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Grupo que representa estatal chinesa se instala em Sinop e prevê investir 10 bilhões de dólares

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O vice-presidente do grupo Instiel que representa uma estatal chinesa no Brasil, se reuniu há pouco, com a prefeita Rosana Martinelli e anunciou que Sinop receberá investimentos de até 10 bilhões de dólares com a construção de um centro de tecnologia no agronegócio. Não foram mencionados em quantos anos o montante de investimentos será consolidado.  A empresa alugou área onde o empreendimento será instalado, nas proximidades da avenida Bruno Martini, e o objetivo é que a primeira fase do projeto inicie no próximo mês e a operação dentro de 6 meses.

“Trabalhamos com a parte de estruturação de empresas (produtores) para atender o mercado chinês”. “Fizemos um estudo grande, apresentamos os números (economia) aos chineses e eles autorizaram a vinda de todo o centro tecnológico para o município. Temos várias vertentes de empreendimento e vamos começando as implantações nos locais escolhidos”, destacou o vice-presidente do grupo, Cleverson Santos. “Foi uma luta para desenvolver esse negócio. A prefeita lutou para nos trazer. Essa operação inicialmente iria para o Paraná”, emendou.

Na primeira fase o empreendimento em Sinop a projeção é de gerar cerca de 60 empregos com a estruturação de um escritório e loja. Na segunda (em data a ser confirmada) a previsão é de 300 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos.

“Vamos trazer uma estrutura grande, crédito internacional e pensamos em instalar um banco internacional aqui para facilitar para o produtor. Temos a possível instalação de uma indústria de tratores, mas o primeiro foco é o agronegócio”, ressaltou. “Fizemos estudo na região do Mato Grosso e vimos que existe muitos produtores e donos de frigoríficos, por exemplo, que tem muito potencial de crescimento”, salientou. “O produtor certamente irá, no mínimo, dobrar a lucratividade que tem hoje. Queremos reduzir 100% o custo de negociação dos produtores”.

O executivo disse que o grupo pretende, inicialmente, “ensinar o produtor a vender direto para a China (principal comprador de soja e outros produtos de Mato Grosso) sem atravessadores. Não somos atravessadores, mas sim representantes dos chineses”, apontou. “Nosso foco é desenvolver a juventude para o mercado, ensiná-los como trabalhar nesse tipo de negócio, então projetamos trazer também escolas para oferecer cursos técnicos ou fazer parcerias com instituições”.  “Esse empreendimento é uma porta de entrada para novos investimentos, não só em Sinop, mas em toda região Norte. Outras empresas já estão se movimentando para vir conosco e se instalarem no município”, concluiu.

A prefeita Rosana Martinelli que mês passado foi a Santa Catarina viabilizar a instalação do grupo em Sinop declarou que “o investimento vai proporcionar desenvolvimento no município. Nosso objetivo é tornar Sinop a ‘capital da tecnologia do agronegócio”. ” Nossa cidade tem crescido muito em todas as áreas e o desenvolvimento econômico é a mola propulsora dessa região. Crescemos 10% ao ano”. “Precisamos continuar avançando nas mudanças necessárias. Com empresas que vem investir em Sinop, isso promove mais empregos, renda e o pai de família precisa disso e aqui é um excelente lugar para se investir”, salientou.

Rosana ainda adiantou que para auxiliar nos investimentos “em fevereiro será aberta a licitação para construção de um porto seco em Sinop. Será tudo sobre comando da iniciativa privada e impulsionará ainda mais os segmentos envolvidos”.  “Estamos nos adequando para atender todas as demandas, por exemplo, em saúde, educação. Fizemos pedidos ao governo Federal para mais creches e também nova UPA no Ministério da Saúde. A prefeitura está planejando para que consigamos atender toda essa demanda. Acredito que precisamos continuar desenvolvendo Sinop”, completou.

Participaram da reunião com o dirigente do grupo empresarial o vice-prefeito Gilson de Oliveira, os secretários de Governo e Projetos Estratégicos, José Pedro Serafini, Desenvolvimento Econômico, Daniel Brolese, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sinop (Aces) Klayton Gonçalves, vereadores e representantes da classe dos caminhoneiros.

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Economia de Sinop cresce e número de novas empresas no semestre é 21,5% maior

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Mesmo com a crise econômica e social causadas pela pandemia do novo Coronavírus desde março, a economia da maior cidade do Nortão conseguiu se fortalecer no primeiro semestre do ano (janeiro a junho) com considerável número de novas empresas iniciando suas atividades. Foram 1.233 de grande, médio e pequeno portes, aumento de 21,5% em comparação ao mesmo período de 2019, quando 1.014 estabelecimentos abriram as portas.

O levantamento obtido por Só Notícias, junto ao Departamento de Cadastro Técnico da secretaria de Desenvolvimento Econômico, detalhou que em janeiro 196 estabelecimentos iniciaram suas atividades (160 em 2019), fevereiro foram 195, ante 177. Março foi o mês recordista. Foram 279 aberturas (161 no ano anterior).

Em abril foi registrado o menor número, com 132 aberturas, ante 104. Em maio a emissão de novos alvarás voltou a apresentar crescimento, com 207 (191 ano passado). Em junho, o resultado também foi positivo, com 224 estabelecimentos abrindo as portas, ante 221.

Não é detalhado, no entanto, o segmento das empresas, porém de acordo com o Mapa de Empresas do ministério da Economia, as atividades que mais englobam aberturas são de promoção de vendas, prestadores de serviço, cabeleireiros, manicure e pedicure, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, obras de alvenaria, além de lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares.

Ainda de acordo com a nova ferramenta do governo Federal, as microempresas compreendem a grande maioria dos novos alvarás emitidos na capital do Nortão. Também foram registradas aberturas de filiais durante o período.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sinop (ACES), Klayton Gonçalves, o resultado positivo é fruto do desenvolvimento buscado durante vários anos, além de união. “Aqui é distinto de outras regiões, Sinop respira ares diferentes. Em pandemia, por exemplo, ficamos apenas quatro dias parados, foi um tipo de enfrentamento diferente, uma união muito grande. Então as peças acabam se encaixando de uma forma diferente para nossa região”, analisou.

“Também está acontecendo uma migração de nossa região, em especial Sinop, com a chegada de grandes indústrias, que já abriram amplas e estão praticamente dobrando seu tamanho, isso tem um impacto muito positivo”, acrescentou.

Segundo o presidente, é necessário ainda que os empresários busquem cada vez mais se adaptar ao momento atual para que a economia não apresente retração. “É um novo comum, é importante entender isso, que o empresário não pense em quando vai acabar, mas sim se adapte. Mais do que nunca o brasileiro se destaca nesse momento, porque a gente cria novas oportunidades, um novo mercado”, reforçou.

“As empresas estão se reinventando, aprimoraram os métodos de venda on-line, de condicional. Talvez, todo o déficit tecnológico que tínhamos com as outras regiões do país comece a desaparecer agora, porque começamos a correr atrás. Essa fase de readaptação é quase que uma emancipação, até mesmo na parte dos critérios de gestão dos empresários, tudo isso faz diferença no resultado final”, completou Klayton.

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Prefeito veta projeto aprovado por vereadores que autorizava música ao vivo em Alta Floresta

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O prefeito Asiel Bezerra (MDB) vetou, integralmente, o projeto de lei aprovado, no mês passado, pela câmara de vereadores, que autorizava a realização de shows ao vivo em restaurantes e lanchonetes em Alta Floresta (300 quilômetros). Para o gestor, a proposta visa “flexibilizar normas de restrição de aglomerações que visam o enfrentamento ao novo coronavírus, sem observar o interesse público da coletividade, que se sobrepõe ao interesse de particulares”.

Alta Floresta tem, de acordo com boletim da secretaria estadual de Saúde, de ontem à noite, 30 casos monitorados, 169 curados e 6 mortes.

O projeto foi proposto pelo presidente da câmara, Emerson Sais Machado, mas também teve como autores os vereadores Charles Miranda Medeiros, José Aparecido dos Santos, Luiz Carlos de Queiroz, Marcos Roberto Menin, Reinaldo de Souza e Valdecir José dos Santos. Apenas o vereador Mequiel Zacarias Ferreira se absteve da votação. Os demais vereadores votaram favoráveis.

Conforme o projeto de lei, seria permitido música ao vivo nos estabelecimentos, desde que respeitadas as medidas sanitárias. A proposta estabelecia, por exemplo, que os palcos deveriam ser montados em local aberto, “com boa circulação de ar, a uma distância mínima de 2 a 3 metros do público”. Entre o palco e o público deveria ser instalada uma placa de proteção em acrílico e os cantores deveriam “ser servidos por atendente do próprio estabelecimento em local específico, devendo procederem com uma ampla higienização de todos os instrumentos e equipamentos antes da apresentação”. Os artistas também teriam que, a cada 30 minutos, aplicar nas mãos álcool 70% e borrifar os microfones.

Para o prefeito, o projeto fere o interesse da “coletividade” e, portanto, é inconstitucional. “Infelizmente, para auxiliar no enfrentamento do Novo Coronavírus e,consequentemente, da saúde pública e da vida da população, são necessárias medidas que visem evitar a aglomeração de pessoas e, conjuntamente estas medidas acabam por prejudicar interesse de particulares.Mas, conforme defendido por muitos juristas, inclusive por desdobramento da obrigação constitucional de manutenção dos direitos fundamentais, pauta-se que o princípio do interesse público da coletividade se sobrepõe ao princípio dos direitos particulares”.

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