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Mato Grosso

Morre jovem que acordou após ter morte cerebral decretada

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A jovem Karina Souto, 29 anos, morreu na manhã desta terça-feira (18), no Hospital Municipal de Barra do Garça (a 520 quilômetros de Cuiabá). Ela estava internada há 18 dias após levar três tiros do ex-namorado, Baltazar Augusto Menezes, 58 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. A empresária chegou a acordar dois dias após ter morte cerebral decretada. O caso chegou a repercutir na imprensa nacional.

O obíto foi confirmado por um profissional do Hospital Municipal. No entanto, ele não repassou mais detalhes. A tentativa de feminicídio seguida de suicídio ocorreu no sábado (1º), no bairro Santa Mônica, em Nova Xavantina (a 660 km de Cuiabá). Segundo testemunhas, por volta de 12h45, um grupo de amigos conversava nos fundos de uma residência, quando Baltazar Augusto chegou e iniciou uma discussão com a ex-namorada.

Baltazar não aceitava o fim da relação de aproximadamente quatro anos e queria retomar o namoro. Ela não aceitou o pedido e devolveu um colar a Baltazar. Quando foi guardar o objeto no carro, o homem pegou uma arma e deu três tiros na vítima. Na sequência, deu um tiro na própria cabeça e morreu no local.

Karina foi socorrida encaminhada para Barra do Garças em estado grave. No dia seguinte, teve a morte cerebral constatada e dois dias depois, reagiu. Uma enfermeira havia recebido a ordem médica para desligar os aparelhos, mas a jovem acordou segundos antes.

“Ela [enfermeira] ficou um tempo de pé, meditando, porque ela era nova, tinha uma vida pela frente, sabia da preocupação, e cantou um hino na mente”, relatou o pai da vítima, José Rocha Cardoso, 56 anos.

Apesar de ter acordado, o seu estado de saúde ainda inspirava cuidados. A irmã, Débora Souto, inclusive promoveu uma Vakinha Virtual para arrecadar dinheiro para sua recuperação. Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.

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Mato Grosso

Quase meio milhão de pessoas vivem em extrema pobreza em MT

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O governo do Estado tenta se organizar para combater a fome de 360 mil pessoas ou 58 mil famílias que vivem em extrema pobreza em Mato Grosso, neste período de pandemia da Covid-19, o coronavírus. Os dados são do Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, que é o instrumento que identifica e caracteriza pessoas em vulnerabilidade econômica e social para acesso a serviços, programas e projetos sociais, estaduais e ou do governo federal.

Para ajudar, o Estado, por meio da secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setacs) realizou a compra de 50 mil cestas básicas para auxiliar famílias nessas condições. Além disso, o Poder Executivo adiantou o cofinanciamento de 2020 aos 141 municípios, assegurando R$ 8,5 milhões, para que as prefeituras consigam amenizar a crise social local.

“Esse valor é referente a um restante do cofinanciamento de 2019 e metade do cofinanciamento de 2020. Já estamos efetuando esses pagamentos que é feito um a um aos municípios para dar um fôlego. Porque os municípios estão sendo cobrados seja por cestas básicas, remédios e outras necessidades devido ao momento. Dentro da normativa, esse dinheiro já vai desenhado sobre o que o município deve fazer. Está autorizado a gastar cem porcento do recurso com a limentação”, disse a secretária da Setacs, Rosamaria Carvalho.

Segundo a secretária, a pasta com o apoio da primeira-dama Vírginia Mendes, tem divulgado dados de contas bancárias para que doações sejam feitas por pessoas físicas e jurídicas que queiram contribuir com a distribuição de alimentos. Rosamaria alerta, que a secretaria enfrentará dias ainda mais difíceis, devido ao isolamento social, que enfraqueceu as atividades dos autônomos e profissionais liberais.

“Considerando esse universo de pessoas que vivem na extrema pobreza, nós vamos ter outro universo de pessoas advindas dos reflexos do coronavírus. Nós temos os que são prestadores de serviços temporários, os microempreendedores individuais, que nesse momento estão desempregados.  Por exemplo, quantas pessoas colocavam seus carrinhos de cachorro quente ou espetinho? Essas pessoas não fazem compra para o mês, compram para o dia ali, um pacote de arroz, feijão. Não tem dispensa cheia. Parou de produzir, parou de ter comida”, observou.

Ela admite que 50 mil cestas não são suficientes, nem o recurso que os municípios irão receber através do cofinanciamento. Entretanto, acredita que o auxílio deve continuar com as doações que podem ser feitas por meio do Programa ‘Vem Ser Mais Solidário’, liderado pela primeira-dama e que já iniciou no estado. A ação prevê o recebimento de cestas básicos ou itens como: arroz, feijão, macarrão, óleo, farinha de trigo, além de itens de higiene pessol e de limpeza.

Quem preferir doar recursos financeiros ao programa a conta bancária, aberta especialmente para esse período de crise social, econômica e sanitária é:

Banco do Brasil, Agência 3832-2, Conta Bancária: 1.042810-0

Casos em MT

A secretaria de Estado de Saúde (SES) apontou que Mato Grosso registra, nesta sexta-feira (03), 44 pessoas infectadas com a Covid-19, o coronavírus, das quais 13 estão internadas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

O dado revela um aumento de três novos casos em relação ao último boletim epidemiológico emitido pela pasta na quinta-feira (02), quando o estado tinha 41 ocorrências de contágio. Os números relativos à doença em Mato Grosso são diariamente atualizados pela SES.

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Mato Grosso

Comércio que descumprir decreto será multado em R$ 5 mil; renda será doada

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O prefeito de Vila Rica (a 1.267 quilômetros de Cuiabá), Abmael Borges (PR) determinou aplicação de multa no valor de R$ 5 mil aos comércios que não cumprirem as medidas de prevenção ao Covid-19, o coronavírus. O valor arrecadado será depositado na conta da Associação Beneficente e Comunitária de Vila Rica (ABCVIR).

 

O decreto 059/2020, assinado nesta quarta-feira (1º), leva em consideração um acordo celebrado entre a Câmara dos Vereadores, o Ministério Público Estadual (MPMT) e a Prefeitura de Vila Rica.

Serviços como supermercados, padarias, lojas de conveniência, bares, distribuidoras de bebidas, açougues, entre outros estabelecimentos estão autorizados a funcionarem, desde que sigam as exigências sanitárias e condições regulamentadas no ato normativo do Poder Executivo.

Fica vedado no município por tempo indeterminado, a comercialização de produtos por vendedores ambulantes, realização de eventos, reuniões com aglomerações de pessoas em residências sob pena de responsabilização administrativa e criminal do proprietário do promotor do evento.

Também está proibida a venda e comercialização de qualquer tipo de bebida alcoólica no município de Vila Rica no horário compreendido entre 20 horas e 06 horas da manhã, bem como não está permitido o funcionamento de igrejas, academias, casas de shows, feiras e outros eventos e atividades que demandem aglomeração de pessoas.

Ação do MP

O novo decreto é uma resposta da administração municipal ao juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica, que determinou na última segunda-feira (30), que o prefeito e a Câmara explicassem o motivo da flexibilização das restrições para contenção do coronavírus no município.

O Ministério Público impetrou mandado de segurança para revogar o decreto municipal nº 58/2020 de 27 de março de 2020, que determinou abertura do comércio.

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