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Economia

Grupo atacadista confirma unidade em Sinop e investirá R$ 40 milhões; prefeita considera ‘momento histórico’

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O Assaí Atacadista confirmou, há pouco, a implantação de uma unidade em Sinop que deverá ser construída em um imóvel, alugado, com acesso pela avenida dos Jacarandás e rua Ênio Pipino (às margens da BR-163) onde já funcionou uma concessionária de veículos e havia projeto para ser um shopping. A obra deve começar ainda este mês e deve ficar pronta em março de 2020.

O investimento programado de R$ 40 milhões, a unidade terá mais de 7 mil metros quadrados de salão de vendas e 30 checkouts. Em equipamentos a projeção é investir cerca de R$ 15 milhões.

“Vamos gerar em torno de 300 empregos diretos, fora os indiretos e vamos ter uma loja linda, para Sinop”, com “mais de 500 vagas de estacionamentos e dois mil e quinhentos de depósito. Vai ser uma mega-loja, um presente para Sinop, que é uma região muito rica”, disse a diretora regional da empresa Kênia Mainardi, que detalhou o projeto nova unidade em reunião, há pouco, na prefeitura, com a prefeita Rosana Martinelli e o proprietário do imóvel que foi alugado, Paulo Fiuza.

A prefeita trabalhou desde o ano passado para consolidar a vinda do grupo para Sinop e chegou a propor parte da venda do estádio municipal, que acabou não sendo aprovada pela câmara.  A área escolhida fica a cerca de 3 km do estádio e também às margens da 163. A entrada principal será pela rua Enio Pipino.

“É um momento histórico, um grande dia que marca ainda mais o desenvolvimento do município, polo de grandes investimentos. Somos uma cidade de prestação de serviços. Somos madeireiros, somos pecuaristas, agricultores. Mas, a nossa economia é mais propensa aos serviços prestados que temos a oferecer, não somente para o povo de Sinop, mas para região. Como prefeita fico muito feliz de estar aqui nesse momento, depois de um ano que quatro meses de tratativas com o Assaí”, declarou. “Hoje, é fato concreto a vinda dessa grande empresa”.  “É uma grande empresa que vem contribuir com geração de empregos e impostos para Sinop. Não é somente o emprego, mas tudo que ele representa, não só para Sinop como região”.

A prefeita lembrou que inicialmente a empresa pretendia se instalar em parte da área onde está o estádio Gigante do Norte. “Recebemos a opção em estar fazendo a permuta com o estádio, não teve possibilidade, mas nunca deixamos de lutar por essa grande empresa, devido sua importância. Uma cidade que tem emprego, ela desenvolve muito mais. O cidadão quer dignidade, e emprego é dignidade para família. Foram várias tratativas, oferecemos inúmeros imóveis, opções para que essa empresa viesse para o nosso município. Sempre nos optaram por esse lado da BR-163, para facilitar o acesso”, expôs. “O que passou, passou. O importante é a consolidação da empresa para Sinop”, emendou.

A prefeita também detalhou a parceria muito importante com o empresário Paulo Fiuza (dono do imóvel locado para instalar a empresa), tínhamos um contrato para locar toda a propriedade para colocarmos as instalações da prefeitura no local. Tínhamos projetos já bem avançados nas negociações e diante da vinda da empresa, abrimos mão de estar locando esse imóvel e cedemos para o Assaí”. “Nunca paramos, sempre estávamos em contato para conseguir achar uma solução que realmente o Assaí viesse para Sinop” e “hoje é concreto e definitivo”, concluiu a prefeita.

De janeiro a outubro, Sinop teve aumento de 62% no número de novas empresas de pequeno, médio e grande portes, em relação a ao mesmo período de 2018. Até o final do mês passado, 1.961 novos alvarás foram emitidos. Já durante todo o ano anterior, o resultado foi de 1.210 novos estabelecimentos.

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Economia

Senador de MT “protege” bancos em recuperações judiciais de produtores

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O senador interino por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), que tomou posse no Senado no lugar da Juíza Selma Arruda (Podemos), apresentou esta semana a Emenda nº 10 ao Projeto de Lei 1.397/2020. O PL prevê medidas para minimizar os impactos provocados pela crise do novo coronavírus e incentiva a conciliação preventiva, desafogando o Judiciário. É também uma ferramenta jurídica importante para a recomposição e crescimento da economia.

A Emenda proposta por Fávaro ao Projeto de Lei impacta o agronegócio, segmento que ele representa na vida pública. De acordo com o documento “o disposto na Lei 1.397/2020 não deverá ser aplicado aos produtos agrícolas adquiridos para entrega futura após a colheita, mesmo nas operações realizadas anteriormente ao próprio plantio, objeto de contratos de compra e venda com ou sem pagamento antecipado, ou ainda, que envolvam operações de troca por insumos, inclusive aqueles objetos de Cédula do Produto Rural (CPR)”.

Para especialistas em reestruturação de empresas e recuperação judicial do produtor rural, a alteração proposta vai contra o que desejam os produtores rurais, e busca garantir a uma espécie de “blindagem dos bancos e tradings”. A intenção é assegurar que tais créditos não se submetam a uma possível recuperação judicial do produtor.

“Mais uma vez, após 15 anos de debates jurídicos que garantiram ao produtor rural equacionar suas dívidas mediante Recuperação Judicial, instrumento franqueado a qualquer empresário do Brasil, de qualquer ramo, vem novamente o lobby junto ao parlamento para agora o senador, em que pese sua base no agronegócio, modificar toda construção jurisprudencial e doutrinária efetuada no período”, argumenta um advogado.

Na justificativa da Emenda, Carlos Fávaro destaca que “Embora a proposta esteja dirigida aos devedores, ressaltamos a importância de resguardar os interesses de credores impactados pela crise”.

Um especialista reforça que a inclusão desta emenda ao PL é de interesse das tradings e bancos que financiam o agronegócio no país e em Mato Grosso em mais uma tentativa de impedir que, caso necessário, o produtor rural recorra à ferramenta da recuperação judicial. “No início do ano, outro deputado, também da bancada do agro, propôs a mesma alteração na MP do Agro, com o mesmo intuito da Emenda proposta por Fávaro”. Neste caso, a alteração só foi retirada com intervenção da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), Tereza Cristina.

“A intenção é tirar completamente do risco as tradings e bancos e deixar todo risco nas mãos do produtor rural que já paga os juros mais altos do mundo, em uma atividade que já é de um risco muito alto”, reafirma.

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Economia de MT dá sinais de recuperação; indústria “puxa” crescimento

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O 12º boletim econômico especial divulgado pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (24.06) aponta que a economia mato-grossense teve um desempenho positivo no levantamento realizado referente aos dias 15 e 21 deste mês. Ainda assim, o boletim acusa que a queda na arrecadação do ICMS chegou a R$ 80,23 milhões, ou 9,3% a menos que em março, no início da pandemia da Covid-19.

Foram emitidos cerca de 9,25 milhões de documentos fiscais eletrônicos (NFe, NFCe e CTe) totalizando um faturamento semanal de R$ 9,35 bilhões, superando os R$ 7,86 bilhões da semana anterior. Assim o faturamento tributável total das empresas de Mato Grosso superou em 0,3% no período pesquisado àquele anterior a Covid-19 (R$ 9,31bilhões).

Dos principais setores econômicos, só a Indústria apresentou resultados positivos. Agropecuária, Comércio e Serviços apresentaram quedas bem menores na terceira semana do mês.

A Agropecuária caiu 1,6%; o setor de Comércio e Serviços apresentou queda de 2,9%; A Indústria que apresentou desempenho positivo, com aumento de 11% no seu faturamento.

De acordo com o boletim, entre os dias 15 e 21 de junho o segmento de comércio e serviços apresentou uma redução média de 2.9% no faturamento, quando comparado ao período anterior a pandemia.  Na última semana todos os setores do comércio apresentaram crescimento em relação à semana anterior. Em relação à média anterior a Covid-19 apresentaram os seguintes resultados: atacado (-6,8%); varejo (5,8%); combustíveis e lubrificantes (-17,9%) e veículos e autopeças (-1%).

Na última semana, o faturamento tributável da Indústria cresceu em relação a semana anterior e ficou também 11% acima em relação à média anterior a Covid-19. O faturamento tributável da agropecuária, apesar de ter crescido em relação as semanas anteriores, ficou -1,6% abaixo em relação à média anterior a Covid-19. Na última semana o faturamento diário foi de R$ 3,2 bilhões.

Metodologia O documento é elaborado pela Secretaria Adjunta da Receita Pública da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e mostra os impactos da Covid-19 sobre o faturamento das empresas no Estado e, também, sobre a receita estadual. O boletim pode ser acessado no site da Sefaz, na opção “Tributário”.

O boletim considera informações extraídas dos sistemas informatizados da Sefaz, com base nos dados dos documentos fiscais eletrônicos emitidos diariamente e outras informações fiscais.

Nesta 13ª edição, as informações levantadas consideraram a média de faturamento diário de janeiro e fevereiro de 2020 em comparação com o faturamento diário registrado de 16 de março a 19 de junho. Os técnicos da Sefaz ressaltam que podem existir distorções por outros eventos sazonais não considerados.

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