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“Nossa meta é que ele seja o melhor do mundo”, diz pai de goleiro cuiabano emprestado ao Corinthians

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“Nossa meta é ser o melhor do mundo”, afirma Marcos Santiago, pai e agenciador do cuiabano Maycon Cleiton, que se apresenta ao Corinthians, em São Paulo, na segunda-feira (13). Atualmente o atleta é contratado pelo Santa Cruz, de Recife, e será emprestado ao time paulista, na Sub-23, com possibilidade de contratação definitiva.

O jogador é sondado pelo Corinthians há cerca de 6 meses e agora a negociação para o empréstimo do goleiro foi efetivada. A princípio, o atleta, de 21 anos, será cedido por um ano.

“Estou muito contente, espero que ele fique lá por esse ano. Mas nossa meta é que ele seja o melhor do mundo. Trabalhamos para isso, com muito profissionalismo. Ficar entre os 40 melhores goleiros já é muito bom, mas queremos que seja o melhor”, afirma o pai que diz sentir muito orgulho, mas não é pai coruja que fica “babando” em cima do filho. “Eu cobro”.

Marcos Santiago foi goleiro amador, mas conta que nunca incentivou o filho a seguir carreira no esporte. Como a maioria das crianças, Maycon gostada de jogar bola e brincava no ginásio da Lixeira. As pessoas que viam diziam que ele pegava bem, que era bom no gol. “Eu, como pai, nunca me empolguei”, conta. Até que passou a treinar em Cuiabá e foi levado, por um professor, para fazer teste em times de outros estados, com 14 anos. “Bem preparado não era não. Era de qualquer jeito mesmo”, relata.

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“Deixei ele ir para ver como era difícil a carreira, deixei passar uns perrengues para saber se era isso que queria mesmo. Quando ele voltou para Cuiabá, depois de 3 meses, que fomos investir em um personal, um treinador para que ele melhorasse a técnica. Chamei um personal trainer, que é o professor Vandeco. Trabalhava em 2 empregos para poder colocar ele dentro do padrão de goleiro. Aí ele foi fazer o primeiro teste e passou aí já começou a jogar no profissional”, lembra.

Logo o rapaz se destacou e começou a jogar profissionalmente, primeiro em times sub 17, depois sub 20. O primeiro time em que jogou foi o Atlético Goianiense, no qual ficou entre os 14 e 16 anos. Depois, foi para o Bahia, Guarani de Campinas, Jacuipensa também da Bahia, tendo jogado pela Seleção Baiana, Olimpia e, por fim, o Santa Cruz.

“Com 16 anos ele era o 4ª goleiro profissional do Atlético Goianiense. Meu filho é um garoto muito dedicado”, descreve o pai.

Durante a carreira, Maycon conquistou muitos títulos, entre eles o campeonato pernambucano, em 2018, e foi considerado o melhor goleiro da Copa Nordeste, naquele ano, escolhido por unanimidade.

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O goleiro joga no Santa Cruz há 1 ano e meio e teve o contrato renovado por mais um. Porém, foi emprestado para o Corinthians.

Marcos Santiago orgulha-se de dizer que a negociação para empréstimo do atleta ocorreu entre os times, exclusivamente. Sem interação de agenciador ou empresário. “O Corinthians estava sondando ele e foi atrás do time”, destaca.

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Advogada diz que Bruno está “triste, sem comer e sem dormir”

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A advogada Mariana Migliorini, que estava cuidando das negociações de Bruno Fernandes com o Operário Várzea-Grandense, disse que o goleiro está “profundamente triste” com o desfecho do episódio.

O time de Mato Grosso desistiu da contratação após manifestações de vários setores, já que Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por envolvimento na morte de Eliza Samúdio, com quem teve um filho, em 2010.

“Ele está sem comer e sem dormir”, disse a advogada ao site Torcedores.com.

Querem ele morto. Isso não é pena, não é algo civilizatório, o Bruno já cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não
“Os empresários de Várzea Grande não querem ter o nome do Bruno vinculado a eles por conta da repercussão social. Querem ele morto, isso não é pena, não é algo civilizatório. O Bruno já cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não”, disse.

No início deste mês, o Fluminense de Feira de Santana também desistiu de contratar Bruno após revolta e protestos sociais.

Na ocasião, o presidente do time, Ewerton Carneiro, disse que a manifestação dos torcedores contra a negociação foi fundamental para a decisão.

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“Esses dias foram de muita confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira, pro povo de Feira, para a minha família. Ainda que o jurídico me deu um parecer que ele vai chegar com oito a dez dias, eu quero dizer que o Fluminense está desistindo da contratação devido à manifestação popular”.

“Foi um apelo da torcida, foi um apelo do povo, então só quem não ouve o povo é porque é maluco”, declarou na ocasião, segundo o Torcedores.com.

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Operário de Várzea Grande desiste de contratar goleiro Bruno

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O Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV) informou, nesta quarta-feira (22), que não irá mais contratar o goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, em 2010. Um comunicado foi emitido à imprensa, entretanto, não justifica o motivo da desistência. Sabe-se que nos últimos dias, a Eletromóveis Martinello desautorizou o uso da marca em uniformes do Clube, assim como a cooperativa Sicredi.

Contra a vinda do goleiro o time, na noite de terça-feira (21), manifestantes se reuniram no entorno do estádio Dito Souza, instalado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde seria realizada uma partida de futebol do tricolor. As mulheres estavam vestidas de preto e, além de cartazes, seguravam um cartão vermelho nas mãos, que indica a expulsão de um jogador em uma partida de futebol.

O ato organizado pelo Bloco das Mulheres contou também com a presença de homens. Diversos cartazes foram expostos com frases do tipo: ‘Feminicida não pode ser exemplo’; ‘Matar mulher é grave sim’; ‘Não compre ingresso, não pague para ver feminicida’; ‘Operário sim, assassino não’.

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Também na terça-feira, a Martinello anunciou que desautorizou o uso da marca nos uniformes do time e em painéis utilizados em entrevistas. A empresa alegou não concordar “que condenado por crime tão grave e torpe seja elevado ao patamar de ídolo esportivo, pois o esporte é para cidadãos exemplares que cultivam a vida, o respeito ao próximo e o espírito de equipe”.

Na segunda-feira (20), a cooperativa Sicredi anunciou que irá retirar sua marca dos uniformes, mas alegou que ausência do logo nas camisetas do Operário ocorre em função da estratégia da empresa. A assessoria informou que o Sicredi patrocina a Federação Mato-Grossense para o Campeonato Estadual de Futebol 2020 e não o Operário. Acrescentou ainda, por meio de nota, que não comenta as contratações de jogadores feitas pelos clubes.

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