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Cuiabá

Santa Casa fará até 180 cirurgias por mês

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JOANICE DE DEUS Diário de Cuiabá

Após passar por readequações, o Hospital Estadual Santa Casa será entregue, na próxima terça-feira (23), à população mato-grossense com a promessa de ser uma unidade hospitalar moderna e de capacidade ampla de atendimento a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), em Mato Grosso. O objetivo é assegurar os atendimentos nas áreas de média e alta complexidade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), após a inauguração, será necessário ainda um prazo de ao menos dois dias para cumprir os procedimentos de desinfecção e, assim, o hospital voltar a atender a população. A reabertura ocorre em evento realizado pelo governador Mauro Mendes, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, entre outras autoridades.

A equipe de regulação do Estado já iniciou o processo de planejamento para realização das primeiras cirurgias. Além disso, as unidades de tratamento intensivo (UTIs) já estarão com 100% da sua capacidade em operação. A estimativa é de que, além das cirurgias já previstas de alta complexidade, sejam realizadas em torno de 180 cirurgias por mês, de média e baixa complexidade.

Para o início das atividades, já foram contratados 255 funcionários das áreas de enfermagem, administrativa, fisioterapia, nutrição clínica, maqueiros, psicologia e assistente social. Desse total, 101 eram funcionários da antiga Santa Casa. Antes, durante o processo de estudo e avaliação do prédio, a equipe do órgão estadual de saúde constatou que algumas readequações precisavam ser feitas para atender às normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária (Visa).

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Então, foram feitas intervenções, como troca de piso, pintura, manutenção do telhado e da rede elétrica e revitalização das alas da UTI, da cozinha, do refeitório, da recepção e do setor administrativo. O investimento foi da ordem de R$ 2 milhões. Além disso, a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) modernizou toda a infraestrutura de tecnologia do hospital e a unidade passa a ter um sistema de gestão hospitalar mais estruturado e eficiente para pacientes e servidores.

De acordo com o gerente da Unidade de Gestão Estratégica de Negócios da MTI, Sandro Alexandre Aguiar, a empresa é responsável por fornecer o ambiente, a infraestrutura de processamento e armazenamento, além da conectividade do sistema que opera na Santa Casa. Com isso, o sistema existente passa a ser hospedado na nuvem da MTI, o que garante maior e melhor desempenho e agilidade no seu funcionamento. “Nós fizemos com que todo o sistema do hospital funcionasse sem interrupções. Que seja possível o acesso desde o prontuário, o histórico do paciente até os resultados de exame, por exemplo, pelo sistema. A nossa tarefa é fazer com que tudo isso funcione com excelência”, disse por meio da assessoria de imprensa.

O Hospital Estadual iniciará com atendimentos nas áreas de oncologia (tratamento de câncer), nefrologia (hemodiálise), UTIs adulto, pediátrica e neonatal, pronto atendimento infantil, cirurgias pediátricas e geral. Também serão ofertados serviços de apoio e diagnóstico terapêutico (SADT), como tomografia, raio-x, ultrassonografia, densitometria óssea, cateterismo, ressonância para crianças, hemoterapia, exames laboratoriais clínico e de anátomo-patológico, que é usado para o diagnóstico preciso de doenças.

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Ainda, conforme a assessoria da Ses, há uma segunda etapa, prevista para 30 dias após a reabertura, em que a unidade passará a ofertar mais serviços à população, atendendo também nas áreas de cardiologia, vascular, ortopedia pediátrica, neurocirurgia pediátrica e cirurgias gerais de média complexidade.

No geral, o hospital contará com 242 leitos, sendo 30 leitos de UTI (11 do tipo adulto, 10 pediátricos e 09 neonatal), 22 leitos de pronto atendimento infantil, 61 leitos de pediatria (clínica e cirúrgica) e 129 leitos de internação adulta (clínica e cirúrgica). O centro cirúrgico possui parque tecnológico moderno com 10 salas de cirurgias e 10 leitos de recuperação pós-anestésica (RPA).

Após uma grave crise financeira, o hospital mantido pela Santa Casa de Misericórdia, a mais antiga unidade de saúde da capital, fechou as portas no dia 11 março deste ano, ocasião em que deixou de prestar atendimentos aos pacientes do SUS.

Após o fechamento, o governo do Estado decretou, no dia 2 de maio, a requisição administrativa dos bens e serviços do hospital assumindo o controle da unidade. Já os valores que o Estado passou a pagar para poder utilizar a estrutura e os equipamentos da unidade estão sendo destinados, de forma preferencial, para o pagamento dos salários atrasados dos funcionários.

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TJ bloqueia imóvel que seria doado para igreja em Cuiabá

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A 2ª Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça (TJ-MT) negou um recurso (agravo regimental) interposto pela União Centro Oeste Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia contra o bloqueio da matrícula de um imóvel doado pela prefeitura de Cuiabá ao Estado com a finalidade da construção da igreja. Com a medida, o bem não poderá ser alienado ou negociado pelos representantes do grupo religioso.

Os magistrados da 2ª Câmara seguiram por unanimidade o voto da relatora do recurso, a desembargadora Maria Aparecido Ribeiro, em julgamento ocorrido no último dia 1º de outubro.

De acordo com informações do processo, a União Centro Oeste Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia pretende utilizar o imóvel numa permuta “com outro ente estatal”. A desembargadora explicou que essa não é a finalidade do bem, que foi doado pela prefeitura de Cuiabá ao Governo do Estado. Por sua vez, o Poder Executivo Estadual, destinou a propriedade à construção da igreja.

“Por outro lado, é inconteste que o imóvel doado pelo Município de Cuiabá tinha por escopo a construção da sede da recorrente naquele local. Logo, a entrega desse bem em permuta a outro ente estatal configura, aparentemente, desvio de finalidade e desobediência à Lei municipal, fato que certamente levou o Município de Cuiabá a requerer o deferimento do bloqueio da matrícula do imóvel em sua manifestação ao juízo de primeiro grau”, diz trecho dos autos.

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Além disso, conforme o Ministério Público do Estado (MP-MT), a permuta pretendida pela Igreja Adventista possui uma série de “ilegalidades”. “Apesar de o próprio Ministério Público ter dado início à referida proposta de permuta, ao analisar os autos eletrônicos de origem constata-se a existência do encaminhado pela 12ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa ao Secretário de Estado de Gestão de Mato Grosso, destacando várias e sérias ilegalidades no procedimento de permuta e na oferta de bem doado pelo Município de Cuiabá e afastando a possibilidade de emissão de parecer jurídico, pela falta de atribuição para tal mister”, revelou a magistrada.

Ainda de acordo com informações dos autos, o imóvel em discussão está localizado numa das áreas mais nobres de Cuiabá – o Centro Político Administrativo -, e possui 13.020 m². O prazo fixado inicialmente para a utilização do bem era de 40 anos. A permissão de utilização foi concedida pelo Governo do Estado em 2010.

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Cuiabá

Vereadores iniciam trabalhos da CPI que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro

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O vereador Marcelo Bussiki (PSB) afirmou que, em razão da nova composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), os trabalhos da CPI vão recomeçar do zero. A CPI apura suposta quebra de decoro e obstrução da Justiça por parte do prefeito Emanuel Pinheiro, gravado recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó quando ainda ocupava o cargo de deputado estadual.

A nova composição foi nomeada pelo presidente da Câmara, Misael Galvão (PSB), e está publicada no Diário Oficial que circula nesta segunda-feira (07.10). Bussiki segue como presidente da comissão. Fazem parte ainda os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Sargento Joelson (PSC), relator e membro da CPI, respectivamente.

De acordo com o presidente da CPI, Marcelo Bussiki, as oitivas serão realizadas novamente a fim de evitar que as evidências obtidas sejam questionadas como nulas futuramente, já que houve a nomeação de membros da CPI diferentes dos que estavam na antiga composição. Antes da decisão da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, eram membros da CPI os vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV), relator e membro da comissão, respectivamente.

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“A fim de evitar que lá na frente, ao final do nosso trabalho, todas aquelas declarações já obtidas há dois anos durante nosso trabalho da CPI sejam questionadas por terem sido obtidos pela CPI em composição anterior a esta, entendo ser necessário que façamos novamente os pedidos de documentação, oitivas, entre outros trabalhos”, disse.

Deverão ser novamente ouvidos em oitiva o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa, o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, o servidor Valdecir Cardoso de Almeida, responsável por enquadrar a câmera usada para gravar Emanuel Pinheiro, entre outras pessoas.

“Como os membros da nova composição não tiveram oportunidade de fazer perguntas irrestritamente aos depoentes, porque não eram membros da comissão, pretendo novamente realizar o pedido dessas oitivas e reiniciar este trabalho, que parou lá atrás de forma abrupta, sem respostas e que deveremos obter neste momento”, disse.

Bussiki esclareceu ainda que, diferente das oitivas, os documentos já obtidos poderão ser reaproveitados se os novos membros da CPI entenderem que é possível e que não haverá nenhum prejuízo ao atual trabalho da comissão. “A Procuradoria da Câmara de Cuiabá já nos orientou neste sentido e vamos deliberar juntos se haverá um novo pedido dos mesmos documentos ou se só vamos solicitar apenas novos”, explicou.

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A primeira reunião da comissão já foi convocada para a próxima segunda-feira (14.10), às 8h, quando os vereadores vão decidir sobre o início dos trabalhos, como as deliberações das oitivas, documentos solicitados, entre outros assuntos. Ainda segundo Bussiki, o trabalho vai ocorrer independentemente de o presidente da Casa de Leis, Misael Galvão, já ter comunicado que continuará movendo recursos contra a composição da comissão e da investigação.

“Entendo que não haja nenhum embaraço judicial que nos impeça de realizar o trabalho da CPI. O juiz entendeu que a Câmara deveria nomear novos membros, eles foram nomeados e agora inicia nosso prazo de trabalho. Se o presidente da Câmara entender que deve recorrer para nos impedir, é um direito dele que não vai fazer com que nós esperemos mais”, encerrou.

Ao todo, a CPI terá 120 dias para sua conclusão. O prazo de encerramento dos trabalhos pode ser prorrogado mediante a solicitação da comissão. Assim que elaborado um relatório final, o documento deverá ser colocado para aprovação do plenário.

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