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Eleições 2020

Justiça barra registro de candidaturas de dois vereadores de Cuiabá

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A Justiça Eleitoral indeferiu os pedidos de registro de candidatura dos vereadores Renivaldo Nascimento (PSDB) e Toninho de Souza (PSD), ambos parlamentares que buscam a reeleição para mais um mandato na Câmara Municipal de Cuiabá. As decisões foram proferidas neste domingo (25) pela juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, da 39ª Zona Eleitoral.

No caso do tucano, consta como motivo do indeferimento a não apresentação de todos os documentos exigidos de qualquer candidato. “O cartório produziu informação, indicando estarem ausentes a declaração de bens e Certidão da Justiça Federal de 1º grau, do domicílio do candidato, nos moldes da norma de regência. Intimado, o candidato deixou transcorrer o prazo sem manifestação”, consta na decisão.

A juíza eleitoral observa que considerando as falhas detectadas e não sanadas pelo candidato, o pedido de registro de candidatura de Renivaldo Nascimento não se encontra em conformidade com o disposto no artigo 27, I e III, “a” da Resolução  nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dispõe sobre a escolha e o registro de candidatos para as eleições. “Isto posto, indefiro o pedido de registro de candidatura de Renivaldo Alves do Nascimento, para concorrer ao cargo de vereador”, despachou a magistrada.

No caso de Toninho de Souza, consta como motivo da negativa de registro para sua candidatura a existência de uma multa eleitoral não quitada. “O cartório eleitoral informou a ausência de quitação, em virtude da existência de multa eleitoral ativa no histórico do candidato. Intimado, o candidato deixou transcorrer o prazo sem manifestação”, diz trecho da decisão.

A juíza Gabriela de Albuquerque e Silva  afirma na sentença que em virtude da multa constante do cadastro eleitoral do candidato, o pedido de registro não merece prosperar, pois faz com que Toninho não esteja no pleno exercício dos seus direitos políticos. “Isto posto, indefiro o pedido de registro de candidatura de Antônio Ferreira de Souza, para o cargo de vereador”.

ADEVAIR CONSEGUE REGISTRO

O candidato Adevair Cabral (PTB), outro que busca a reeleição no Legislativo Cuiabano, também teve a candidatura indeferida pela juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, no dia 21 deste mês, por causa de multa eleitoral não quitada. No entanto, conseguiu reverter a situação, pois o status de seu pedido de registro de candidatura agora aparecer como deferido.

Em nova decisão proferida pela mesma magistrada no dia 23 deste mês, consta que Adevair anexou ao processo comprovação de já ter quitado a multa que restringia seu direito à participação no pleito eleitoral marcado para o dia 15 de novembro.

“Assim, é de se reconhecer o direito do candidato de ter reavaliada sua situação em sede recursal, já que não esgotada a jurisdição primária. Ante o exposto, acolho os embargos de declaração com efeitos infringentes e, de consequência, defiro o pedido de registro de candidatura de Adevair Batista Cabral para concorrer ao cargo de vereador”, consta no novo despacho.

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Eleições 2020

Emanuel Pinheiro derrota “fantasma do paletó” e é reeleito prefeito de Cuiabá

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Com um placar apertado, de 51,16% e 48,84%, num fato que entra para a história da política cuiabana como a primeira disputa na qual o menos votado no 1º turno foi eleito de virada no 2º turno, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vai comandar o Palácio Alencastro por mais 4 anos. A reeleição do emedebista significa também a derrota do governador Mauro Mendes (DEM) e dos candidatos já derrotados no 1º turno, Gisela Simona (PROS) e Roberto França (Patriotas), pois todos apoiaram a candidatura de Abílio Brunini (Podemos).

Apesar dos números apertados, Emanuel Pinheiro liderou a apuração do começo ao fim. Ou seja, em nenhum momento o candidato do Podemos esteve à frente durante a totalização dos votos.

Isso significa que a partir de 2021, Abílio e seu candidato a vice, Felipe Wellaton (Cidadania), ambos vereadores, não terão qualquer mandato eletivo. No decorrer da campanha, principalmente no segundo turno, eles já davam como certa a vitória nas urnas, baseados nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Inclusive, durante debates, Abílio e Wellaton ignoravam boa parte dos sites e portais de notícias se recusando a conceder entrevistas.

E prometiam, a partir de 2021, se fossem eleitos, acabar com o que eles chamavam de “mamata” da imprensa, ameaçando cortar verbas da Prefeitura de Cuiabá destinada ao pagamento de campanhas institucionais e propagandas relativas à gestão e prestação de contas.

O maior desafio do prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe de marketing e campanha foi administrar a crise de imagem provocada pelo “escândalo do paletó”, pois o vídeo do emedebista recebendo maços de dinheiro e colocando no bolson o paletó em 2013 quando era deputado estadual, foi amplamente utilizado durante a campanha nos dois turnos.

Ainda na primeira parte da eleição, Abílio, Gisela e França exploraram exaustivamente a pecha de “corrupto” contra Emanuel Pinheiro o acusado de ser o “símbolo nacional da corrupção”.

No segundo turno, uma das estratégias da equipe de Emanuel foi falar abertamente sobre o “caso paletó” e, para isso, o próprio prefeito gravou um vídeo pedindo desculpas e afirmando que se envergonhava das cenas divulgadas, segundo ele, “fora do contexto”. O emedebista sustentou que o dinheiro que ele recebia era do irmão, Popó Pinheiro, resultado de dívida de pesquisa eleitoral junto ao então governador Silval Barbosa. O vídeo foi usado na propaganda eleitoral de Emanuel Pinheiro na TV, no rádio e nas redes sociais.

Por outro lado, a equipe do emedebista também passou a jogar com as “mesmas armas” do adversário, procurando desqualificá-lo e afimando que Abílio também estava envolvido em episódios de corrupção. Para isso, exploraram episódios de nomeação de parentes do vereador na Assembleia Legilativa, mas sem de fato trabalhar, afirmando que ele tinha parentes “fantasmas” no Legislativo Estadual.

Exploraram também a questão a atuação de Abílio Júnior enquanto vereador por Cuiabá, citando servidores comissionados e utilização de toda a verba indenizatória, sem fazer qualquer corte ou redução.

A partir de 2021, Emanuel terá como desafio construir uma boa relação na Câmara de Cuiabá, onde 11 de seus antigos aliados não foram reeleitos e também continua respondendo na Justiça ao processo penal contra ele relativo ao vídeo do dinheiro no paletó.

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Eleições 2020

Emanuel vira o jogo e é reeleito prefeito de Cuiabá

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Emanuel Pinheiro (MDB) foi reeleito prefeito de Cuiabá. Com 94,95% das urnas apuradas, ele já recebeu 128.453, o que representa 51,13% do total. Ele enfrentou no segundo turno seu adversário Abílio (Podemos) que teve 122.796 votos, ficando com 48,87% dos votos válidos. Embora as urnas não tenham totalmente apuradas, a quantidade de urnas a serem apuradas não permitem a recuperação de Abílio.

O emedebista conseguiu virar o jogo na nova fase da eleição. Isso porque no primeiro turno, ele ficou em segundo lugar com 30,64% do total de votos válidos. Já Abílio recebeu mais de 90 mil votos, ficando na primeira colocação, com contra 33,72% da preferência eleitoral.

Nenhum dos candidatos derrotados manifestou apoio ao emedebista. No entanto, ele conseguiu apoio de sindicatos dos servidores públicos estaduais e municipais, lideranças do PT, do ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Progressista) e alguns filiados do PSL e Patriotas.

Pinheiro buscou a reeleição, com apoio de 11 partidos, e tendo seu ex-secretário José Roberto Stopa (PV) como candidato a vice. Além da sua própria sigla, compõem a coligação “A mudança merece continuar” os partidos PP, PV, PSDB, PL, PTC, PCdoB, PMB, PTB, Republicanos e Solidariedade. Seu plano de governo é uma proposta de continuidade e correção das falhas detectadas no primeiro mandato.

Emanuel Pinheiro foi eleito em 2016 como prefeito de Cuiabá. Desde o primeiro ano de seu mandato enfrenta o “fantasma” chamado paletó. O vídeo em que mostra Emanuel colocando maços de dinheiro no paletó repercutiu nacionalmente. Ele alega que o dinheiro era dívida que o ex-governador Silval Barbosa tinha com seu irmão, no entanto, delatores alegam que era propina.

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