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“Riva me disse que esse documento não procede”, diz presidente da ALMT

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“Estamos na era das fakes news e o documento não está assinado, portanto devemos ter cautela”.  A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), sobre a possível colaboração premiada do ex-deputado José Riva, encaminhada ao Ministério Público (MPMT) em março deste ano.

Nesta semana, um documento sigiloso, que seria uma suposta colaboração premiada de Riva, “vazou” na imprensa. Nele, o ex-parlamentar revela pagamento de propina, o chamado “mensalinho” para 38 parlamentares, durante os vinte anos que se manteve como presidente da Assembleia.

Em entrevista ao HNT/Hipernotícias, Botelho afirma que buscou informações sobre o assunto junto a alguns promotores de Justiça e conversou diretamente com o próprio Riva.

“Ele me garantiu que esse documento não procede e eu estou acreditando nessa hipótese de que este documento não seja real”, apontou o presidente da Casa de Leis.

Quanto ao suposto envolvimento dos 38 deputados no esquema de propina na Assembleia, Botelho salienta que “a Assembleia é maior do que todos, ela é uma instituição, ou seja, arranha pessoas, mas a instituição Assembleia não se perderá. Se saírem essas pessoas, vão entrar outras”.

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José Geraldo Riva comandou a Assembleia Legislativa por duas décadas, intercalando-se entre os dois principais cargos da Mesa Diretora, o de presidente e o de primeiro-secretário.

“Desde que eu entrei na  Assembleia, em 2015, isso não existe mais, se é que existia. Aqui dentro não existe mensalinho, eu garanto para vocês”, frisou.

Ainda conforme o democrata, seria impossível existir a prática de mensalinho na Assembleia, pois são 24 deputados que estão o tempo todo se comunicando em si e com seus assessores, de forma que se exista, na opinião de Botelho, isso já teria vazado.

“São 24 deputados, um fala, outro fala. Na política você não consegue manter segredo, não adianta. Quando tem tanta gente sabendo é impossível manter segredo”, enfatizou Botelho que está em seu segundo mandato como presidente da Assembleia.

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Política MT

Partidos têm até março para definir candidatos à vaga de Selma Arruda;

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O Tribunal Regional Eleitoral (TREMT) divulgou nesta quarta-feira (22), o calendário da eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso. Os interessados pela cadeira da senadora cassada Selma Arruda (Podemos), terão até o dia 17 de março para registrar suas candidaturas. A eleição está marcada para o dia 26 de abril.

O calendário determina prazos para realização das convenções, divulgação das propagandas eleitorais, prestação de contas como também a diplomação do candidato eleito. A previsão de custo para a campanha está estimada de R$ 10 a R$ 11 milhões. A diplomação do senador e suplentes eleitos, conforme o calendário, será no dia 21 de maio.

A lista de nomes interessados pela cadeira de Selma Arruda cassada por abuso de poder econômico e caixa 2 está cada vez maior. Há divisões dentro de partidos sobre possíveis candidatos, assim como existem nomes do agronegócio, que já sinalizaram entrar no pleito este ano.

Selma, que é juíza aposentada, foi condenada por propaganda extemporânea durante a pré-campanha ao contratar uma empresa de publicidade com valores acima de sua capacidade financeira. Ela teve o mandato cassado em dezembro de 2019 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Uma reportagem no Folha de S. Paulo, da última segunda-feira (20), repercutiu que mais de 20 nomes já demonstraram pré-candidatura para a vaga. Alguns nomes como de Júlio Campos (DEM), Neri Geller (Progressista), Max Russi (PSB), Nilson Leitão (PSDB), Neurilan Fraga (PSD) e Juca do Guaraná (Avante) já são cotados como pré-candidatos na disputa.

Além do vice-governador Otaviano Pivetta e do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Antonio Galvan, ambos do PDT, confirmaram seus nomes à vaga.

Confira abaixo o calendário completo:

21 de fevereiro:

Último dia para o eleitor solicitar sua regularização e estar apto a votar nas eleições

10 a 12 de março:

Período das convenções partidárias

19h de 17 de março 2020:

Data limite para registro de candidaturas

18 de março:

Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral pela internet e também a utilização de alto falantes de som (das 8h as 22h), além de comícios (até as 24h)

18 de março a 25 de abril (22h):

Autorização para a distribuição de material gráfico de propaganda dos candidatos

23 de março:

Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV

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21 de abril:

Data a partir da qual até 48 horas depois da eleição nenhum eleitor poderá ser preso ou detido salvo em flagrante delito

23 de abril:

Último dia para a veiculação de propaganda gratuita no rádio e TV. Último dia para reuniões, utilização de sistemas sonoros fixos e comícios, que poderão se estender até às 02h da manhã. Último dia para realização de debate no rádio e na TV

24 de abril:

Último dia para propaganda na imprensa escrita e reprodução na internet de propaganda política paga

25 de abril:

Último dia (até as 22h) para a distribuição de material gráfico, caminhadas, carreata ou passeata, acompanhados ou não por carro de som

26 de abril:

Dia das eleições (8h – 17h, no horário local)

20 de maio:

Último dia para os candidatos encaminharem a prestação de contas

21 de maio:

Último dia para a diplomação dos eleitos

25 de junho:

Último dia para o eleitor que não votou nas eleições suplementares de 26 de abril justificar a ausência na Justiça Eleitoral

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Política MT

Mendes: “Acusação de Emanuel é falácia e tentativa de se blindar”

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O governador Mauro Mendes (DEM) classificou como “falácia” a denúncia encaminhada pelo prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (DEM) à Assembleia Legislativa, na qual cita suposto uso político da Delegacia Fazendária (Defaz) como forma de prejudicá-lo.

 

Os deputados, inclusive, já aprovaram a convocação dos delegados Lindomar Tofoli e Anderson Veiga, que foram citados na denúncia. Conforme o prefeito da Capital, os dois delegados teriam recebido a incumbência de “incriminá-lo”, com base em um boletim de ocorrência feito por uma servidora da Saúde municipal.

 

Nesta quinta-feira (16), em entrevista ao MidiaNews, o governador se manifestou pela primeira vez sobre o episódio.

 

“Primeiro que isso é uma falácia. Vejo como uma tentativa de criar uma blindagem para possíveis denúncias que possam acontecer. Só me resta esta alternativa. Porque ele achar que com isso a Defaz – ou agora Deccor (Delegacia de Combate a Corrupção) – vai deixar de investigá-lo, ledo engano”, disse o governador.

 

Primeiro que isso é uma falácia. Vejo como uma tentativa de criar uma blindagem para possíveis denúncias que possam acontecer. Só me resta esta alternativa. Porque ele achar que com isso a Defaz – ou agora Deccor – vai deixar de investigá-lo, ledo engano

Mendes afirmou que a Defaz existe para fiscalizar e investigar denúncias de corrupção, independente de quem seja a pessoa ou o cargo que ocupa.

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“Se tem denúncia, é obrigação deles investigarem. Seja contra Emanuel Pinheiro, contra qualquer agente público do Estado. Seria um absurdo eu pedir para uma Delegacia Especializada Contra Crimes Fazendários para eles investigarem qualquer denúncia”, afirmou.

 

O mesmo, segundo Mendes, ocorre com a Deccor – unidade criada já na administração do atual governador e que herdou parte dos inquéritos conduzidos pela Defaz.

 

“Nem conheço os delegados que lá estão, mas tenho certeza que são profissionais dignos e decentes que vão cumprir – contra qualquer membro da administração que pese qualquer denúncia – o papel de investigar e apurar a verdade”, disse.

 

“E, a partir daí, transformar isso num indiciamento, numa denúncia ao Ministério Público ou promover seu arquivamento, caso a denúncia não tenha procedência”, concluiu o governador.

 

Entenda o caso

 

O caso começou após a servidora Elizabete Maria de Almeida, que trabalha no Hospital São Benedito, registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Fazendária.

 

Na ocasião, ela disse ter presenciado uma reunião na qual o prefeito teria oferecido dinheiro e cargos a alguns vereadores, em troca da cassação do oposicionista Abílio Junior (PSC).

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Os delegados Lindomar Tofoli e Anderson Veiga, no entanto, não viram base sólida nas acusações da servidora e teriam se posicionado contra iniciar a investigação.

 

Por conta disso, segundo Emanuel, a alta cúpula da Polícia Civil teria decidido retirar os dois delegados da Defaz. O que de fato aconteceu na mesma semana da denúncia.

 

Diante dos fatos, Lindomar entrou com um mandado de segurança contra o delegado-geral da Polícia Civil Mário Dermeval buscando a anulação do ato que o transferiu da Defaz para a Delegacia de Polícia Várzea Grande. Ele disse que a transferência não foi justificada e apontou perseguição política.

 

Na última semana, a servidora admitiu que participou de uma “armação” contra o prefeito. E ainda revelou ter sido orientada pelo vereador Abílio a manter a versão mentirosa.

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