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Internacional

Europeus tentam diminuir as tensões com o Irã por programa nuclear

Publicado

Por France Presse

Advertidos pelo Irã e agora no centro das atenções, os europeus devem redobrar seus esforços para salvar o acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear iraniano, tarefa que um emissário do governo francês assumiu nesta terça-feira (9).

Emmanuel Bonne, conselheiro diplomático do presidente francês Emmanuel Macron, era esperado em Teerã nesta terça (9) e na quarta-feira (10) se reunirá com o almirante Ali Shamkhani, secretário do Supremo Conselho de Segurança Nacional iraniano.

De acordo com o governo francês, Bonne tem a missão de encontrar maneiras de reduzir as tensões, que aumentaram este mês com a decisão do Irã de enriquecer urânio a níveis proibidos pelo acordo sobre seu programa nuclear de 2015.

Emmanuel Bonne, conselheiro diplomático do presidente francês — Foto: Divulgação/Embaixada da França no Líbano

Emmanuel Bonne, conselheiro diplomático do presidente francês — Foto: Divulgação/Embaixada da França no Líbano

Ameaçado desde que os Estados Unidos se retiraram unilateralmente em maio de 2018, o acordo, também assinado pela Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia, está à beira da morte.

No início de maio, o Irã anunciou que abandonaria progressivamente vários compromissos do acordo, para pressionar os outros países signatários a ajudar a contornar as sanções de Washington.

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O Irã superou no início do mês suas reservas de urânio pouco enriquecido, acima do limite imposto pelo acordo (300 kg).

Além disso, anunciou na segunda-feira (7) que começou a enriquecer urânio a mais de 4,5%, acima do limite fixado no acordo (3,67%), e ameaçou adotar novas medidas em “60 dias” se suas exigências não forem atendidas.

Esses níveis estão longe dos 90% necessários para a fabricação de uma bomba atômica, mas enfraquecem ainda mais o acordo.

‘Etapa crítica’

Embora o governo de Teerã negue sua intenção de adquirir a bomba atômica, a preocupação aumentou na comunidade internacional.

“Estamos numa fase muito crítica”, declarou a presidência francesa. “Os iranianos adotam medidas que violam (o acordo), mas que são calibradas e além disso (o presidente americano) Donald Trump é um ‘dealmaker’ (negociador)”.

“Os iranianos exageram, mas não muito, e Trump coloca pressão máxima, mas exercerá esta política até onde puder negociar”, acrescenta a mesma fonte.

Trump reitera sua intenção de forçar o Irã a negociar um “acordo melhor”.

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Para permanecer no acordo, o Irã exige que o restante dos países signatários, especialmente os europeus, tomem medidas efetivas para ajudar a superar o embargo americano. Mas Washington mantém a pressão. A seu pedido, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realizará uma reunião extraordinária em 10 de julho para discutir as recentes decisões do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Alex Brandon/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Alex Brandon/AP

Nova estocada de Trump

Nesta terça, Trump voltou a lançar nesta terça-feira advertências ao Irã, aconselhando-o a ter “muito cuidado”.

“O Irã está fazendo muitas coisas ruins (…) e eles devem ter muito cuidado”, disse Trump a repórteres após ser questionado sobre a decisão do governo iraniano de não respeitar o acordo internacional.

Com exceção da China, os signatários do acordo de Viena pediram que o Irã recuasse.

E um comunicado conjunto, os ministros das Relações Exteriores da França, Grã-Bretanha e Alemanha, assim como da União Europeia (UE), pediram nesta terça-feira que Teerã “reverta” as suas atividades e “volte ao pleno cumprimento” do acordo.

Na segunda-feira, o Irã alertou os europeus de que uma reação “inesperada” só aceleraria o processo de liberação de seus compromissos.

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Internacional

Brasileiro é condenado à prisão perpétua no Reino Unido por matar ex-companheira

Publicado

G1

O brasileiro Ricardo Godinho, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua no Reino Unido por ter matado a ex-companheira, Aliny Mendes. A sentença, proferida na quinta-feira (18), determina que Ricardo deverá passar, no mínimo, 27 anos preso. Quando cumprir esse tempo, a pena de prisão perpétua poderá ser revista.

Segundo depoimentos feitos durante o julgamento, ele esfaqueou Aliny na frente da filha de 3 anos do casal, diz a BBC. Eles tinham outros três filhos, todos menores de 12 anos, e estavam separados desde dezembro passado.

O homicídio ocorreu na cidade de Ewell, cerca de 30km a sudoeste de Londres. No dia do crime, em 8 de fevereiro, Aliny estava indo buscar os outros filhos na escola, de ônibus, com a filha menor. Quando desceu do veículo, foi confrontada e assassinada por Ricardo, que tinha seguido o ônibus de carro.

“O ataque ocorreu em plena luz do dia”, afirmou o detetive Mark Chapman.

Ricardo foi acusado formalmente de assassinato no dia 10 de fevereiro, depois de ser preso. Um de seus colegas ligou para a polícia para informar que ele tinha confessado o crime, e o brasileiro também foi identificado por testemunhas oculares.

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Um exame forense após a morte mostrou que Aliny Mendes morreu por ter sofrido várias facadas, informou a polícia de Surrey.

Em comunicado, a família da brasileira declarou que “Aliny era uma mulher linda, inteligente, feliz e carinhosa que era amada por tantas pessoas, tanto no Reino Unido quanto em seu país de origem, o Brasil. Os eventos 8 de fevereiro tiraram não apenas uma irmã, uma filha, uma neta e uma amiga, mas, mais importante, tiraram uma mãe carinhosa de seus quatro filhos pequenos”.

“O impacto que a morte de Aliny deixou em seus filhos é quase impossível de colocar em palavras”, disse a família. “Somos gratos por todos os esforços do sistema de justiça criminal, mas nenhuma sentença jamais substituirá ou trará de volta nossa bela Aliny ”.

“Quando as crianças ficarem doentes, a mãe não estará lá para acalmá-las, quando elas tiverem bons resultados na escola, a mãe não estará presente para elogiá-las, quando elas se apresentarem em uma peça escolar, a mãe não estará presente para aplaudi-las, e em aniversários, formaturas, dias de casamento e outros eventos importantes, sua mãe não poderá compartilhar a celebração e a alegria da ocasião”, declarou a família.

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‘Intenção de matar’

De acordo com a promotora Claire Gallagher, Ricardo “tinha intenção de matar a esposa, apesar das alegações de que tinha perdido o controle depois de uma briga”. Ele confessou apenas homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo Gallagher, o relato não era compatível com as provas do crime.

“Ele tinha uma faca grande com ele, que era grande demais para ser deixada no bolso, como alegou. Isso mostrou claramente que ele tinha planejado o assassinato”, disse.

O ataque foi testemunhado por outras três mães que estavam a caminho de buscar seus filhos da mesma escola, segundo depoimentos no tribunal, diz a BBC. As testemunhas descreveram Ricardo como “frio, calmo e contido” durante o ataque, de acordo com a promotora.

“[O assassinato premeditado] foi ainda corroborado por material em seu telefone e computador, que mostrou sua raiva e ressentimento por sua esposa estar buscando uma nova vida para ela e seus filhos”, disse Gallagher.

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Internacional

Forte tremor atinge Atenas, na Grécia, e provoca danos nas telecomunicações

Publicado

G1

Um terremoto de magnitude 5,3 atingiu Atenas, na Grécia, nesta sexta-feira (19), causando sérios problemas nas linhas telefônicas e fornecimento de energia elétrica. Não houve relatos imediatos de estragos ou feridos.

Sete réplicas, de intensidade menor, foram registradas logo em seguida, de acordo o Instituto de Geodinâmica de Atenas. O epicentro do tremor foi localizado a 23 km a noroeste da capital grega.

Em pânico, as pessoas deixaram os imóveis e correram para as ruas.

A Defesa Civil informou que bombeiros e a polícia foram mobilizados. Dois helicópteros foram mobilizados para avaliação dos danos.

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