conecte-se conosco


Política Nacional

Selma vê cassação como “recado” a Moro e abandona política: “nem que a vaca tussa”

Publicado

A senadora cassada Selma Arruda (Podemos-MT) fez um desabafo após o resultado do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite da última terça-feira (10), de um recurso interposto por ela contra a sua cassação – determinada em abril de 2019 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Emocionada, Selma Arruda gravou um áudio com agradecimentos e críticas após o TSE confirmar a sua cassação por 6 votos a 1. Ela disse que toda a guerra “tem baixas” e que não volta para a política “nem que a vaca tussa”.

“Pessoal, eu vou dizer uma coisa a vocês, toda guerra tem baixas. Não vou mais para a política mais nem que a vaca tussa. Não contem comigo para mais nada nessa política. Agora eu vou aproveitar a minha aposentadoria, como eu devia ter feito antes”, revelou ela.

Selma Arruda – cassada por abuso de poder econômico e prática de Caixa 2, após gastar R$ 1,2 milhão, e não declarar os recursos à Justiça Eleitoral nas eleições de 2018 -, avalia ainda que é vítima de uma “perseguição”. Segundo ela, sua cassação é um “recado” ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e ao coordenador da força-tarefa da operação “Lava Jato”, em Curitiba (PR), o procurador de Justiça do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol.

“Eu sei que eu sou o exemplo que eles querem dar para Sérgio Moro e para Dallagnol para não ousarem entrar para a política. Me disseram isso inclusive os dois ministros que vem da advocacia. Disseram que os ministros em geral não tem simpatia pelas pessoas que saem da Justiça e vão para politica. Portanto a gente sabe que o que aconteceu comigo foi um recado para o Moro. Que Deus abençoe essas pessoas, que Deus abençoe muito essas pessoas, que elas abram muito a cabeça delas”, avaliou a senadora cassada.

Leia mais:  Líder diz que Bolsonaro é vagabundo e que implodirá presidente

No áudio, Selma Arruda aproveitou para agradecer parlamentares que lhe deram apoio, como os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Álvaro Dias (Podemos-PR), Major Olímpio (PSL-SP), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Eduardo Girão (Podemos-CE).

“Vou entregar os pontos, mas não sem a consciência tranquila de ter tentado. Um grande abraço a todos vocês e muito obrigado pela força, pela torcida. Eu me despeço de vocês com um sentimento de gratidão eterna. Boa noite a todos”, despediu-se a senadora cassada.

Mesmo que mude de ideia, e decida voltar à política, Selma Arruda não pode ocupar nenhum cargo eletivo até o ano de 2026. A medida também faz parte da condenação imposta pelo TRE-MT e confirmada pelo TSE.

CASSAÇÃO

Selma Arruda foi cassada em julgamento no TSE na noite da última terça-feira (10) após o voto do relator do recurso interposto contra sua cassação, já determinada em abril de 2019 pelo TRE-MT, o Ministro Og Fernandes. De todos os Ministros do órgão, apenas Edson Fachin votou por manter a senadora no cargo, resultando num placar final de 6 x 1.

Leia mais:  Se houve irregularidade de minha parte, eu saio, diz Moro

Ela responde a uma representação que apontou um gasto irregular de R$ 1,2 milhão em sua campanha vitoriosa ao Senado em 2018. Os recursos não foram declarados e teriam sido utilizados em período proibido pela Justiça Eleitoral – o que configura a prática de “Caixa 2”, além de abuso de poder econômico. O órgão também já reprovou as contas da parlamentar.

A senadora disputou pela primeira vez uma eleição em 2018 após se aposentar como juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) em março do ano passado. Ela obteve 678.542 votos.

Na manhã desta quarta-feira (11), o desembargador, e presidente do TRE-MT, Gilberto Giraldelli, informou que novas eleições devem ocorrer para o preenchimento da vaga deixada por Selma Arruda. Ele elencou 4 possíveis datas do pleito: 8 de março, 26 de abril, 10 de maio e 21 de junho, todas em 2020, a depender da publicação do acórdão (decisão colegiada) do TSE oficializando a perda do mandato da juíza aposentada.

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

“Se aparecer candidato bom, a gente apoia”, afirma Bolsonaro

Publicado

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou que pode apoiar algum candidato na eleição suplementar ao Senado, que acontecerá no dia 26 abril em Mato Grosso. A disputa acontece em razão da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos).

“Temos eleição esse ano em todos os municípios. Mas antes, em março, Mato Grosso terá uma eleição, já que teve uma chapa completa que foi cassada. Não sei se entro nessa briga ou não. Não é briga, né. É uma competição”, disse o presidente, em uma live feita em suas redes sociais.

“Se nosso partido [Aliança pelo Brasil] estiver formado ate lá, a gente lança esse candidato nosso. Se não tiver formado o partido, se aparecer um candidato bom ali, a gente apoia”, emendou ele, que estava acompanhado pelo Ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Se não tiver formado o partido, se aparecer um candidato bom ali, a gente apoia
Apesar da declaração de Bolsonaro, conforme o MidiaNews já noticiou, mesmo que o Aliança consiga as assinaturas necessárias à sua criação, está impedido de concorrer na eleição que se avizinha.

Leia mais:  Se houve irregularidade de minha parte, eu saio, diz Moro

Isto porque a legislação eleitoral estabelece que só podem disputar a eleição suplementar partidos políticos que tenham sidos registrados seis meses antes do pleito.

Ainda durante sua transmissão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que irá avaliar os nomes dos pretensos candidatos antes de definir qualquer tipo de apoio.

Ele ainda brincou com a “inflação” de interessados na vaga em aberto.

“Vou apoiar um bom nome. Agora, não é quem chegar à frente não, por favor. Porque eu sei que já tem uns 20 candidatos ao Senado em Mato Grosso”, brincou o presidente.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

“Aumentos maiores que 4% são margem de lucro e não reajuste de ICMS”, diz secretário

Publicado

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que os aumentos de preços em produtos de alguns setores do comércio foram consequência de acréscimos na margem de lucro e não pela redução dos incentivos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como empresários vêm argumentando.

“Uma redução de até 4% nos incentivos do ICMS, que aconteceu em alguns setores, não justifica aumentos nos preços acima de 10%, como temos visto no comércio. Tem setores, na verdade, que aproveitaram a reinstituição dos incentivos fiscais para repassar para o consumidor preços que não condizem com a real situação fiscal”, pontuou.

Carvalho explicou que a reinstituição dos incentivos fiscais entrou em vigor em 1º de janeiro e promoveu o equilíbrio fiscal para os setores produtivos e do comércio. A intenção com o projeto, segundo ele, foi a de proteger empresas mato-grossenses da concorrência de grandes grupos nacionais.

Em alguns casos, houve readequação da alíquota dos incentivos sobre o ICMS, porém, no caso do comércio varejista, por exemplo, os optantes pelo Simples Nacional deixaram de pagar o ICMS antecipadamente e passaram a fazê-lo somente após as vendas, facilitando a aquisição de estoque.

Leia mais:  Líder diz que Bolsonaro é vagabundo e que implodirá presidente

“Ocorria uma concorrência desleal entre empresas de Mato Grosso e grupos nacionais. Com a reinstituição dos incentivos não é mais possível que empresas do mesmo ramo recebam incentivos desiguais e a concessão de benefícios agora é feita de forma igualitária e desburocratizada. Assim, os grupos econômicos acabam tendo maior segurança jurídica e interesse em investir em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento ao Estado”, afirmou o chefe da Casa Civil.

“Mesmo assim, alguns empresários aproveitaram que houve uma redução dos incentivos para repassar valores abusivos aos consumidores, valores esses, muito maiores do que realmente representa a readequação do ICMS”, completou o secretário.

De acordo com ele, a regulação de mercado fará com que os preços se estabilizem, considerando o momento como de transição das novas regras.

“O mercado é soberano e tem liberdade para praticar os preços que achar que deve, mas os órgãos de controle e fiscalização estão atuando e o consumidor tem total liberdade de consumir onde ele queira. Quem vai realmente ter a melhor rentabilidade nesse sistema serão os empresários que repassarem apenas a readequação de no máximo 4%, e não buscarem o aumento da margem de lucro”, concluiu Mauro Carvalho.

Leia mais:  Toffoli afirma que chefia da PGR deve ser ocupada por subprocurador-geral

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana