conecte-se conosco


Eleições 2020

Por unanimidade, TRE qualifica Taques de “ficha suja” e cassa candidatura ao Senado em MT

Publicado

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) julgou procedente o pedido de impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral e negou o registro de candidatura ao ex-senador e ex-governador Pedro Taques (SD) para disputar a eleição suplementar ao Senado marcada para o dia 15 de novembro. A decisão atinge a chapa toda, que conta com o delegado Fausto Freitas (Cidadania) e a médica Elza Queiroz (SD), como suplentes. O entendimento colegiado é de Pedro Taques é um “ficha-suja”.

Durante votação na manhã desta segunda-feira (26), os magistrados da Corte Eleitoral rejeitaram a tese da defesa de que Taques não teve registro de candidatura e nem diploma cassado e por isso não estaria inelegível como sustentou o Ministério Público Eleitoral.

O processo teve como relator o juiz-membro do TRE, Jackson Francisco Coleta Coutinho que considerou a gravidade da conduta de Pedro Taques nas eleições de 2018 quando distribuiu bens e serviços aos eleitores, o que gerou condenação com aplicação de multa de R$ 50 mil e efeitos secundários pelo indeferimento de registro de candidatura em pleito futuro.

Em seu voto, o magistrado ponderou que o fato de o candidato não ter sido eleito em 2018 e cassado em seguida, não significa que ele não poderá ser declarado inelegível. Ressaltou que no caso de Pedro Taques foi imposta condenação por conduta vedada onde se reconheceu a gravidade com efeitos secundários aptos a gerar inelegibilidade. Citou entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que incide inelegibilidade quando há aplicação de multa em condenação por conduta vedada mesmo que o candidato não tenha sido alvo de cassação de diploma ou registro.

Conforme o relator, no julgamento de uma representação eleitoral proposta pelo o PDT, antigo partido de Pedro Taques, o TRE reconheceu a gravidade de distribuição de bens e serviços em ano eleitoral e que, portanto, estão preenchidos os requisitos de inelegibilidade. Também  não acolheu a tese defensiva de que existem recursos pendentes de julgamento com efeitos suspensivos, de modo que o pedido de registro não poderia ser negado, mediante a possiblidade de o recurso ser acolhido e reformar a decisão anterior que condenou Taques.

Conforme Coutinho, a tese defensiva vai contra o que prega a lei da Ficha Limpa, que visa impedir que pessoas condenadas continuem disputando eleições.

Sustentou que a decisão anterior do TRE está apta a produzir efeitos jurídicos para indeferir o pedido de registro de Pedro Taques.

 

Comentários Facebook
publicidade

Eleições 2020

Emanuel Pinheiro derrota “fantasma do paletó” e é reeleito prefeito de Cuiabá

Publicado

por

Com um placar apertado, de 51,16% e 48,84%, num fato que entra para a história da política cuiabana como a primeira disputa na qual o menos votado no 1º turno foi eleito de virada no 2º turno, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vai comandar o Palácio Alencastro por mais 4 anos. A reeleição do emedebista significa também a derrota do governador Mauro Mendes (DEM) e dos candidatos já derrotados no 1º turno, Gisela Simona (PROS) e Roberto França (Patriotas), pois todos apoiaram a candidatura de Abílio Brunini (Podemos).

Apesar dos números apertados, Emanuel Pinheiro liderou a apuração do começo ao fim. Ou seja, em nenhum momento o candidato do Podemos esteve à frente durante a totalização dos votos.

Isso significa que a partir de 2021, Abílio e seu candidato a vice, Felipe Wellaton (Cidadania), ambos vereadores, não terão qualquer mandato eletivo. No decorrer da campanha, principalmente no segundo turno, eles já davam como certa a vitória nas urnas, baseados nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Inclusive, durante debates, Abílio e Wellaton ignoravam boa parte dos sites e portais de notícias se recusando a conceder entrevistas.

E prometiam, a partir de 2021, se fossem eleitos, acabar com o que eles chamavam de “mamata” da imprensa, ameaçando cortar verbas da Prefeitura de Cuiabá destinada ao pagamento de campanhas institucionais e propagandas relativas à gestão e prestação de contas.

O maior desafio do prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe de marketing e campanha foi administrar a crise de imagem provocada pelo “escândalo do paletó”, pois o vídeo do emedebista recebendo maços de dinheiro e colocando no bolson o paletó em 2013 quando era deputado estadual, foi amplamente utilizado durante a campanha nos dois turnos.

Ainda na primeira parte da eleição, Abílio, Gisela e França exploraram exaustivamente a pecha de “corrupto” contra Emanuel Pinheiro o acusado de ser o “símbolo nacional da corrupção”.

No segundo turno, uma das estratégias da equipe de Emanuel foi falar abertamente sobre o “caso paletó” e, para isso, o próprio prefeito gravou um vídeo pedindo desculpas e afirmando que se envergonhava das cenas divulgadas, segundo ele, “fora do contexto”. O emedebista sustentou que o dinheiro que ele recebia era do irmão, Popó Pinheiro, resultado de dívida de pesquisa eleitoral junto ao então governador Silval Barbosa. O vídeo foi usado na propaganda eleitoral de Emanuel Pinheiro na TV, no rádio e nas redes sociais.

Por outro lado, a equipe do emedebista também passou a jogar com as “mesmas armas” do adversário, procurando desqualificá-lo e afimando que Abílio também estava envolvido em episódios de corrupção. Para isso, exploraram episódios de nomeação de parentes do vereador na Assembleia Legilativa, mas sem de fato trabalhar, afirmando que ele tinha parentes “fantasmas” no Legislativo Estadual.

Exploraram também a questão a atuação de Abílio Júnior enquanto vereador por Cuiabá, citando servidores comissionados e utilização de toda a verba indenizatória, sem fazer qualquer corte ou redução.

A partir de 2021, Emanuel terá como desafio construir uma boa relação na Câmara de Cuiabá, onde 11 de seus antigos aliados não foram reeleitos e também continua respondendo na Justiça ao processo penal contra ele relativo ao vídeo do dinheiro no paletó.

Comentários Facebook
Continue lendo

Eleições 2020

Emanuel vira o jogo e é reeleito prefeito de Cuiabá

Publicado

por

Emanuel Pinheiro (MDB) foi reeleito prefeito de Cuiabá. Com 94,95% das urnas apuradas, ele já recebeu 128.453, o que representa 51,13% do total. Ele enfrentou no segundo turno seu adversário Abílio (Podemos) que teve 122.796 votos, ficando com 48,87% dos votos válidos. Embora as urnas não tenham totalmente apuradas, a quantidade de urnas a serem apuradas não permitem a recuperação de Abílio.

O emedebista conseguiu virar o jogo na nova fase da eleição. Isso porque no primeiro turno, ele ficou em segundo lugar com 30,64% do total de votos válidos. Já Abílio recebeu mais de 90 mil votos, ficando na primeira colocação, com contra 33,72% da preferência eleitoral.

Nenhum dos candidatos derrotados manifestou apoio ao emedebista. No entanto, ele conseguiu apoio de sindicatos dos servidores públicos estaduais e municipais, lideranças do PT, do ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Progressista) e alguns filiados do PSL e Patriotas.

Pinheiro buscou a reeleição, com apoio de 11 partidos, e tendo seu ex-secretário José Roberto Stopa (PV) como candidato a vice. Além da sua própria sigla, compõem a coligação “A mudança merece continuar” os partidos PP, PV, PSDB, PL, PTC, PCdoB, PMB, PTB, Republicanos e Solidariedade. Seu plano de governo é uma proposta de continuidade e correção das falhas detectadas no primeiro mandato.

Emanuel Pinheiro foi eleito em 2016 como prefeito de Cuiabá. Desde o primeiro ano de seu mandato enfrenta o “fantasma” chamado paletó. O vídeo em que mostra Emanuel colocando maços de dinheiro no paletó repercutiu nacionalmente. Ele alega que o dinheiro era dívida que o ex-governador Silval Barbosa tinha com seu irmão, no entanto, delatores alegam que era propina.

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana