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Economia

Uber começa operar hoje em Sinop; secretaria aponta que falta regularização

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Os moradores de Sinop passam a contar, a partir das 14h, com os serviços do aplicativo de mobilidade urbana Uber. A informação foi confirmada, há pouco, pela assessoria da empresa, ao Só Notícias. Com a chegada do serviço, Sinop passa agora a ser a 4ª de Mato Grosso a contar com o aplicativo. As outras são, Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

Para ter acesso ao serviço, basta baixar o app, criar uma conta, escolher endereço de partida e destino final e em seguida solicitar a corrida. Os preços das viagens variam de acordo com a distância e o tempo.

A capital do Nortão já conta com outras duas empresas na modalidade motorista por aplicativo, além dos táxis convencionais. Conforme Só Notícias já informou, no mês de outubro, a empresa iniciou o cadastramento para motoristas de aplicativo em Sinop. O processo de cadastro ainda continua aberto. Basta acessar o site e seguir os passos.

A coordenadora da secretaria de Trânsito, Silvia Ryba, informou que o Uber ainda precisa se regularizar na prefeitura. “Tem a lei federal 13.640/2018, que institui as diretrizes nacionais de mobilidade urbana”e “que compete exclusivamente aos municípios regulamentar esses serviços de transporte. Sinop já possui uma lei própria sobre isso, que é a 2637/2018 e regulamenta os aplicativos. Ela, inclusive, segue algumas diretrizes da legislação federal”, aponta.

“O aplicativo Uber até o momento não nos procurou. Então não temos nenhum cadastro deles aqui junto a secretaria. Sabemos que vai começar a operar, mas para nós está dentro da irregularidade. Existe todo um cuidado, por ser transporte de passageiro, então realizamos um cadastro bem minucioso para dar segurança tanto aos motoristas, quanto aos usuários”, acrescentou.

Ela concluiu que, sem atender os procedimentos na secretaria de Trânsito, “configura transporte irregular de passageiros, então os motoristas podem ser multados em até 950 URs, (R$ 2,2 mil) além da penalização do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que traz outra penalidade para a infração, que inclui multa e a retenção do veículo”, completou.

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Economia

Aumento no preço do etanol não tem relação com nova lei sobre incentivos fiscais

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O aumento no preço de venda do litro do etanol em Mato Grosso, colocado em prática pelos postos de combustíveis, nada tem a ver com a entrada em vigor, a partir da 1º de janeiro deste ano da Lei Complementar 631/19, que reduziu os incentivos fiscais no Estado.

Pesquisas feitas pela Agência Nacional de Petróleo-ANP apontam que, em dezembro de 2019, o preço médio do etanol praticado em Mato Grosso estava em R$ 2,91. Atualmente, o combustível está sendo comercializado em alguns postos por até R$ 3,20.

De acordo com dados da Secretaria de Fazenda, com a LC 631/19, a alíquota do ICMS passou de 10,50 para 12,50%, ou seja, um acréscimo de 2,5%.

Dessa forma, se o etanol era vendido a R$ 2,91, no mês passado, com a nova porcentagem, deveria ter um acréscimo máximo em torno de, R$ 0,06, custando em torno de R$ 2,97.

Vale destacar que alíquota do ICMS para o etanol é de 25%. Porém, para garantir que o produto de Mato Grosso possa concorrer com outros mercados, o governo fornece um incentivo de 50%, fixando a alíquota em 12,5%.

Sobre essa questão, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, reforçou que o reajuste nos preços do etanol não possui relação com a entrada em vigor da Lei complementar 631/19.

“No dia 31 de dezembro com as mudanças nas regras do ICMS, até hoje, 23 de janeiro, o impacto seria de R$ 0,06 na bomba.

Contudo, os postos estão aplicando 20 centavos, acima efetivamente do que está proposto na nova alíquota. Ou seja, temos visto aí na bomba, o etanol sendo cobrado a R$ 3,17. Mas é preciso entender que esta elevação, de R$ 2,91 para R$ 3,17, aplicadas aos preços, são regras de mercado e não tem como o governo discutir, pois isto é livre concorrência. Neste caso, é o consumidor que deve buscar outra alternativa, como forma de pressão”, explicou Rogério Gallo, em entrevista ao programa Chamada Geral, na Rádio Mega FM.

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Economia

Preço do litro do etanol chega a R$ 3,19 em postos de Cuiabá

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Mais uma vez o preço do etanol subiu em alguns postos de combustíveis de Cuiabá, deixando os clientes revoltados.

O litro do combustível saltou de R$ 3,07, na semana passada, para R$ 3,19 nessa segunda-feira (20). Isso representa um aumento de quase 4% no litro do etanol nos postos Shell. Nos postos Emboava, o litro sai a R$ 3,17. Há duas semanas, o litro do etanol era de R$ 2,87.

Segundo o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Júnior, a revisão nos incentivos fiscais do etanol, aprovada pela Assembleia Legislativa, não influenciou a elevação de preços desta semana.

“O etanol, em Mato Grosso, tem 50% de desconto no imposto. Você tem aumento no ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] de dezembro para janeiro de 2% no imposto do etanol, que era 10,5% e passou para 12,5%”, disse.

A lei encaminhada pelo governador Mauro Mendes (DEM) entrou em vigor no dia 1º de janeiro e revisa os incentivos fiscais no Estado.

Ainda conforme o diretor, o aumento no preço já vem das indústrias e distribuidoras, mas ele não soube explicar o motivo disso.

Nos postos Emboava, o litro do etanol está sendo vendido a R$ 3,17

“O preço está aumentando na indústria e na distribuidora. Muito mais impactante é a distribuição para os postos. Você pega a nota fiscal de compra e é muito maior do que a soma dos fatores”, afirmou.

Para Nelson, a elevação do preço do etanol afeta tanto o bolso do consumidor quanto do proprietário do posto. Segundo o sindicalista, sem o aumento do salário acompanhando o dos preços, o poder de compra cai.

“Tem aumento de preço, mas não tem aumento de salário. O consumo vai cair como em qualquer outro produto”, explicou Soares.

Além, disso, é o empresário que acaba lidando com a revolta dos clientes após o aumento dos preços. De acordo com Nelson, o proprietário do posto de combustível sai como responsável pelo aumento.

“É horrível porque quem faz o contato com o consumidor é o posto. O consumidor vê o preço subindo e acha que é o posto, mas não é. E eles [proprietários] passam a vender menos também. Quanto maior o preço, menos vendem”, revelou.

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