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Polícia Civil desarticula grupo que comandava crimes dentro de presídio

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Polícia Civil de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá) deflagrou na manhã desta sexta-feira (8), operação para desarticular uma quadrilha que vinha ordenando crimes de dentro dos presídios de Mato Grosso. Investigação aponta que uma mulher estava na liderança do grupo envolvido em tráfico de drogas, roubos e receptação de produtos furtados e/ou furtados.

 

À reportagem do , o delegado André Ribeiro confirmou que 9, dos 12 mandados de prisões expedidos pela Justiça, foram cumpridos ainda na metade da manhã. “Desses mandados, 8 são de pessoas que já estão presas, mas continuam cometendo crimes de dentro dos presídios”.

Em um dos casos investigados, a polícia descobriu que um detento mandava a mãe e os irmãos comercializarem drogas. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), polícia cumpriu mandado contra Rodrigo dos Santos Pereira.

 

Já na Penitenciária de Sinop, foram cumpridas as ordens contra Leonardo da Silva Araújo, Wellington Bele, Silomar Martins de Oliveira, Cleison Eduardo Serra Aroucha e Gabriel Reinaldo Lopes de Jesus.

 

Conforme o delegado, as investigações apontaram que Mariana Reis Moscatelli de Carvalho, que está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, se intitula como chefe da quadrilha. Afirma ainda que todos os membros devem se reportar a ela.

 

Outras 2 pessoas, que não estavam em prisões, também foram presas e encaminhadas para a delegacia, onde serão autuadas pelos crimes cometidos pela quadrilha.

 

“Importante destacar a parceria com o Sistema Prisional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) que nos auxilia não só nos cumprimentos dos mandados, mas também na investigação, coibindo as práticas criminosas ordenadas de dentro das unidades”, finaliza.

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Em reunião, DEM oficializa pré-candidatura de Júlio ao Senado

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O Democratas (DEM) oficializou na manhã desta segunda-feira (17) a pré-candidatura do ex-governador Júlio Campos à eleição suplementar do Senado, marcada para 26 de abril. O pleito ocorre em razão da cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos).

 

A definição se deu em reunião no Palácio Paiaguás, da qual participaram os principais nomes do DEM, inclusive o governador Mauro Mendes.

 

Também estavam no encontro o senador Jaime Campos, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o deputado Dilmar Dal’Bosco e o presidente da sigla no Estado, Fabio Garcia.

 

“A definição ocorreu por unanimidade, até porque só tinha o meu nome”, brincou Júlio, ao lembrar que o deputado Dilmar também teria interesse em pleitear a vaga, mas não queria uma disputa interna.

Mesmo com a definição, o nome de Júlio será homologado somente no dia 11 de março, quando ocorre a convenção do partido.

 

Questionado se acredita na possibilidade de mudanças até essa data, o político afirmou que não.

 

“Não vejo essa chance. O diretório nacional já oficializou meu nome. Agora, o estadual também. A partir de então, cabe a nós organizarmos a campanha. Começar a fazer alianças, coligações, a escolha de suplentes. Preparar a campanha”, disse.

 

“E, após o registro [na convenção] fazer o material, contratação de marketing, tudo que é necessário à eleição”, acrescentou.

 

Neutralidade

 

Ainda segundo Júlio, durante o encontro, ficou definido que o governador Mauro Mendes ficará neutro na disputa.

 

Isto porque, há outros membros de seu núcleo político que sinalizaram interesse na disputa.

 

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), por exemplo, já teve o nome oficializado em encontro de seu partido realizado no último final de semana.

 

Também há possibilidade de o comandante do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília, ex-vice-goverandor Carlos Favaro (PSD), concorrer ao cargo.

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Presidente da CPI do Paletó vê ação da base para travar trabalhos

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, vereador Marcelo Bussiki (PSB), avaliou que os requerimentos apresentados para impedir oitivas e transformá-la em secretas são uma manobra da base para “travar” os andamentos da CPI. Ele confirmou que os trâmites do comitê transcorrerão normalmente.

 

“Qualquer tipo de requerimento que possa criar obstáculo para o andamento da CPI não iremos deliberar sobre eles. Obstáculos não podem ser criados, nem excessos, permitidos. Essas conveniências e oportunidades de alguns requerimentos serão analisadas antes de serem colocadas em deliberação”, adiantou Marcelo Bussiki.

 

Previamente, o parlamentar analisa que esses requerimentos apresentam viés pela busca do “travamento” da CPI do Paletó, ressaltando que não permitirá que isso aconteça.

 

“Esses requerimentos realmente travam o progresso da CPI. Acolhemos e iremos analisar. Temos a obrigação de investigar os dois fatos determinados, então isso não só pela criação da CPI, mas também pelo cumprimento de uma ordem judicial para reabrir a CPI, com essa nova formação e que faça essa investigação em 120 dias. Vamos ouvir todas as pessoas novamente, já que não podem ser aproveitadas as oitivas passadas”, disse.

 

A investigação apura suposta quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), gravado recebendo maços de dinheiro – supostamente de propina – à época em que era deputado estadual.

 

Na prática, os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Sargento Joelson (PSC), respectivamente relator e membro da CPI, fazem parte da base do prefeito e estariam agindo para impedir o andamento dos trabalhos da comissão.

 

Requerimentos

 

Um dos requerimentos do vereador Toninho de Souza pede o trancamento das oitivas até que informações de outros órgãos, como o Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Federal (PF), cheguem até a comissão. A respeito do pedido, Bussiki disse que não haveria impedimento de dar continuidade nos trabalhos antes de receber essas informações.

 

“O que estamos investigando aqui é infração política administrativa, que cabe à Câmara Municipal. A questão penal, criminal e cível, se for o caso, cabe aos outros órgãos. Nosso caso é a questão política administrativa, tanto que podemos solicitar documentos, ouvir pessoas e é isso que iremos fazer. Uma coisa não impede a outra; nem atrapalha a outra”, afirmou Marcelo Bussiki.

 

Quanto ao pedido do vereador Sargento Joelson de decretar “segredo” as reuniões do comitê, alegando parâmetros na consistência na Lei de Abuso de Autoridade, Bussiki adiantou que isso seria “incabível” aos trabalhos da comissão.

 

“Isso é incabível no momento que a gente vive hoje. Acolhemos o requerimento, pois temos que acolher todo e qualquer requerimento, vamos analisar e se for necessário pedir a opinião da Procuradoria, colocando para deliberação do Regimento Interno, sem fugir nada do Regimento Interno. Mas digo que isso é inaceitável nos tempos de hoje, uma censura dessa na CPI, não só à imprensa, como também á população cuiabana. Vejo como incabível e totalmente equivocada essa solicitação do vereador Joelson”, disse Marcelo Bussiki.

 

O presidente da CPI adiantou que, caso validem as solicitações, ele acionará a Justiça. “Vamos entrar na Justiça e tomar todas as medidas cabíveis para que a população participe e fiscalize todas as ações aqui. O principal interessado é a população, que quer saber se o prefeito realmente cometeu algum tipo de ilícito ou não”, declarou.

 

Oitivas 

 

Marcelo Bussiki também informou que calendário de oitivas está mantido, mesmo diante dos requerimentos apresentados. “As oitivas estão todas deliberadas e comunicadas. Essas são as primeiras deliberações, que já estavam definidas no passado consensualmente com os membros da CPI do Paletó e apresentamos as datas”, declarou.

 

Serão ouvidos o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correa (dia 19 de fevereiro); o próprio Silval Barbosa (dia 02 de março); servidor público Valdecir Cardoso (dia 09 de março); e o ex-secretário de Estado, Alan Zanata (dia 16 de março).

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