conecte-se conosco


Lideranças indígenas do Mato Grosso coletam 103 mil assinaturas por testes de Covid-19

Publicado

Lideranças de povos indígenas do Mato Grosso lançaram um abaixo-assinado online para pedir que o Ministério da Saúde disponibilize testes para detecção do novo coronavírus nas aldeias do Estado, onde pelo menos 22 indígenas já morreram da doença. A petição, aberta na plataforma Change.org, reúne mais de 103 mil assinaturas. Em um período de apenas 24 horas, entre sexta (26) e sábado (27), nove indígenas da etnia Xavante faleceram.

“A história nos mostra que epidemias já dizimaram comunidades inteiras. Agora, vivemos sob o risco de uma ameaça que tem alertado o mundo todo: a pandemia da Covid-19, inimigo invisível que já chegou e se avança em nossas terras. Tememos que um novo genocídio esteja em curso nos territórios indígenas, por isso lutamos e reivindicamos que o Estado brasileiro cumpra com o seu papel e nos proteja”, pedem no abaixo-assinado.

A campanha foi criada por duas lideranças indígenas – o psicólogo Soilo Urupe Chue, representante da regional Vale do Guaporé do povo chiquitano, no oeste do Mato Grosso, e a mestranda em Direitos Humanos Kaianaku Kamaiurá, que pertence ao povo Kamaiurá, que vive no Alto Xingu. A mobilização ainda é apoiada por Cristian Wariu, que é do povo Xavante e integra a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT). ​

Segundo dados divulgados no último domingo (28) pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o novo coronavírus já atinge 114 povos nativos. Mais de 9,4 mil indígenas foram infectados e 380 mortos. “Essa pandemia está se espalhando rapidamente entre os nossos povos, especialmente aqueles que vivem em áreas mais afastadas. Precisamos de testes para detectar e isolar os casos o quanto antes”, diz Kaianaku na petição.

Ainda no abaixo-assinado, Soilo Urupe Chue pede que testes rápidos da Covid-19 sejam providenciados, com urgência, nos polos base de saúde e nas aldeias. A população indígena do Mato Grosso está estimada em 50 mil pessoas, que se distribuem em 86 terras. Do total, 22 mil pertencem ao povo Xavante, que se concentra em nove regiões do Estado.

“Sempre lutamos por nossa sobrevivência, contra o avanço de grileiros, garimpeiros e madeireiros em nossos territórios. Batalhamos pela demarcação de nossas terras, por respeito ao nosso povo e contra políticas que matam os direitos humanos. Agora, além de tudo isso, ainda precisamos brigar contra a ameaça da Covid-19”, destacam na mobilização.

Cristian, que atua na FEPOIMT para articular a política de defesa dos interesses e direitos indígenas, explica que um dos maiores temores é quando os indígenas precisam sair de seus territórios para buscar alimentos e medicamentos. O medo é que eles contraiam o vírus e retornem infectados para as aldeias, espalhando a doença aos demais. “A realização de testes é a única forma de controlar e impedir ainda mais o avanço da doença”, finalizam.

Link da petição: http://change.org/PovosIndigenasProtegidos

Movimento contra o coronavírus

A petição que pede proteção aos povos indígenas foi inserida em um movimento, criado pela Change.org, para dar mais visibilidade às campanhas que tratam de assuntos relacionados à pandemia do novo coronavírus. A página conta com 277 petições online, que engajam um total de 7,3 milhões de assinaturas, em torno de ações contra a pandemia.

Comentários Facebook
publicidade

Microsoft pode enfrentar desafios técnicos em aquisição do TikTok, diz agência

Publicado

por

Reuters

A oferta da Microsoft para comprar parte das operações do TikTok de sua proprietária chinesa ByteDance será um esforço tecnicamente complexo, de acordo com o que fontes familiarizadas com o assunto disseram à agência Reuters.

O presidente norte-americano, Donald Trump, deu à Microsoft até 15 de setembro para fechar um acordo de compra do aplicativo. A Microsoft está negociando um período de transição que dará tempo de isolar o TikTok da tecnologia da ByteDance.

A ruptura que Trump e parlamentares dos EUA esperam pode levar um ano ou mais, disseram algumas fontes. O TikTok é tecnicamente semelhante ao aplicativo Douyin, também da ByteDance e disponível apenas na China, e compartilha recursos técnicos com ele e outras propriedades da empresa, disseram pessoas próximas do assunto.

A ByteDance começou a trabalhar na separação tecnológica do TikTok há vários meses, em meio ao escrutínio do governo dos EUA, disse uma fonte.

Embora o código do aplicativo, que determina o design do TikTok, tenha sido separado do Douyin, o código do servidor ainda é parcialmente compartilhado entre outros produtos da ByteDance, disse a fonte.

Qualquer dependência técnica ou operacional contínua dos negócios dos EUA na empresa chinesa após a venda geralmente seria inaceitável para o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS), disse Aimen Mir, ex-secretário adjunto do Tesouro responsável pelo CFIUS, agora sócio do escritório de advocacia Freshfields Bruckhaus Deringer.

Algoritmo exclusivo
Outro desafio que a Microsoft enfrenta é como vai transferir o que é visto como o ingrediente secreto do TikTok, o mecanismo de recomendação que mantém os usuários grudados em suas telas. Este algoritmo alimenta a seção “For You” do aplicativo, que recomenda o próximo vídeo a ser assistido com base em uma análise da atividade do usuário.

O TikTok usa algoritmos de recomendação independentes do Douyin, segundo duas fontes. Mas o que o faz funcionar é o conteúdo e as informações do usuário que são inseridos no algoritmo.

“Algoritmos não valem nada sem os dados”, disse Jim DuBois, ex-diretor de informações da Microsoft e consultor de risco na Ignition Partners.

As negociações da Microsoft para a aquisição das operações do TikTok nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália complicam a separação. Não apenas o TikTok teria que ser separado da ByteDance, como também teria que ser separado das outras regiões em que opera. Isso aumenta os desafios técnicos devido à quantidade de dados envolvidos.

“Segmentar os dados para esses países é uma tarefa significativa”, afirmou DuBois.

Comentários Facebook
Continue lendo

Samsung anuncia que celulares da linha Galaxy S terão três ‘gerações’ de atualização para o Android

Publicado

por

Altieres Rohr

A Samsung anunciou no evento “Galaxy Unpacked” que pretende manter o sistema operacional Android atualizado na em seus smartphones topo da linha, como a linha Galaxy S e Galaxy Note. O benefício deve valer para o Galaxy S10 e modelos mais recentes, como o Galaxy S20.

Antes, a companhia mantinha os smartphones atualizados por mais ou menos 2 anos – prazo inferior aos 3 anos oferecidos pelo próprio Google nos celulares da linha Pixel e muito inferior aos 4 anos que a Apple tem atingido com suas próprias atualizações do iOS para o iPhone.

As atualizações do Android garantem a segurança do sistema e a presença das funcionalidades mais modernas. Mesmo com um processador rápido e boa capacidade de memória, um smartphone com sistema desatualizado pode parecer defasado em relação a um celular mais simples com um sistema recente.

Enquanto outras fabricantes de aparelhos com Android como Nokia, Motorola, LG e Xiaomi aderiram à iniciativa “Android One” do Google, oferecendo alguns aparelhos com Android “puro” e 3 anos de atualização garantida, a Samsung manteve suas personalizações do Android em toda a linha, sem garantias explícitas de atualização para a maioria dos modelos.

A fabricante sul-coreana foi uma das marcas que não respondeu ao levantamento sobre as atualizações do Android feito por este blog em 2019.

O blog procurou a Samsung para saber se a nova oferta vale para o mercado brasileiro. A marca deu uma resposta positiva. “A Samsung segue um calendário de desenvolvimento, em que será contemplada no Brasil a diretriz global de atualizações do sistema operacional para até três gerações”, afirmou a empresa.

Se cumprir sua nova promessa, a Samsung oferecerá atualizações ainda mais completas que o Android One, já que deve atualizar o Android por três gerações. O Galaxy S20, que saiu de fábrica com o Android 10, deve receber o Android 13, por exemplo.

Android One
Com exceção do Google, poucos fabricantes se comprometem a lançar atualizações regulares para seus aparelhos Android por períodos superiores a dois anos. Aparelhos de baixo custo muitas vezes não recebem nenhuma atualização.

O “Android One” é uma iniciativa do Google para que fabricantes lancem smartphones com personalizações mínimas para o Android, concentrando a experiência do usuário nas funções universais do sistema.

Dessa maneira, fica mais fácil distribuir atualizações – inclusive para aparelhos de custo mais baixo, que normalmente ficam em desvantagem nesse quesito. As atualizações de segurança no Android One são garantidas mensalmente por 3 anos e por duas gerações do Android.

Ou seja, um aparelho “Android One” que sai de fábrica com o Android 9 deve receber o Android 11 até o fim da sua vida.

No Brasil, apenas a Nokia e a Motorola disponibilizam produtos na linha “Android One”. Aparelhos que não fazem parte da lista do Android One dependem das regras da fabricante para as atualizações – e nem sempre essa informação existe na data da compra.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana