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Rondonópolis

Rondonópolis recupera R$ 3,8 milhões após golpe de falsos respiradores

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Em coletiva por meio das redes sociais, o prefeito de Rondonópolis José Carlos do Pátio (Solidariedade) e a secretária de Saúde do município, Izalba Albuquerque, anunciaram a recuperação de R$ 3,8 milhões dos R$ 4 milhões gastos em uma compra de 22 respiradores pulmonares falsificados.

A compra dos aparelhos aconteceu em processo de dispensa de licitação, sagrando-se como vencedora uma empresa com sede em Palmas (TO), devido à pandemia de Covid-19, o coronavírus.

O ressarcimento corresponde a 22 monitores, que já estão em poder da secretaria de Saúde, um terreno e veículos que foram tomados judicialmente da empresa localizada em Palmas, após investigações, conforme divulgado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf).

“Hoje a gente calcula que isso dá em torno de R$ 3,8 milhões já recuperados, contando com os monitores que nós já temos. O que ocorre hoje é que não encontramos mais respiradores no mercado. A última cotação que eu recebi são de respiradores da China, no valor de U$60 mil. Com a cotação do dólar, de ontem a R$ 5,90, são respiradores que chegam a custar R$ 400 mil. E, detalhe, quem comprou respiradores da China, até agora não conseguiu receber”, ressaltou Izalba.

Segundo Pátio, por enquanto, Rondonópolis conta com dez

Hospital Filantrópico Santa Casa de Misericórdia, além de outros dez aparelhos que serão instalados no Hospital Regional.

No entanto, segundo o prefeito, a preocupação é com o governo do Estado que ainda não mostrou interesse em ajudar o município a resolver, de fato, as pendências quanto aos leitos na unidade de saúde estadual que ainda estão incompletos.

“Estou preocupado, pois até hoje o governo do Estado não se manifestou em relação a isso. Rondonópolis está sozinho. Se tiver mais respiradores para compra, nós vamos comprar. Estamos nos organizando, mas nós estamos sentindo a ausência do Estado na região”, reclamou o chefe do Executivo Municipal.

Leitos para Covid-19

De acordo com a secretaria Municipal de Saúde,  em Rondonópolis existem dez leitos disponíveis na Santa Casa, dez leitos no Hospital Municipal – Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – ,  1 leito no Hospital Regional e mais 1 leito em uma unidade de saúde particular, totalizando 22 leitos exclusivos para atender casos relacionados ao coronavírus.

Entenda o caso

A Prefeitura municipal de Rondonópolis realizou a compra de 22 aparelhos respiradores pulmonares, em março deste ano. Porém, no dia 22 de abril, a secretaria de Saúde do município registrou um Boletim de Ocorrência (B.O), relatando que foi enganada pela empresa com sede em Palmas (TO).

Na celebração do contrato ficou estabelecido que o pagamento seria após a entrega dos aparelhos, que ficou marcada para as datas de 16 e 17 de abril, na cidade de Goiânia (GO). Diante do combinado, uma equipe da Prefeitura de Rondonópolis foi até a cidade para buscar os aparelhos. Antes de fazer o carregamento, foram feitas fotos dos equipamentos  e encaminhadas para a Secretaria de Saúde, sendo demonstrados pelos adesivos que se tratavam dos ventiladores pulmonares.

Desta forma, o pagamento foi efetuado pela Prefeitura de Rondonópolis, porém, quando os equipamentos chegaram na quarta-feira (22.04) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi constatada se tratar de uma falsificação, pois se tratavam de monitores com aparência de respiradores, sendo colocados adesivos e manuais como sendo de respiradores.

Inquérito

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) concluiu o inquérito que investigou a venda fraudulenta de respiradores pulmonares à Prefeitura de Rondonópolis e indiciou duas pessoas por estelionato majorado (aumento de pena quando praticado contra a administração pública) e crime contra as relações de consumo. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público Estadual.

Uma pessoa está presa preventivamente na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, e a outra está foragida, que consta como proprietária da empresa que fraudou os equipamentos para venda. Conforme as investigações da Derf de Rondonópolis, o foragido atuava como “laranja” da empresa que vendeu os equipamentos.

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Rondonópolis

Terceira maior cidade de MT “fecha tudo” nesta 6ª e mantém proibida venda de bebidas

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O Comitê de Gestão de Crise da Prefeitura de Rondonópolis informou durante coletiva de imprensa, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, que ficou definido, na reunião desta quinta-feira (25), que o município cumprirá a decisão proferida pelo desembargador Mario Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), proferida na última terça-feira (23). Apesar de acatar a decisão judicial, ficou ainda definido que o executivo municipal recorrerá da determinação judicial.

Com o cumprimento da decisão judicial, a partir desta sexta-feira (26) as atividades comerciais no município estarão  por sete dias suspensas, com exceção daquelas consideradas essenciais. Também estarão fechados os espaços públicos de lazer.

O comitê informou ainda que a proibição de bebidas alcoólicas  estabelecida no Decreto nº 9570/2020 permanece em vigor, assim como também a proibição da circulação de pessoas a partir das 19 horas. No entanto, supermercados  e postos de combustíveis poderão abrir nos finais de semana.

Entre os locais a serem fechados estão espaços públicos de lazer, bares, lojas de conveniência, restaurantes, lanchonetes, pizzarias e padarias, consultórios médicos e odontológicos (com exceção de urgências), feiras livres, cultos religiosos, eventos esportivos, entre outros. Durante os sete dias, os serviços de delivery  e drive thru  estarão interrompidos. Também está proibida a utilização de áreas comuns em prédios e condomínios, para eventos que impliquem em aglomeração de pessoas.

A fiscalização do cumprimento das medidas ficará a cargo da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária municipal.

Prefeitura

Neste período, a Prefeitura de Rondonópolis não irá fazer atendimento presencial ao público, apenas por meio dos canais digitais.

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Rondonópolis

Cidade de MT proíbe gente nas ruas aos fins de semana e prepara lockdown

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Em uma reunião realizada na manhã desta quinta-feira (18), o Comitê de Gestão de Crise da Prefeitura de Rondonópolis, a 218 km de capital, discutiu outras medidas para conter a propagação da Covid-19. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem, as cidade tem 787 casos confirmados da doença e 21 mortes.

Entre as novas medidas inclusas no decreto, estão a inclusão de Lei Seca e toque de recolher às 19h. Somente as igrejas poderão permanecer abertas até às 20h.

O decreto deve entrar em vigor a partir de segunda. Isso porque, até esta sexta, o toque de recolher terá início às 22h30.

Já aos fins de semana, o município adota o lockdown durante todo o dia, que será mantido. A permissão para abertura é apenas para os serviços essenciais, como farmácias.

O novo decreto deve ter validade de 30 dias e será revisto a cada sete dias, de acordo com os números casos de coronavírus. Se os índices continuarem em crescimento acelerado, o Comitê não descarta a possibilidade de lockdown geral.

Os representantes de entidades também foram ouvidos para apresentarem propostas de maneira que os setores comerciais não fiquem prejuadicados.

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