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Agronegócio

Estado paga 2ª parcela dos salários de junho dos servidores

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do PORTAL DO AGRONEGÓCIO

Brasil e Paraguai firmaram nesta terça-feira (9) um memorando de entendimento sobre temas na área sanitária animal e vegetal. O assunto foi tratado em encontro da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com o ministro da Agricultura paraguaio, Denis Lichi, em Assunção.

Segundo a ministra, o memorando trata de temas como vazio sanitário, uso de defensivos agrícolas, época de plantio de soja e a construção de um banco de vacinas público de aftosa entre os dois países.

“Tratamos de assuntos de interesse entre os dois países na área sanitária animal e vegetal visando os mercados que temos em conjunto e que poderemos aumentar essa abertura de mercado entre os nossos países”, disse. Segundo ela, a cada três ou quatro meses haverá uma reunião conjunta entre os dois países para avançar nesses temas.

Fronteiras

Para o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, os acordos reforçam o controle nas fronteiras. “Isso dá mais credibilidade e segurança aos pecuaristas em relação aos seus rebanhos e respaldo no mercado internacional, pelo reforço integrado dos dois países”, afirmou o secretário, após a reunião.

Segundo ele, o reforço acertado envolve questões sanitárias em cadeias muito importantes, como a pecuária de corte. “E, na área vegetal, o foco é na cadeira produtiva da soja, no controle da ferrugem asiática. Vai permitir maior eficiência do nosso serviço sanitário”, explicou.

O secretário observou que o acordo traz benefícios aos produtores, melhorando o controle das doenças animais e as pragas vegetais. “Também nos fortalece do ponto de vista das exportações. O serviço sanitário dos dois países mais forte nos dá condições para ampliar o mercado nesse momento importante em que o Mercosul fechou acordo com a União Europeia”.

Também é favorecido, disse Leal, o comércio bilateral, “com as medidas de controle integrado das aduanas e outras medidas adicionais de desburocratização, para controle efetivo, mas dando um fluxo maior das mercadorias de parte a parte”.

O secretário de Política Agrícola do Ministério, Eduardo Sampaio Marques, comentou ser “muito importante coordenar com o Paraguai o calendário de plantio, especificamente de soja”, para o controle de pragas. Também participou da reunião o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro.

Arroz

Durante a reunião, a ministra propôs a organização de um acordo entre o setor privado dos dois países sobre os períodos de exportação de arroz. Segundo ela, a entrada do produto no Paraguai no Brasil não envolve problema de volume. “São questões pontuais de impostos em determinados estados e o período de importação”, disse.

Segundo a ministra, a força exercida por comerciantes nos meses em que a produção é colhida joga o preço do produto para baixo. Ela acrescentou que os produtores têm sofrido muito com o preço. “Neste ano, houve quebra de produção, com a cheia e depois seca e mesmo assim, o preço não recuperou para compensar custos de produção”.

Segundo ela, esse é um problema em todo o Mercosul, no Uruguai, no Paraguai e Brasil. “Não é assunto do governo mas podemos organizar a conversa para melhorar a situação”, sugeriu.

A ministra comentou ainda que tem trabalhado juntamente com secretários do Mapa para ampliar mercados em vez de disputar espaço no Mercosul.

Pesca

O secretário da Pesca, Jorge Seif, disse que o governo paraguaio deverá alterar legislação que permitirá a produção de tilápia no Lago de Itaipu. “Eles se comprometeram a fazer isso”, disse o secretário, lembrando que o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) já reverteu a proibição para espécies exóticas.

A expectativa é produzir, “o que se produz em todo o Brasil, que são 400 mil toneladas, sendo que 50% ficarão com produtores paraguaios e 50% para os brasileiros”.

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Agronegócio

Conflito entre EUA e Irã preocupa produtores rurais de MT

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A relação comercial entre Mato Grosso e Irã é antiga e importante. De janeiro a novembro de 2019 o país pagou mais de U$ 700 milhões pelos produtos daqui. Carne bovina foi um deles, já que o Irã é o terceiro maior comprador.

Conforme Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), o Irã ganhou representatividade para o mercado mato-grossense devido ao volume da exportação.

“Não há mercado que não seja importante. O Irã ganha uma importância pelo volume que tem levado nos últimos anos. Então é importante que possamos até ampliá-lo. Qualquer conflito internacional tem um peso na economia e para nós do setor da carne um peso muito direto, muito imediato”, afirmou.

A preocupação é causada pela tensão no Oriente Médio, que aumentou depois dos ataques entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias. Em MT quem analisa o mercado de commodities e tudo que possa impactar nele ficou em alerta para possíveis reflexos, tanto nas exportações quanto nas importações do Irã.

O petróleo é o principal produto do país do Oriente Médio e os combustíveis são essenciais para o funcionamento do agronegócio.

Segundo o gestor técnico do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, a atenção deve ser para o milho. O país é o segundo maior consumidor do Brasil e o quarto maior do estado. O interesse também está no que volta de lá, já que o Irã tem o menor preço de um insumo muito usado na produção do cereal, a ureia.

Apesar do apoio aos Estados Unidos logo apos o ataque norte-americano, um dia depois o presidente Jair Bolsonaro se posicionou de forma mais neutra, o que para representantes do agronegócio é a melhor opção para manter os caminhos abertos e desenvolvimento do setor no estado.

“Que o nosso país possa, como sempre fez, estar em um caminho de apaziguar e não de pôr lenha na fogueira e que possamos ter isso resolvido quanto antes para que economia não sofra”, disse Paulo Bellincanta.

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Agronegócio

Foco de ferrugem asiática é detectado em lavoura de soja em MT

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Um foco de ferrugem asiática foi detectado em propriedade rural de uma região conhecida como Chapadão do Rio Verde, zona rural de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) está acompanhando o caso.

De acordo com o gerente da propriedade, a doença foi identificada apenas em uma planta. Dessa maneira, o diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber, explica que este pode ser um caso isolado e que ainda não implica perdas significativas na lavoura.

Entretanto, segundo ele, a Aprosoja vai acompanhar se há evolução da doença.

“Vamos visitar a fazenda para verificar se houve proliferação. Mas, por enquanto, não há motivo para pânico. Além disso, hoje em dia, temos tecnologia para combater a ferrugem sem grandes perdas. O produtor que fez as aplicações corretamente pode ficar tranquilo”, afirmou Beber.

Ele Ressaltou ainda que este não é um motivo fazer aplicações desnecessárias na lavoura. “Quem já fez as aplicações preventivas e está acompanhando a lavoura não deve ser prejudicado pela incidência da ferrugem”, explicou.

Beber destacou que as percas poderiam ocorrer se a doença tivesse sido detectada antes no período reprodutivo da planta, ou seja, da formação dos grãos. Entretanto, a primeira aplicação de fungicida deve ter sido feita antes desta fase.

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