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Fator China: Exportações forçam aumento no preço da carne

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A carne brasileira vem sofrendo sucessivos aumentos nos últimos meses, acumulando uma alta que ultrapassa os 30%. Entre as possíveis causas, está um reajuste no preço da arroba de carne depois de vários anos sem aumento, e a entrada da China como compradora da proteína animal brasileira, o que provocou um aumento da procura pelo produto, que por sua vez acabou pressionando os preços para cima.

Reinaldo Aguiar Júnior: “é um movimento do mercado e eu acredito que esse preço ainda vai subir devagarzinho” – (Foto: Divulgação)

De acordo com o pecuarista e empresário do ramo de leilões, Reinaldo da Silva Aguiar Júnior, há algum tempo a carne, tanto bovina, como suína e de frango, já vinha sofrendo aumentos, mas esse processo foi acentuado há pouco mais de 40 dias, com a disparada nos preços. “Em coisa de quatro há cinco semanas para cá houve uma disparada, com um aumento numa faixa de 27 a 28%. Há cerca de 50 dias, o arroba do boi estava a R$ 140 a R$ 146, e hoje está em R$ 186 a R$ 190. Nós já vínhamos praticando o mesmo preço desde 2014, com o arroba do boi oscilando entre R$ 138 a R$ 146, e a fêmea de R$ 128 a R$ 138. Foram cinco anos e se você colocar uma correção, sem subir nada, daria uns 30% (de reajuste), mas a coisa veio de uma vez e houve a briga do Trump (Donald Trump, presidente americano) com a China, que não tem nada a ver com a pecuária, e houve a peste suína na China. Então, faltou carne na China e eles decidiram comprar a nossa carne. Essa somatória de fatores levou ao aumento”, explicou.

Ainda segundo ele, por ter um grande rebanho e por ter uma das carnes mais baratas do mundo, a China optou por comprar carne do Brasil em grandes volumes, já que se trata do país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes. Esse aumento, acabou provocando uma reação em cadeia, elevando também o preço da carne suína e de frango, que acompanhou a carne de gado nos aumentos.

Reinaldo Aguiar Júnior diz não ter como precisar se essa tendência de aumento permanece e por quanto tempo ela pode durar, mas ele admite que os preços tendem a subir mais um pouco antes de se estabilizarem. “Isso é um movimento do mercado e eu acredito que esse preço ainda vai subir devagarzinho. Porém, aconteceu só porque houve mais procura que oferta e houve uma soma de fatores que levaram a esse aumento e, nesse momento, quem fez a diferença foi a China”, concluiu.

Chico da Paulicéia: “os chineses estão dispostos a pagar um valor maior pela arroba do boi em relação ao preço praticado aqui” – (Foto: Divulgação)

Posição parecida tem o produtor rural Francisco Olavo Pugliesi de Castro, o Chico da Paulicéia, que também considera a entrada da China como compradora de carne brasileira como a principal causa dos aumentos. “A China teve um problema com a peste suína africana que dizimou boa parte do seu rebanho. E eles [chineses] elegeram o Brasil como um dos lugares onde iriam comprar carne. E passaram a comprar carne brasileira como nunca. E isso elevou o preço da arroba dos bovinos. E os chineses estão dispostos a pagar um valor maior pelo arroba do boi em relação ao preço praticado aqui. Isso pegou o Brasil com um estoque de boi não tão grande, o que acabou contribuindo com essa situação”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil, historicamente, exportava cerca de 20% da sua produção de carne, enquanto os 80% restantes eram vendidos no mercado interno, mas com as exportações para a China, os produtores começaram a exportar cerca de 30% de sua produção, o que acabou diminuindo o estoque para consumo interno e pressionando seus preços para cima.

Ele também diz acreditar que os preços ainda devem subir um pouco mais, mas não sabe dizer em que percentuais e até quando essa onda de aumentos perdurará. “Isso é uma coisa muito nova e ninguém sabe precisar até quando isso vai durar”, concluiu.

 

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TCE aponta falhas e Estado suspende concessão de R$ 235 milhões

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) recebeu, por meio da Secretaria de Controle Externo de Contratações Públicas, uma denúncia de possíveis irregularidades no processo licitatório para contratação de empresa para administrar o Terminal Rodoviário de Cuiabá, Cássio Veiga de Sá. O valor da contratação foi estimado em R$ 235,572 milhões.

Entretanto, durante o processo de análise da denúncia, o TCE foi informado que do certame havia sido suspenso por iniciativa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Dessa forma, o conselheiro Interino Luiz Carlos Pereira, apenas fez a citação dos secretário estaduais de Infraestrutura e Logística, Marcelo  de Oliveira e Silva e Waterson Lima dos Santos.

Eles terão o prazo de 15 dias para apresentarem considerações relacionadas às possível irregularidades apontadas pela Secex. “Considero que a análise da  tutela acauteladora se encontra prejudicada, ao menos por ora, porque a sua concessão nesta fase processual não ensejaria qualquer efeito   prático,   carecendo   de   utilidade.  Porém,   ressalto   que   o   pleito  de suspensão  da  licitação  poderá  ser  reformulado  ou  reanalisado  a  qualquer  tempo,  caso  haja necessidade”.

Entretanto, o conselheiro não desconsiderou as supostas irregularidades no processo licitatório e espera que a suspensão tenha ocorrido, justamente para o edital seja reformulado. Entre os apontamentos feitos pela Secex estão na regra de avaliação de desempenho que pode gerar conflitos de interesse em sua aplicação, pois afronta o princípio da moralidade e de segregação de funções.

A Secex também apontou que regra para avaliação de desempenho que impõe execução de tarefas pelo Poder Concedente e pela Agência Reguladora implicam em duplicidade na atuação estatal, afronta ao princípio da eficiência. Além desses apontamentos, a Unidade Técnica também indicou a existência de outros pontos do edital que, apesar de não se enquadrarem como impropriedades, ostentariam o potencial de prejudicar o bom andamento do certame. “O prazo de apenas sete dias para a licitante vencedora contratar instituição financeira e empresa de auditoria independente e apresentar a documentação por elas elaborada ao ente  concedente, utilização da PTAX800 como referência, embora esse índice já tenha sido descontinuado e divergência na periodicidade do recolhimento da outorga variável”, diz trecho da denúncia.

Além disso, a Secex apontou ausência de especificação do prazo para início da prestação de certos serviços pelo concessionário, falta de detalhamento da comissão de devolução e do relatório de inspeção final, entre outras possíveis irregularidades. “Sem embargo, diante da relevância das considerações da Unidade de Instrução, destaco ao gestor que a suspensão da licitação, promovida pelo próprio ente licitante, pode se revelar oportuna para o exercício do poder de autotutela da administração pública, de sorte a retificar eventuais aspectos ilegais, inconvenientes ou inoportunos contidos no instrumento convocatório”, destacou o conselheiro.

Por outro lado, alertou os representados de que qualquer alteração no panorama fático ou jurídico da concessão do referido serviço público deverá ser imediatamente informada ao relator, incluindo o prosseguimento do certame, com ou sem a retificação do edital ou do termo de referência, bem como a publicação de nova licitação.

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Deputado manda fechar gabinete após assessora testar positivo para o coronavírus

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Após a confirmação de que uma assessora do deputado Carlos Avalone (PSDB), testou positivo para Covid-19, o coronavírus, o parlamentar decidiu fechar o gabinete. O resultado do exame da servidora foi confirmado na manhã desta segunda-feira (18), pela Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa.

Segundo Avalone, a servidora teve contato com pelo menos dez colegas de trabalho. Todos cumprem isolamento domiciliar e farão o teste.

“O gabinete está sendo desinfectado e estamos testando os funcionários do gabinete hoje. Eles já estão em isolamento. No meu gabinete, tudo suspenso. Vamos avaliar esta semana e decidimos, por orientação médica, na semana que vem (se retomará o expediente)”, informou o deputado ao HNT/HiperNotícias.

Avalone informou ainda, que não teve contato com a funcionarária infectada. Ele foi o primeiro deputado a realizar o exame de Covid-19, após contato por três dias consecutivos com o ex-servidor da Assembleia, o advogado Xisto Bueno, que mantém relações constantes com o Legislativo e que testou positivo para coronavírus. O caso de Xisto foi informado à Casa, por sua namorada, que é servidora do Legislativo e foi contaminada por ele.

De acordo com tucano, dois testes realizados por ele deram negativo para Covid-19 e, agora, por orientação da equipe médica da Assembleia, ele passará por novo procedimento.  Por determinação do presidente, deputado Eduardo Botelho (DEM), 200 kits de testes foram adquiridos e, de acordo com ele uma nova remessa deverá ser comprada nos próximos dias, confirmada a necessidade de realizar novos exames.

Contaminação na AL

Este é o 6º caso confirmado na Assembleia Legislativa. O primeiro teste positivo é de uma servidora do Núcleo Ambiental que foi contaminada pelo namorado e ex-servidora da casa, o advogado Xisto Bueno. Outros infectados pertencem aos Núcleos Econômico e Social e setor de contratos da Secretaria-Geral. Além dos cinco funcionários, o deputado estadual, Paulo Araújo (PP), testou positivo.

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