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Policial

Hospital Veterinário é invadido pela segunda vez em 2 dias

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Em menos de dois dias, bandidos arrombaram o Hospital Veterinário (Hovet) da UFMT pela segunda vez. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (17) e a primeira invasão foi na madrugada de domingo (16).

 

A presidente do Centro Acadêmico de Medicina Veterinária, Helena Aimee Santos Lima, de 21 anos, disse que ela e mais um grupo de estudantes flagraram dois suspeitos pulando a janela do centro cirúrgico, por volta das 19h.

 

Ela relatou que estava com os colegas reunidos na cantina do hospital organizando um protesto, em prol de mais segurança no campus, quando avistaram os criminosos saindo da sala.

 

“A gente estava fazendo uma reunião na cantina do Hospital quando vimos dois rapazes pulando de dentro do hospital para fora e saindo”, afirmou.

 

Imediatamente, os universitários tiraram fotos e um grupo saiu para procurar pelos seguranças da UFMT. A Polícia Militar também foi acionada, mas até que chegassem levou cerca de 40 minutos. Nenhum segurança da instituição foi localizado.

 

Enquanto isso, a dupla foi seguida por outros alunos para não fugirem. Eles foram localizados no Restaurante Universitário.

 

“Com medo dos dois irem embora, fomos até o Restaurante Universitário e ficamos observando. Tudo isso demorou uns 40 minutos até que a Polícia chegou e abordou-os”, disse Helena.

 

Em revista pessoal, os militares não encontraram nenhum objeto de furto e a dupla foi liberada. Na manhã de hoje, os estudantes encontraram a sala revirada novamente e o aparelho de ar-condicionado foi danificado.

 

Mesmos invasores

 

A presidente estudantil disse acreditar que os suspeitos sejam os mesmos autores da invasão no domingo, pois entraram pela mesma janela.

 

“A gente suspeita que possam ter sido eles. Eles tentaram entrar pela janela e quebraram o ar do centro cirúrgico de novo, pelo mesmo lugar. E nesse lugar que eles entraram não tem câmeras”, explicou Helena.

 

Ainda não se sabe o prejuízo total e não há expectativas para reabertura do Hospital Veterinário. A jovem disse lamentar a perda, que afeta toda a população que depende dos serviços.

 

“Aqui é o único lugar especializado que atende animais silvestres. Quando a gente tem que encaminhar, eles vão para o Batalhão Ambiental e lá não tem médico veterinário”, disse.

 

Insegurança na UFMT

 

Ainda conforme a universitária, o setor de equoterapia da UFMT também foi alvo de furto, há duas semanas.

 

Na ocasião, os suspeitos levaram cinco ventiladores, sacos de ração e ainda tentaram fugir com uma égua.

 

Um boletim de ocorrência também foi registrado à época, mas ninguém foi preso até o momento.

 

Segundo a jovem, a reitora Myrian Serra disse, em reunião com a comunidade acadêmica, que precisou reduzir o número de agentes no campus devido ao corte de gastos anunciado no ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

“Eles [reitoria] tiveram que reduzir a segurança. Então os seguranças estão sobrecarregados, estão cobrindo uma área muito grande”, afirmou.

 

Por conta disso, a comunidade acadêmica protestou por mais segurança no campus, na tarde desta terça-feira (18).

 

Cerca de 70 professores e alunos se reuniram em frente ao Hovet, por volta das 14h, e seguiram para a Reitoria, onde exigiram intensificação na segurança, principalmente, à noite.

 

Alvo de furto

 

Conforme MidiaNews noticiou nesta terça-feira (18), o diretor do Hospital Veterinário da UFMT, Richard Pacheco, acredita que os bandidos que invadiram o local no domingo tinham a intenção de furtar equipamentos e materiais de valor.

 

Os criminosos arrombaram uma janela, entraram no centro cirúrgico e reviraram a sala na madrugada.

 

“A gente achou que fosse vandalismo no domingo, porque não tinha como verificar o que foi furtado. Eles destruíram o centro cirúrgico, mas a tentativa foi de furto mesmo”, afirmou.

 

Segundo Pacheco, ele e a equipe do hospital encontraram diversos materiais de cirurgia jogados atrás do prédio, próximo à janela por onde os criminosos entraram.

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Cuiabá ficou 469 dias sem registrar feminicídio, aponta dados da Sesp

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Um balanço feito pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) aponta que Cuiabá ficou 469 dias sem registrar feminicídios. De acordo com a pasta, o último crime desta natureza ocorreu em dezembro de 2018. Ou seja, o homicídio ocorrido na noite de sexta-feira (2), no bairro Jardim Gramado, quebrou a marca de um ano, três meses e 12 dias sem assassinatos de mulheres cometidos em razão do gênero.

O último feminicídio registrado pelo Polícia Civil foi no dia 19 de dezembro de 2018. Odineia Porfiria Miltes, 30, foi assassinada com vários golpes de faca em sua residência, no Distrito da Guia, em Cuiabá. O crime aconteceu por volta das 3 horas da madrugada.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência informaram que quando chegaram à residência da vítima, o corpo de Odineia estava caído todo ensanguentado. A mulher sofreu diversos golpes e por pouco não teve a cabeça tirada do corpo.

O marido dela, Carlinho Hipólito da Silva, foi localizado nas proximidades onde aconteceu o crime. Ele parecia estar alcoolizado e falava “coisas desconexas”. Ele foi preso em flagrante e responde pelo crime de feminicídio.

Após este brutal assassinato, a capital mato-grossense ficou sem registrar esse tipo de ocorrência durante todo o ano de 2019 e nos três primeiros meses de 2020. No entanto, a Polícia Civil voltou a registrar crimes desta natureza. Desta vez, o autor foi o estudante de Direito, Raony Silva de Jesus, 27 anos.

Em seu condomínio, ele matou com mais de 20 facadas, a operadora de caixa Aline Gomes de Souza, 20 anos. O homem teria executado a vítima após descobrir uma possível traição dela por meio do WhatsAPP Web. O universitário foi preso em flagrante e também deverá responder por feminicídio.

A defensora pública, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher em Cuiabá, Rosana Leite, acredita que os trabalhos preventivos realizados órgãos públicos têm ajudado para que esse tipo de crime reduzisse.

“Eu quero acreditar que o trabalho que nós estamos realizando tem feito uma diferença na vida das mulheres. Espero que as ações preventivas conscientizem os homens e faça com que o feminicídio diminua não só em Cuiabá, mas como em todo Mato Grosso”, disse.

À reportagem, a defensora classificou a morte de Aline como “trágica” e afirmou que o número de violência contra a mulher tem aumentado devido as vítimas ter se encorajado e denunciado os agressores.

“Nós ficamos um ano sem este tipo de morte em Cuiabá e esse ano, infelizmente, já tivemos a morte da Aline. Uma morte trágica. Eu entendo que a violência doméstica familiar sempre existiu. Apesar de termos diminuído o número de feminicídio, eu acredito que a violência contra a mulher sempre existiu. No entanto, hoje é obrigatório que esses números (de violência doméstica) sejam divulgados e por isso, acabam aparecendo de maneira mais ampla.

Já a coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente coronel Emirella Perpétua Souza Martins acredita que o trabalho conjunto das instituições públicas tem ajudado na redução dos crimes contra as mulheres.

“O resultado de 2019 foi reflexo do trabalho de várias instituições envolvidas para o fim da violência doméstica. Temos uma câmara temática de defesa da mulher da Secretaria de Segurança Pública muito compromissada com a proteção da vítima, com ações concretas. E todas as instituições envolvidas, como a Polícia Militar, estão trabalhando intensamente para mantermos a redução da violência doméstica, não só em Cuiabá, mas em todo Mato Grosso”, concluiu.

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Homem é preso por agredir cunhada e ameaçá-la de morte

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Policiais militares do 4º Batalhão prenderam na madrugada desta sexta-feira (03), um homem por agressão e porte ilegal de arma de fogo, no bairro Mapim, em Várzea Grande.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe foi acionada e, quando chegou ao local, encontrou a vítima, uma mulher, que disse ter sido agredida pelo cunhado com tapas no rosto. Ele ainda teria apontado um revólver contra sua cabeça a ameaçando de morte.

Questionado, o homem negou a denúncia e autorizou os policiais vistoriarem sua casa. A arma não foi encontrada.

Quando os militares saiam da residência olharam para um terreno do lado do imóvel e viram o revólver calibre 38, com 15 munições e um coldre. Neste momento, o homem confirmou que a arma era sua, mas negou ter agredido e ameaçado a cunhada.

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