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Mato Grosso

Promotora recebe ataques por propor ação que decretou “lockdown” em cidade de MT

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Uma promotora de Justiça que atua em Rondonópolis, 212 km ao sul de Cuiabá, no Mato Grosso, está sendo atacada nas redes sociais após obter uma liminar em uma ação civil para ampliar medidas de distanciamento social aplicadas na cidade, que fila de pacientes em estado grave à espera de vagas de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

As manifestações de ódio contra a promotora aumentaram depois que dois áudios que ela mandou a um grupo de vizinhas do bairro onde mora viralizaram e viraram notícia na região.

No áudio, a promotora Joana Maria Bortoni Ninis, do ofício da Saúde, pedia para os moradores da cidade, se possível, “não sair, não trabalhar, não ir ao supermercado, não caminhar, não permitir que os filhos saiam, que mantenham todos dentro de casa. A situação é gravíssima”.

A promotora mandou os áudios para as amigas ao saber da morte do ex-presidente da associação comercial da cidade, Acir Orsi, aos 69, em virtude do novo coronavírus. Ele estava internado numa UTI em um hospital da cidade.

Além de alertar sobre a doença e medidas de distanciamento social, a promotora informava sobre a dificuldade de se encontrar sedativos, cujos estoques estão em baixa nos hospitais locais — um problema enfrentado em outros pontos do país. Sedativos são imprescindíveis para induzir o coma nos pacientes intubados na UTI.

“Nunca imaginei que uma manifestação apolítica e cristã, uma fala simples para que as pessoas se protejam, pudesse gerar tanta comoção e tamanha agressividade e ódio”, disse.

Ação para manter comércio fechado por 14 dias 

A promotora entrou com uma ação na Justiça de Rondonópolis para que as restrições ao comércio e o fechamento de parques e outras áreas públicas fossem ampliados na cidade. A ação foi ajuizada em 10 de junho, quando a cidade se aproximava de 100% da ocupação de UTIs e a liminar foi negada em primeira instância.

A promotora recorreu e o desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou a ampliação das restrições ao comércio durante sete dias, contando a partir de 26 de junho, com mais sete dias de restrições parcialmente flexibilizadas. As medidas valerão, portanto, até o próximo dia 10 de julho.

Ataques nas redes sociais e comentários 

Após a decisão, reportagens sobre o caso foram infestadas de comentários dizendo que o caso era uma demonstração da “infiltração do comunismo” e um exemplo de “venezualização” do Brasil.

A partir de então, a promotora passou a ser atacada e acusada de não perseguir a corrupção na cidade, por exemplo, apesar de ela não ter atribuição para atuar na área criminal.

O Movimento Conservador de Rondonópolis divulgou um vídeo ontem em que afirma que a promotora não tem atuado para ampliar as vagas de UTI na região, mas ela é autora, em conjunto com outro promotor, de uma ação civil que ampliou o número de UTIs no Hospital Regional local.

Ação do MP não foi só em Rondonópolis 

A atuação contra o relaxamento de medidas restritivas não ocorreu só em Rondonópolis. Ao todo, o MP de Mato Grosso entrou com ações contra 39 cidades que relaxaram nas medidas de prevenção à covid-19. Medidas para ampliar as restrições foram decretadas pela Justiça também em Cuiabá e em Várzea Grande.

O MP Estadual de Mato Grosso tem entrado com ações e atuado extrajudicialmente para obter mais recursos para o combate à covid-19 no estado. Segundo o órgão, já foram obtidos mais de R$ 41 milhões para esta finalidade. O MP e o MPF no Estado atuam também contra o desvio na aplicação de recursos públicos.

Toque de recolher foi insuficiente

Após relaxar as restrições decretadas inicialmente no município, Rondonópolis decretou, no início de junho, toque de recolher diário a partir das 22h e o fechamento de todas as atividades não essenciais aos sábados e domingos, mas as medidas não foram suficientes e a taxa de ocupação de UTI é de 123% na cidade. A cidade tem 38 vagas de UTI, mas há 47 leitos ocupados para este fim.

Rondonópolis é a maior cidade do sul do Mato Grosso, região com mais de 500 mil habitantes, e a rede da cidade atende moradores de outros municípios e estados. Foi descoberto na cidade um golpe que prejudicou o combate à doença. Uma empresa entregou caixas vazias de respiradores para uma UPA da cidade.

Casos de covid quintuplicaram em junho no MT 

Em quatro semanas, entre 1º de junho e o dia 28 do mesmo mês, o número de casos da doença no Mato Grosso mais que quintuplicou, passando de 2.636 para 14.654, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. A taxa de ocupação de UTIs no Estado é de 94,1%. Segundo a secretaria, 556 mortes foram registradas no Estado.

Ameaças e prisões 

Não é a primeira vez na cidade que as medidas de restrição têm levado a casos de agressividade. Em março, o prefeito da cidade, José Carlos do Pátio (Solidariedade) foi ameaçado por não ter revogado o decreto que então determinava o fechamento do comércio. Ele registrou boletins de ocorrência para denunciar as ameaças.

Em maio, pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas e do Ibope que faziam uma pesquisa sobre a covid-19 para o Ministério da Saúde foram detidas pela polícia em Rondonópolis e em Barra do Garças.

Mato Grosso tem registrado isolamento social entre 35% e 40% nos dias úteis, segundo levantamento da Inloco, desde o final de abril. O primeiro dia de semana em que o índice do Estado superou os 40% foi justamente na sexta-feira (26), dia em que começaram as novas restrições.

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Mato Grosso

Por Oliveira Sampaio Filho:Saúde um direito de todos”

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Queridos amigos,ultimamente nosso país está sendo varrido pela pandemia do convid 19. Ontem para nossa tristeza e de todos os Arenápolistanos tivemos a notícia das mortes dos irmãos Idalio e Indalecio que era nossos amigos e pertenciam a uma familia tradicional de Arenápolis-mt que é a familia Amorim. Como pré-candidato a prefeito de nosso munícipio,tenho ouvido da nossa população o clamor de transformar o nosso municipio em referência médica aqui no médio norte. Como prefeito gestão 2004/2008 juntos aos então secretarios de saude Adisney e posteriormente a Marinalva Ribeiro,destacamos a área de saúde como uns dos principais pilares de nossa administração,porquê lida com a vida e o bem estar das pessoas. Desde a minha campanha eu sonhava todas as noites,com uma saúde melhor,mais humanizada,para que a sociedade Arenapolitana seja melhor assistida. Com meu jeito de administrar delegando tarefas,porquê eu sabia que aqueles servidores eram capazes e tinha habilidades,e sabiam desenvolver suas tarefas com eficiência,pois a maioria deles ja estava na área a muitos anos. Nossa intenção era comprar o hospital Arenapolis,mas não foi possível,assinamos outro convênio e tivemos a honra de costruir esse moderno PA,que junto ao governo estadual e os municipios vizinhos iremos transformar-lo em um hospital de referência para atender toda a nossa população. Aos servidores de nossa saúde,fica o meu pedido,para que formem uma equipe para marcar gols,conquistar o campeonato,pois devemos estar Unidos em uma unica direção: Atender bem nosso povo. Quero ressaltar que o apelo que faço neste momento,e que todos nóis estejamos comprometidos com a causa pública.abs

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Mato Grosso

CDL: “Indivíduo que tenta sobreviver é tratado como criminoso

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O vice presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Logistas) de Cuiabá, Célio Fernandes, fez nesta segunda-feira (6) duras críticas às decisões que levaram ao fechamento do comércio na Capital.

 

O empresário participou da live do MidiaNews(assista ao final da matéria).

 

Segundo Fernandes, os comerciantes estão sendo tratados como criminosos ao serem impedidos pela fiscalização de trabalhar para sobreviver.

 

“Vai ter um tempo em que as pessoas vão voltar pras ruas, seja atendendo a uma medida judicial ou contra medida judicial. E não adianta fazer o que estão fazendo, onde vai fiscal do Procon, vai a Polícia junto para fechar o local do indivíduo que esta ali tentando arrumar um dinheirinho para poder sobreviver. Ele é tratado nesse momento como um criminoso. E crime é o que estão fazendo, mantendo o comércio fechado. Isso é crime”.

 

Uma decisão judicial no final de junho determinou que Cuiabá e Várzea Grande decretassem uma quarentena coletiva obrigatória, a fim de diminuir a propagação do novo vírus.

 

Com isso, o comércio – que já havia ficado fechado quase um mês entre março e abril – voltou a baixar as portas, sendo mantido em funcionamento apenas as atividades essenciais, como supermercados e farmácias.

 

Segundo o dirigente lojista, o cenário para os comerciantes é “catastrófico”, tendo gerado uma perda de mais de 20% na economia local. Fernandes acredita que a situação continue ruim até o final de 2021 e teme que as pessoas se descontrolem por conta do isolamento social.

 

“Essa crise duradoura é quase que como se ela não tivesse prazo de validade. Porque você consegue deixar uma pessoa em casa por algumas semanas, mas esse estágio vai chegando em um ponto que não é mais tolerável. O cuiabano é habituado ao calor da convivência, as pessoas não conseguem mais manter esse isolamento”, disse.

 

O Judiciário pede pra soltar os criminosos porque as penitenciarias não tem estrutura para manter o cuidado, eles estão livres e continuam inclusive cometendo crimes e pede pra prender o cidadão de bem, trabalhador, o prendendo dentro da sua própria casa

Para ele, os cuiabanos principalmente têm a necessidade de estar em contato com os outros. Ele acredita que isso possa ser permitido através de medidas de seguranças contra o vírus, dando a oportunidade para que o comércio volte à ativa.

 

“É possível sim usar medidas cabíveis para uma convivência diferente, e assim permitir que as pessoas saiam de casa, vão até o comercio, e permitir que ele funcione também. Eu não vi o Poder Judiciário pedindo para o prefeito manter 100% da frota de ônibus pra transporte coletivo. Se reduzir a frota, a superlotação continua. A mesma coisa em relação à Saúde. No Pronto-Socorro sempre tem queixas de superlotação”, questionou.

 

Presos em casa

 

Segundo Célio, são os trabalhadores que se tornaram prisioneiros em Cuiabá.

 

“O Judiciário solta os criminosos porque as penitenciarias não têm estrutura para manter o cuidado. Eles [bandidos] estão livres e continuam, inclusive, cometendo crimes. E pedem para prender o cidadão de bem, trabalhador, prendendo dentro da sua própria casa”, afirmou.

 

O vice-presidente da CDL ressaltou ainda que tentou reverter o quadro e chegou a pedir na Justiça para que o comércio voltasse a funcionar em Cuiabá, mas o pedido foi negado.

 

“É muito triste ver essa situação. É lógico que isso é polêmico (…), mas é preciso ter uma visão mais sistêmica, entender a complexidade da situação em todos os seus aspectos, antes de tomar uma decisão como essa. É quase uma ditadura o que se vive no País, a partir de alguns togados que se acham deuses e que podem tomar decisões e interferir nas vidas das pessoas assim com uma canetada”.

 

Fernandes afirmou que ainda não há como saber quantas empresas fecharam as portas em definitivo na Capital, mas ele acredita que o impacto será grande.

 

“O levantamento vai acontecer quando essas empresas deixarem de existir oficialmente, o que a gente tem é uma percepção. Quando o comércio voltar a abrir, a gente vai ter uma clareza muito maior sobre isso. Mas durante o dia a dia já é perceptível que muitas empresas deixaram de funcionar e não vão voltar”.

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