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Moradores do Residencial Paiaguás estão aterrorizados com crimes nos bairro

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Aterrorizados com a violência na região, moradores do Residencial Paiaguás, em Várzea Grande, entraram em contato  para relatar os diversos casos de violência que têm acontecido no bairro nos últimos dias.

 

O residencial fica na região do Marajoara, próximo da avenida Filinto Müller, uma das principais via de Várzea Grande. Fernanda Barbosa é moradora do residencial e destaca que há um verdadeiro terror. “Quando a gente desce do ônibus corre risco de ser assaltada no bairro, quando sai de casa não sabe se a casa vai ficar intacta, como a gente deixou”, disse.

Ela destacou que dois garotos ainda não identificados pelos moradores estão aterrorizando o bairro. “Os meninos estão com uma XRN 150 Bros e uma Moto Fan e passam levando tudo o que podem”, destacou.

Segundo ela, os moradores já procuraram a polícia e se organizam para pedir uma Base Comunitária no local na tentativa de ver se o número de crimes diminuem. “Já fizemos um abaixo-assinado, mas é uma demora, um descaso. Nesta semana entraram na minha vizinha, arrombaram a porta dela, com portal com tudo”, narrou.

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Fernanda conta que a polícia sempre é chamada pelos moradores. No entanto, demora e quando chega os bandidos já fugiram do bairro.

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Homem morre ao esfaquear o próprio peito durante discussão com ex-companheira

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Felipe Barros Ponce Santos, 28 anos, morreu ao ser atingido com uma facada no tórax, na manhã de domingo (26), no bairro Noise Curvo, em Várzea Grande. Aos policiais militares, a ex-companheira do homem, identificada como L.C.C.M., 25 anos, relatou que o ferimento foi causado pela própria vítima durante uma discussão com ela.

O fato aconteceu na Rua das Cerejeiras, por volta das 8 horas. Aos pms, a mulher disse que Felipe estava a “perturbando” há muito tempo por não aceitar o término do relacionamento.

A ex-companheira da vítima explicou que por volta das 05h30, Felipe pulou o muro da casa onde ela dormia e arrombou a porta da cozinha.

Em seguida, o homem entrou na residência e começou a agredir a mulher. Na sequência, Felipe teria pego uma faca na pia e tentou acertá-la. No entanto, a testemunha teria conseguido desviar e a vítima teria acertado o próprio tórax do lado esquerdo.

Mesmo ferido, a vítima conseguiu pular o muro , porém caiu na calçada. L.C.C.M, ainda teria tentado socorrer Felipe, mas o homem não resistiu e morreu ainda no local.

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A versão apresentada pela mulher será investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo de Felipe foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para ser realizado exame de necropsia.

O caso é investigado pela Polícia Civil.

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Fim de briga de facções ajuda na queda de 50% dos homicídios

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Apesar do medo e da sensação de insegurança vivenciada por grande parte da população, a violência caiu pela metade na Grande Cuiabá na última década, atingindo o menor patamar em 15 anos.

O pequisador Naldson Ramos, especialista em violência, afirma que a redução se deve também a outros fatores. Um deles é o predomínio do Comando Vermelho, que dizimou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e passou a ser hegemônico na Grande Cuiabá, colocando fim a qualquer tipo de desavença entre facções.

Entre os anos de 2010 e 2019, o número absoluto de homicídios na Grande Cuiabá caiu 53,8%.

Há dez anos, a Polícia Civil havia registrado 310 assassinatos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Em 2019, foram 143. A queda se deu nas mesmas proporções nos dois municípios quando os números são observados separadamente.

Em Cuiabá, os homicídios caíram de 199 em 2010 para 93 no ano passado, uma redução de 53,26%. Em Várzea Grande, o tombo foi de 54,95% – de 111 para 50 casos.

Quando observada a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que é o parâmetro usado no mundo inteiro, a queda é ainda maior, já que no período houve redução nos números absolutos de mortes e aumento na população.

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Em 2010, houve em Cuiabá 36,1 homicídios para cada grupo de 100 mil moradores. Em 2019, esse indicador desabou para 15,18, uma queda de 58,53%.

Várzea Grande experimentou redução ainda maior: de 43,94 para 17,54 assassinatos por 100 mil. Isso representa uma redução de 60,08%.

 

Fatores

Na análise do sociólogo Naldson Ramos, integrante do Núcleo de Pesquisa de Violência e Cidadania da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a redução nos números se dá por diversos motivos.

O especialista citou um dos fatores alheio à política de Segurança Pública, que é a domínio imposto pelo C.V. na região.

“O Comando Vermelho, praticamente, limou o PCC do Estado. Eles não têm mais disputa de territórios entre eles. Não que o PCC tenha desaparecido por completo, mas perdeu influência nos territórios hoje dominados pelo C.V.”, afirmou ao MidiaNews.

Naldson ainda apontou que houve a neutralização de grupos criminosos no Estado, como foi o caso do “Novo Cangaço”, e dos crimes de pistolagem, investigados na Operação Mercenários, em 2016.

Os diversos trabalhos de integração das forças de Segurança Pública, a contratação de novos policiais e o investimento no trabalho de inteligência das forças policiais são outros pontos levantados pelo sociólogo.

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“Outro fator, é a questão RISP, que a Região Integrada de Segurança Pública, que tem a participação integrada da Policia Civil, Policia Militar, sociedade civil, Polícia Técnica, Bombeiros. Nas cidades que tem Guarda Municipal também há a participação, para discutir e debater os crimes que ocorrem nessas regiões”, disse.

 

Segurança Pública

Para o secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Segurança Pública, coronel Victor Fortes, três fatores podem explicar essa redução.

“Primeiro, a integração das forças policiais no combate a esse tipo de crime. A PM e a Polícia Civil estão trabalhando de forma integrada. Isso fortalece e inibe muito a prática desses crimes”, disse.

Ainda conforme o militar, outro fator é o monitoramento “praticamente diário dos índices de homicídio”. “Se a gente percebe que algum município ou alguma região que o número foge da meta estabelecida, a gente já designa uma ação pontual na região”, afirma.

“Outro fator muito importante também é a confiança da sociedade, que passou a denunciar mais. Então eles começaram a acreditar mais no serviço das polícias. E à medida em que há algum crime de homicídio, nós conseguimos no disque-denúncia informações sobre a autoria”, completou.

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