘Matar mulher é grave sim’; ‘Não compre ingresso, não pague para ver feminicida’; ‘Operário sim, assassino não’.

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Também na terça-feira, a Martinello anunciou que desautorizou o uso da marca nos uniformes do time e em painéis utilizados em entrevistas. A empresa alegou não concordar “que condenado por crime tão grave e torpe seja elevado ao patamar de ídolo esportivo, pois o esporte é para cidadãos exemplares que cultivam a vida, o respeito ao próximo e o espírito de equipe”.

Na segunda-feira (20), a cooperativa Sicredi anunciou que irá retirar sua marca dos uniformes, mas alegou que ausência do logo nas camisetas do Operário ocorre em função da estratégia da empresa. A assessoria informou que o Sicredi patrocina a Federação Mato-Grossense para o Campeonato Estadual de Futebol 2020 e não o Operário. Acrescentou ainda, por meio de nota, que não comenta as contratações de jogadores feitas pelos clubes.

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