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Agronegócio

Operações de Proagro começam a ser fiscalizadas pela Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai fiscalizar, a partir deste mês, propriedades rurais beneficiadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Técnicos da estatal vão percorrer as lavouras para conferir os dados declarados pelos peritos encarregados pela comprovação de perdas nas áreas amparadas pelo programa.

 

A Conab vai fiscalizar os procedimentos de comprovação de perdas realizando levantamentos sobre os trabalhos de operacionalização do programa, dos agentes financeiros e dos encarregados de realizar a comprovação de perdas junto aos agricultores.

 

O Diretor de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, ressalta que é importante o produtor permitir o acesso e fornecer as informações solicitadas pelos técnicos. “O Proagro oferece cobertura abrangente e requer um processo criterioso desde o enquadramento das operações até o deferimento de pedidos de cobertura, com o pagamento de indenizações refletindo as perdas efetivamente ocorridas por causas amparadas. As fiscalizações serão rigorosas e realizadas com maior frequência”, garante Loyola.

 

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está monitorando o processo de operacionalização do Proagro para identificar e implementar os aprimoramentos que se fizerem necessários. A Conab irá monitorar o programa in loco, realizando visitas aos empreendimentos, contatos com produtores, funcionários dos agentes financeiros, movimentos sociais, técnicos e empresas encarregadas de comprovação de perdas.

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A fiscalização é realizada pela Conab devido à sua capilaridade, recursos técnicos, humanos e o seu vínculo com o Mapa, mediante a assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Procedimento similar já é realizado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

 

Proagro

 

O Programa é custeado por recursos alocados pela União, além de recursos provenientes da taxa paga pelo produtor rural para aderir ao Proagro. O objetivo do programa é garantir a amortização ou liquidação de custeios agrícolas objeto de financiamento, no caso de ocorrência de sinistro na lavoura, na proporção das perdas apuradas e permitir o recebimento dos recursos próprios comprovadamente aplicados na lavoura.

 

Nas operações de custeio agrícola são causas de cobertura dos empreendimentos efetivamente enquadrados no Proagro os seguintes fenômenos naturais fortuitos e suas consequências diretas e indiretas: chuva excessiva, geada, granizo, seca, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, ventos frios, doença ou praga sem método difundido de combate, controle ou profilaxia, técnica e economicamente exequíveis. Nas operações de custeio pecuário, são amparadas as perdas decorrentes de doenças sem método de combate, controle ou profilaxia.

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O Proagro é formado por operações do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), denominado de Proagro Mais, que conta com mais de 270 mil operações que garantem o financiamento do Pronaf em caso de perdas de produção por problemas climáticas, e pelo Proagro Tradicional, em torno de 30 mil operações de produtores que não estão enquadrados como Pronafianos e que contratam crédito de custeio de até R$ 300 mil.

 

São instrumentos de política para a agricultura familiar que proporcionam garantia de renda para as atividades agropecuárias e que na safra 2018/2019 contou com 300 mil operações contratadas pelos agricultores familiares, situados em mais de 3 mil municípios do território nacional, com um valor segurado total superior a R$ 13 bilhões.

 

O Proagro é administrado pelo Banco Central do Brasil e operado por seus agentes, representados pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural, as quais contratam as operações de custeio e se encarregam de formalizar a adesão do mutuário ao Programa, da cobrança do adicional, das análises dos processos e da decisão dos pedidos de cobertura, do encaminhamento dos recursos à Comissão Especial de Recursos – CER, dos pagamentos e registros das despesas.

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Agronegócio

Professor contesta aquecimento global e diz que ação do homem não influencia temperatura do planeta

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O professor doutor em Geografia Física – área de climatologia antártica, Ricardo Felício, que esteve em Mato Grosso na última semana, afirma que a ação do homem no planeta terra não influencia a temperatura e que aquecimento global é um mito propagado por países ricos na tentativa de atrasar o desenvolvimento de países emergentes como o Brasil. Ele explicou que, historicamente, as temperaturas do planeta sempre oscilaram, que a própria ideia de clima é variabilidade e que existe diferença entre o clima planetário e os microclimas que sentimos nos ambientes urbanos.

Ricardo Felício tem um currículo acadêmico de peso. Ele é bacharel cientista em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em meteorologia antártica pelo INPE, doutor em Geografia Física, área de climatologia antártica pela USP. Ele afirmou que o clima sempre muda e que o planeta já passou por um período relativamente mais frio no passado recente, sendo este período utilizado como referência pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) para defender o aquecimento global.

O professor disse que neste período houve uma menor atividade solar, mas que ela foi aumentando até o ano de 1957, aproximadamente. Depois disso, ele explicou, a atividade do sol diminuiu novamente, fazendo com que as temperaturas caíssem.

“Isto faz parte do ciclo natural do planeta terra, atribuir este fenômeno à atividade humana é disparate, porque não tem isso registrado na história do planeta, sempre são ciclos naturais em que você tem aumento e diminuição de temperaturas, mexe no ciclo hidrológico e nada disso tem interferência do ser humano. O ser humano sofre as ações do clima e tem que sempre se adaptar, tanto os métodos produtivos quanto a sua sobrevivência”, disse.

Felício também rebateu a teoria de que a atmosfera da terra trabalha como uma “estufa”. Ele defende que, na verdade, a atmosfera da terra é um grande “amortecedor”, que não deixa que o planeta resfrie absurdamente e nem esquente absurdamente.

“A atmosfera é radiativa na estratosfera, onde se forma ozônio, onde tem outros processos, mas próximo à superfície, onde tem a troposfera, o processo é convectivo, ou seja, a troposfera trabalha do quente que está embaixo para o frio que está em cima, então é uma impossibilidade física que um fluido frio esquente uma superfície quente, é física básica, então não dá para admitir que a atmosfera trabalha como uma estufa”, disse.

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Ricardo garante que a ação humana não provoca qualquer influência nas alterações de temperaturas do planeta.  Ele afirma que o aumento de CO2 na atmosfera, liberados pelo homem, não é maior do que o que já é liberado naturalmente, portanto não causa qualquer impacto.

“O que a gente observa, não só no agronegócio, mas em qualquer atividade humana, a relação escalar do homem com o meio ambiente é muito pequena, então se tem algum problema ambiental é de micro escala, que a gente usa a tecnologia para resolver. Falar que emitir CO2 muda a composição química da atmosfera, isso é mito, completo, porque todos os gases da atmosfera trabalham de forma convectiva, e as maiores fontes de CO2 que nós temos na natureza são de forma natural, os oceanos, vulcões. Então não tem como a gente falar que a ação humana muda a composição química da atmosfera, porque a física que está envolvendo isso não se sustenta”.

O doutor acredita que o argumento do aquecimento global é propagado por interesses geopolíticos. Ele diz que países ricos tem interesse em atrasar o desenvolvimento de países emergentes como o Brasil e por isso tentam impor esta visão.

“Sociedades emergentes, que são os países subdesenvolvidos, cada vez têm mais dificuldades em se desenvolver, porque são colocados sempre estes entraves em cima dos métodos produtivos. Por exemplo, estão lá falando que vão taxar o G20, vocês acham que o pessoal dos países ricos vão fazer isso? Não vão, a exemplo está aí a Alemanha, encerrando as usinas nucleares, tendo altas dificuldades em gerar energia com eólicas e está queimando carvão, que solta enxofre na atmosfera, isso sim é tóxico. A França, por exemplo, tem 77% de sua matriz energética nuclear, e os reatores nucleares franceses estão dando muitos problemas, então no final das contas eles vão voltar a queimar carvão”.

Ele cita que até mesmo líderes que se posicionam contra as teorias do aquecimento global, como nos Estados Unidos e Rússia, não querem que o Brasil saia dos acordos ambientais internacionais, como o acordo de Paris, que rege medidas de redução de emissão de gases estufa.

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“Por exemplo, Putin e Trump são dois grandes estadistas nos seus países, eles falam categoricamente que aquecimento global é fraude, eles não concordam com o acordo de Paris, mas nenhum deles apóia que o Brasil saia, então isso é evidente, eles falam isso porque eles fazem nos países deles, mas nenhum deles defende que o Brasil saia, porque eles têm interesse em cima da gente, como a China também tem interesse. China e índia inclusive também não defendem esta hipótese e adiam todos os protocolos o máximo que podem, o Brasil aceita todos”.

O professor não nega que existam alterações climáticas, porém afirma que nenhuma delas tem relação com a ação do homem no planeta. Ele diz ainda que até mesmo desmatamento e expansão de cidades não provocam qualquer alteração na temperatura do planeta como um todo.
“Amazônia representa 1% da superfície do planeta terra, então você não está queimando e destruindo a Amazônia inteira, então não é nem 1% total, isso não influenciaria a temperatura, então a gente tem que tomar muito cuidado com estas relações escalares. Por exemplo, cidades mudam o clima da terra? Ridículo isso, porque as cidades do planeta representam 0,05% da superfície. A maior parte da população, nos últimos 20 anos, está nas cidades, aí você tem esta sensação de microclima urbano e acha que isto está no planeta, mas não está, tem que tomar cuidado para diferenciar o que é microclima e clima planetário”.

Felício também afirma que não é contra a preservação do meio ambiente, apenas defende que a temperatura do planeta não é influenciada pela ação do homem. Ele diz que a sociedade deveria focar em problemas ambientais reais, como a poluição de fontes hídricas.

“Tem que descolar o discurso, uma coisa é falar de aquecimento global, que o homem está mudando o clima, e outra coisa são os cuidados que nós temos que ter com o meio ambiente, por exemplo, algo que ninguém fala é saneamento básico, que o Brasil ainda carece absurdamente, e 90% dos nossos problemas ambientais estão relacionados a saneamento básico”.

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Agronegócio

Com aumento de 200% em pedidos de geração solar, Energisa busca mapear melhorias no atendimento

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A Concessionária Energisa Mato Grosso registrou um aumento de 200% nos pedidos de análise de projetos para a inclusão da geração solar na rede de distribuição no Estado. Desde janeiro, a empresa recebeu 400 projetos, com crescimento constante.  Em setembro este número passou para 1204.

A possibilidade de gerar energia elétrica em casa e no comércio, por meio das novas tecnologias disponíveis, tem movimentado o mercado de geração distribuída no estado. Mato Grosso ocupa o quarto lugar no ranking entre os Estados com maior potência instalada em geração solar distribuída.

Por conta da crescente demanda a Energisa convidou representantes de 12 empresas do segmento e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), para um compartilhamento de informações entre os envolvidas para estabelecer um alinhamento no processo de geração distribuída.

“Nessa reunião tentamos desmistificar a fala de que a Energisa é contrária a energia solar. Pelo contrário, procuramos as entidades para entender melhor seus anseios e demandas. A viabilização dos projetos de geração e de forma eficiente é benéfica a todos pois o objetivo comum a isso tudo é a satisfação do cliente que deseja ter essa tecnologia instalada” e que contribui para termos uma geração de energia elétrica sustentável e de menor custo”, afirma o diretor presidente da Energisa Mato Grosso, Riberto José Barbanera.

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Foram abordados no encontro o fluxo e critérios de aprovação dos projetos dentro da Energisa Mato Grosso, a realidade do setor no estado e, por parte das empresas clientes, as dificuldades que têm encontrado. “Nosso ponto principal foi criar uma aproximação com as empresas para poder ouvir mais o que elas passam e assim, aperfeiçoar o nosso atendimento”, aponta o coordenador de Projeto da Energisa Mato Grosso, Marcelo Pazoti.

Pazoti ressalta que devido o crescimento de projetos de energia solar apresentados a Energisa está se adequando a grande demanda. “Para se ter uma ideia em 2018 foram 180 projetos apresentados, em 2019 o número até agora é de 1204. Um crescimento de 668% de um ano para outro. Nossa equipe inclusive passou de duas pessoas em 2017 para nove neste ano. Tudo para atender melhor nosso cliente. Aproveitamos a oportunidade  também para apresentamos os critérios de aprovação dos projetos e tentar diminuir cerca de 300 ligações e atendimentos presenciais que realizamos por mês devido a falta de entendimento da norma”, avalia Marcelo.

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O encontro aconteceu na sede da Energisa, no dia 4 de outubro, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá. Estiveram presentes empresas de todo o Estado. Pela Energisa, participaram a diretoria e os gestores das áreas que tratam diretamente do tema.

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