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Mato Grosso

Garimpo fechado em MT tinha surto de malária

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As forças de segurança de Mato Grosso e a Polícia Federal seguem em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, atuando na segunda fase da Operação ‘Trype’ para desocupar o garimpo ilegal na cidade.

A operação começou na segunda-feira (7) e nessa terça-feira (8) a polícia destruiu equipamentos e parte da estrutura montada pelos garimpeiros. Um garimpeiro reagiu à abordagem e foi morto.

O investimento foi alto: a estrutura montada em meio à Floresta Amazônica impressionou a polícia.

Foram encontradas 25 retroescavadeiras. As máquinas, avaliadas em R$ 600 mil, eram usadas para escavar encostas.

Grandes geradores faziam a ventilação em crateras por onde garimpeiros desciam até 60 metros de profundidade para encontrar jazidas.

Na principal entrada do garimpo, o grupo construiu uma ‘casa’ de madeira que funcionava como uma praça de pedágio. Para carros, motos e ônibus passavam, eram cobrados valores que variam entre R$ 20 a R$ 100 por dia.

Também era oferecido Wi-Fi por R$ 20 ao dia.

Os equipamentos foram queimados pela polícia federal e os buracos foram fechados com explosivos.

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A situação é tensa no município de Aripuanã. Os garimpeiros que saíram da mata ocuparam as ruas da cidade. Comerciantes baixaram as portas. A polícia só consegue abastecer as viaturas com escolta, por causa do risco de ataques.

“Nós estamos aqui para trabalhar, todo material que nós compramos foi pago, nós temos compromisso com a cidade, com o comércio, então tem muitas pessoas que estão devendo aqui ainda, não tem como ir pra suas casas”, disse Antônio Vieira da Silva, representante dos garimpeiros.

A polícia prendeu 3 integrantes de uma quadrilha que extorquia pequenos garimpeiros que precisavam pagar para entrar na área e usar equipamentos.

A PF já identificou vários desses indivíduos, alguns estão presos, outros foragidos.

A Secretaria de Saúde do Estado (SES) de Mato Grosso declarou que, por causa desses garimpos, há um surto de malária no município. Os casos da doença passaram de cem para mais de 500.

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Mato Grosso

Justiça determina reintegração de posse de fazenda de Nadaf

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O juiz Alexandre Paulichi Chiovitti, da Vara Única de Poconé, acatou ação do ex-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e determinou a reintegração de posse da Fazenda DL, ocupada pelos pecuaristas Roberto Peregrino Morales e Roberto Peregrino Morales Junior.

 

A decisão é da última sexta-feira (11).

 

A fazenda, localizada em Poconé, com área total de 674 hectares e avaliada em R$ 5,9 milhões, foi entregue por Nadaf em seu acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral de República, em 2017.

 

No total, o ex-secretário – que é delator das ações penais derivadas das operações Ararath, Sodoma e Seven e condenado a mais de 7 anos de prisão – se comprometeu a devolver R$ 17,5 milhões aos cofres públicos

Nadaf afirmou que comprou a área em 2015, mas toda negociação se deu por intermédio de Marcos Amorim da Silva, amigo de longa data de sua família. Isso porque, o ex-secretário disse que, à época, estava passando por problemas conjugais (separação).

 

Nestes termos considerando que estão preenchidos os requisitos do artigo 300 CPC, defiro a liminar, a fim de reintegração de posse do imóvel objeto do litigio ao requerente

Em sua delação, o ex-secretário confessou que adquiriu a fazenda com R$ 500 mil que recebeu como “comissão” na fraude da área adquirida pelo Estado na região do Manso. O esquema foi descoberto durante a “Operação Seven”, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

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Conforme o ex-secretário, ao tomarem conhecimento do seu acordo de colaboração, os pecuaristas passaram a aproveitar da situação, ameaçando reaver o imóvel rural. Já em agosto de 2018, invadiram a área, quebrando os cadeados.

 

Em depoimento ao Gaeco, Roberto Peregrino Junior confirmou a venda da fazenda para Marcos Amorim. Segundo ele, todo o negócio foi realizado pelo pai, Roberto Peregrino. Ele disse que não sabe o valor total da venda, mas afirmou que as parcelas eram de quase R$ 100 mil.

 

Em sua decisão, o juiz afirmou que a ação deve ser acolhida por dois motivos: da probabilidade do direito e o risco ao resultado útil do processo.

 

Segundo ele, a “probabilidade do direito” está demostrada pelo registro de imóvel, no qual consta que Nadaf adquiriu o bem, em 07 de janeiro de 2015. Já a “probilidade de risco” está evidenciado no fato de que há criação de gado de forma indevida no local e isso pode acarretar prejuízo à vegetação.

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“Nestes termos considerando que estão preenchidos os requisitos do artigo 300 CPC, defiro a liminar, a fim de reintegração de posse do imóvel objeto do litigio ao requerente”.

 

O juiz oficiou a Polícia Militar para realizar a reintegração de posse e, se necessário, com uso da força.

 

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Mato Grosso

PM supera aversão a academia, se dedica e vence campeonato

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O policial militar de Mato Grosso Madson Siqueira Silva, de 37 anos, tornou-se campeão nacional fisiculturismo no “Sardinha Classic”, realizado em Balneário Camboriú (SC), neste mês.

 

O atleta é lotado na Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e ganhou o título em sua primeira competição fora do Estado, trazendo quatro troféus – dois de ouro, um prata e um bronze.

 

Em entrevista ao MidiaNews, Madson conta que treina desde 2012, no entanto resolveu entrar para o fisiculturismo somente em 2015.

“Nunca gostei de academia, gostava de basquete futebol, mas academia eu achava rotineiro e estressante. Mas aí em viagens com o pessoal da Rotam, alguns amigos ‘piolhos de academia’ acabaram me arrastando”, revela.

 

A primeira competição da qual participou ocorreu em Sinop, onde ficou em 2º lugar. Após o evento, disse que decidiu parar e retornou novamente para o esporte este ano.

 

atleta

O atleta cuiabano Madson Siqueira ganhou quatro troféus na competição em Santa Catarina

O pensamento de voltar aconteceu após ter participado de outro estadual, desta vez na Capital, no colégio Liceu Cuiabano.

 

“No ‘backstage’ um treinador falou que eu estava com corpo legal e sugeriu que eu entrasse no ‘Sardinha Classic’, porque haveria uma categoria só para policiais militares. E nunca houve isso no Brasil. E foi o Fernando Sardinha quem trouxe isso para cá. Pesquisei sobre o campeonato e vi que estava em cima da hora, mas resolvi tentar. Só que, como eu que ia comprar as passagens e ter outros gastos por conta própria, resolvi  ao invés de ir só na categoria de militares, competir em todas que podia”, conta.

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O evento, que leva o nome do maior representante do esporte de culturismo do Brasil, Fernando Sardinha, contou com a participação de 562 atletas.

 

O cuiabano ficou em primeiro lugar na categoria Novice Estreantes e também na categoria Men’s Physique Open, onde só podem competir atletas acima de 1,85 metro. Já na Special Force, somente com atletas das Forças Armadas, ficou em segundo lugar. E ele ficou em terceiro na a categoria Master, acima de 35 anos.

 

“Foi melhor do que imaginava. Porque eu esperava ganhar em alguma, mas não em todas que competi. Foi bem bacana”, comemora.

 

Apesar de gostar do esporte, o atleta lamenta não ter mais apoio ou patrocínio.

 

“Gastei uns R$ 6 mil pra poder competir lá. Acho que algum tipo de ajuda deveria haver para o atleta, porque querendo ou não, eu levei a bandeira do Estado e representei meu Estado. Quando chega aqui não tem nenhum tipo de retorno, patrocínio ou ajuda. Isso é o que mais pesa para quem treina esse tipo de esporte”.

 

Trabalho e rotina

 

Madson, que é militar há 18 anos, afirma que conciliar a rotina na Polícia com os treinos é estressante.

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“Você não pode ir às festas, você tem que abdicar do convívio social às vezes, porque não pode comer certas coisas, não pode tomar drinks…”, conta.

 

atleta

Madson Siqueira e a esposa

Segundo ele, esse foi um dos motivos para dar um tempo e ter se afastado em 2015 das competições.

 

Agora o militar consegue fazer uma dieta equilibrada e focar somente nos campeonatos.

 

“Não vou deixar o esporte atrapalhar meu serviço ou vida pessoal. Tenho que me adaptar, e eu gosto desse tipo de desafio”, diz.

 

Sobre a rotina: é árdua, mas o atleta diz que consegue lidar e conta com ajuda e apoio da esposa, que também entra na dieta para acompanhá-lo.

 

“Eu malho todos os dias, menos no domingo. A minha mulher é bem focada na dieta e me ajuda bastante. Acordo às 5 horas, tomo meu café e depois vou treinar. E só aí vou para o serviço. Quando eu chego em casa, às 19 horas, ainda faço uma hora de aeróbico e preparo meu jantar e marmita do dia seguinte”, explicou.

 

Agora Madson afirma que está se preparando para participar de outro campeonato nacional, que ocorre nos dias 13, 14 e 15 de dezembro em Curitiba (PR).

 

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