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Agronegócio

Foco de ferrugem asiática é detectado em lavoura de soja em MT

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Um foco de ferrugem asiática foi detectado em propriedade rural de uma região conhecida como Chapadão do Rio Verde, zona rural de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) está acompanhando o caso.

De acordo com o gerente da propriedade, a doença foi identificada apenas em uma planta. Dessa maneira, o diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber, explica que este pode ser um caso isolado e que ainda não implica perdas significativas na lavoura.

Entretanto, segundo ele, a Aprosoja vai acompanhar se há evolução da doença.

“Vamos visitar a fazenda para verificar se houve proliferação. Mas, por enquanto, não há motivo para pânico. Além disso, hoje em dia, temos tecnologia para combater a ferrugem sem grandes perdas. O produtor que fez as aplicações corretamente pode ficar tranquilo”, afirmou Beber.

Ele Ressaltou ainda que este não é um motivo fazer aplicações desnecessárias na lavoura. “Quem já fez as aplicações preventivas e está acompanhando a lavoura não deve ser prejudicado pela incidência da ferrugem”, explicou.

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Beber destacou que as percas poderiam ocorrer se a doença tivesse sido detectada antes no período reprodutivo da planta, ou seja, da formação dos grãos. Entretanto, a primeira aplicação de fungicida deve ter sido feita antes desta fase.

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Agronegócio

Conflito entre EUA e Irã preocupa produtores rurais de MT

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A relação comercial entre Mato Grosso e Irã é antiga e importante. De janeiro a novembro de 2019 o país pagou mais de U$ 700 milhões pelos produtos daqui. Carne bovina foi um deles, já que o Irã é o terceiro maior comprador.

Conforme Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), o Irã ganhou representatividade para o mercado mato-grossense devido ao volume da exportação.

“Não há mercado que não seja importante. O Irã ganha uma importância pelo volume que tem levado nos últimos anos. Então é importante que possamos até ampliá-lo. Qualquer conflito internacional tem um peso na economia e para nós do setor da carne um peso muito direto, muito imediato”, afirmou.

A preocupação é causada pela tensão no Oriente Médio, que aumentou depois dos ataques entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias. Em MT quem analisa o mercado de commodities e tudo que possa impactar nele ficou em alerta para possíveis reflexos, tanto nas exportações quanto nas importações do Irã.

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O petróleo é o principal produto do país do Oriente Médio e os combustíveis são essenciais para o funcionamento do agronegócio.

Segundo o gestor técnico do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, a atenção deve ser para o milho. O país é o segundo maior consumidor do Brasil e o quarto maior do estado. O interesse também está no que volta de lá, já que o Irã tem o menor preço de um insumo muito usado na produção do cereal, a ureia.

Apesar do apoio aos Estados Unidos logo apos o ataque norte-americano, um dia depois o presidente Jair Bolsonaro se posicionou de forma mais neutra, o que para representantes do agronegócio é a melhor opção para manter os caminhos abertos e desenvolvimento do setor no estado.

“Que o nosso país possa, como sempre fez, estar em um caminho de apaziguar e não de pôr lenha na fogueira e que possamos ter isso resolvido quanto antes para que economia não sofra”, disse Paulo Bellincanta.

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Agronegócio

MT lidera produção de grãos no país, segundo IBGE; safra de soja deve chegar a 33 milhões de toneladas

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Na safra 2020, Mato Grosso deve responder por 28% da produção nacional de grãos. O estado é seguido pelo Paraná (14,9%) e Rio Grande do Sul (14,3%). Com relação à safra de soja, Mato Grosso mantém a lidera e deve ser responsável por 26,9% do total produzido no país.

Esses números fazem parte de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é que Mato Grosso colha 33 milhões de toneladas. Ainda segundo o IBGE, isso representa um crescimento de 2,2% em relação a 2019, em decorrência do aumento de 2,2% na área plantada.

O IBGE estima que a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas em 2020 seja recorde, com a produção de 243,2 milhões de toneladas. Um aumento de 1,7 milhão de toneladas em relação a 2019.

Produção de algodão deve bater record, segundo IBGE — Foto:  Mayke Toscano/Secom-MTProdução de algodão deve bater record, segundo IBGE — Foto:  Mayke Toscano/Secom-MT

Dos cinco produtos de maior importância para a próxima safra, apenas o milho 2ª safra apresentou estimativa de produção menor que em 2019, de 10,4%.

O levantamento aponta uma produção de 7,1 milhões de toneladas de algodão. Um crescimento de 2,7% em comparação com a safra de 2019. Segundo o IBGE, esse número representa novo recorde para a cultura.

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Ainda de acordo com a estimativa, 1,7 milhão de hectares deve ser cultivados. Um aumento de 7,1% de área plantada.

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