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Eleições 2020

Abílio e Emanuel adotam estilo “paz e amor” em debate morno e sem ataques

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No último debate do segundo turno, realizado poucas horas após a divulgação da pesquisa Ibope que mostrou um empate entre os candidatos a prefeito de Cuiabá, Abílio Júnior (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB), que busca a reeleição, ambos os postulantes ao comando do Palácio Alencastro, evitaram se atacar e disparar ofensas e acusações como vinham fazendo.  O “confronto” foi realizado pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, como uma última oportunidade ao eleitor para escolher qual dos dois candidatos que vai votar no próximo domingo (29).

Durante todo o debate, com cerca de uma hora de duração e dividido em três blocos, Abílio e Emanuel pareciam ser “outras pessoas”, com posturas bem diferentes e mais contidas em relação aos ataques que protagonizaram com acusações e ofensas disparadas no mesmo dia, no debate realizado entre às 11h e 14h na TV Vila Real, afiliada da Record TV. No caso de Abílio, ele sequer criticou a imprensa no debate da TVCA, postura que vinha adotando de forma enfática nos debates e eventos anteriores que participou durante a campanha do segundo turno.

No debate desta noite, eles responderam a temas definidos pela emissora e que foram sorteados na hora para um fazer ao outro e também tiveram oportunidade de formular perguntas sobre quaisquer temas. Ainda assim, evitaram partir para as ofensas.

No caso de Abílio, que passou toda a campanha chamando o adversário de “corrupto e paletó”, ele não citou nenhuma das duas palavras em nenhum momento. Diante dessa postura de Abílio “paz e amor” para mostrar “equilíbrio e controle”, Emanuel também evitou atacar e não citou os “fantasmas”, que ele dizia representar familiares do candidato do Podemos. No debate da TV Vila Real, inclusive, tinham vários cabos eleitorais e apoiadores de Pinheiro fantasiados de fantasmas para provocar Abílio.

A mudança de comportamento de ambos os candidatos foi um reflexo direto da última pesquisa Ibope que mostrou cada um dos candidatos com 50% dos votos válidos, evidenciando um crescimento de 4% de Emanuel e queda de Abílio de 4% em relação ao levantamento anterior, também do Ibope, divulgado no dia 23 deste mês.

No debate, Abílio citou a candidata derrotada Gisela Simona (Pros) em vários momentos. A colocou como uma “fiel aliada” que vai ajudá-lo, caso seja eleito, a elaborar políticas públicas destinadas às mulheres e para valorizar os servidores públicos. Esses dois temas foram levantados por Emauel Pinheiro, que questionou Abílio sobre suas propostas para essas áreas. Ele também citou as duas vereadoras eleitas e disse que pretende atuar em parceria com elas para que possam colaborar com a gestão sugerindo ações e políticas para as mulheres.

O ainda vereador, que tenta ser eleito prefeito, garantiu que enquanto parlamentar, desde 2017 “tem produção legislativa em defesa da mulher”. Afirmou que fez projetos de lei e discutiu sobre saúde da mulher, violência contra a mulher e fez parte da CPI do feminicídio que resultou na criação da Delegacia da Mulher inaugurada recentemente pelo Estado, através da Polícia Civil.

Emanuel destacou que criou a Secretaria da Mulher e falou de outras ações para o público feminino já em anddamento em sua gestão.  Citou, inclusive, que existe uma ala exclusiva para tendimento das mulheres vítimas de violência, dentro do Hospital Municipal de Cuiabá.

Ambos os candidatos também falaram sobre transporte público, gastos com os pontos de ônibus e terminais inaugurados na gestão de Emanuel Pinheiro. Abílio fez críticas alegando que alguns terminais estão “abandonados” e que o atual prefeito sequer sabe o valor gasto com a manutenção das estruturas, inclusive com a instalação de placas solares. Pinheiro rebateu e afirmou que Abílio desconhece sobre os avanços e melhorias porque ele não usa o trasnporte público em Cuiabá.

Emanuel falou dos benefícios para os usuários do transporte coletivo em 3 estações já instaladas com utilização de placas solares e disse que administra para o povo, pela inclusão social e que se for reeleito,  em 2021 vai implantar outras unidades do transporte coletivo nos moldes dos atuais. Abílio disse que tudo não passa de propaganda, que os terminais de ônibus inaugurados não fucionam corretamente, apresentam problemas e que o prefeito desconhece os custos de manutenção e operação.

Eles também fizeram perguntas entre si sobre os investimentos e políticas para a causa animal. Cada um afirmou ter projetos e ações que serão implementadas ou melhoradas. Abílio discordou e alegou que Emanuel pouco e nada fez para o bem estar animal, a não ser promessas e obras anunciadas, mas não executadas.

Emanuel rebateu e criticou a atuação parlamentar de Abílio. “Quem não fez em quatro anos na Câmara não vai fazer na Prefeitura, chega de lero lero”, disse Emanuel, ao dizer que ele sim apresentou 7 leis para a causa animal quando era deputado estadual. Como prefeito criou a diretoria de bem estar animal e vai fazer o Hospital Veretinário Público. Abílio acusou Emanuel de não cumprir e não destinar recursos para o fundo de proteção à causa animal e lembrou que vereador não tem autonomia para fazer nada,  a nao ser legislar e propor.

PANDEMIA

Abilio Júnior questionou o prefeito e candidato à reeleição sobre o destino de R$ 162 milhões vindos do Governo Federal para ações de enfrentamento à Covid-19 em Cuiabá. Emanuel disse que o valor citado foi para todo o Brasil e não apenas para Cuiabá. Citou que investiou em medicanentos, readequou unidades e criou 40 leitos no Hospital São Benedito. Também transformou uma unidade básica de saúde em local exclusivo para atendimento de pacientes com Covid.

Abílio alegou que ser foi eleito prefeito a partir de 2021, o dinheiro que vier para a Covid-19, gastará com ações preventivas e não irá fazer “maquiagem”, como alega que Emanuel faz. Prometeu não fechar o comércio e nem igrejas e nem anunciar rodizio de veículos, iniciativa que Emanuel chegou a propor num decreto, mas recuou no mesmo dia diante de uma “chuva” de críticas recebidas. “Vamos tomar medidas inteligentes de infraestrutura na área da saúde”, disse Abílio, cutudando Emanuel de forma discreta. Por sua vez, Pinheiro citou outras ações, garantiu que a Prefeitura saiu na frente com responsabilidade e não deixou de lado pacientes que precisavam de outros tipos de atendimento.

COMBATE À CORRUPÇÃO

Abílio Júnior questionou Emanuel sobre o que fez para combater a corrupão. O prefeito afirmou que “não houve corrupção em sua gestão”. Disse que as denúncias não afetaram ele diretamente, lembrou que o processo que resultou na prisão de um secretário foi originado na gestão de Mauro Mendes (DEM), hoje governador que está apoiando Abílio. Alegou ainda que as investigações não chegaram nele e “nem atingiram comprovadamente” os secretários que foram afastados e seguem sendo investigados ou processados, mas sem qualquer condenação.

Abílio contestou a postura de Emanuel citando os afastamentos do procurador Marcus Brito, Alex Passos (educação), Huark Douglas Correia (Saúde), todos investigados, por suspeita de corrupção e superfaturamento em compras. Ressaltou que conseguiu aprovar relatório na Câmara, na CPI da Saúde que resultou depois na Operação Sangria em março de 2019, deflagrada pela Polícia Civil para investigar suposto esquema de desvio na saúde que na época comandada por Huark Correia.

Emanuel  contestou dizendo que o relatório da Sangria partiu do Ministério Público  e não de Abílio que tenta se passar por “herói” e levar créditos por ações que não partiram dele. Reafirmou que um contrato foi da época de Mauro  Mendes e que que Marioneide Kliemaschewsk, recentemente saiu da Secretaria Estadual de Educação, no governo de Mauro Mendes. Esse contrato seria da gestão dela enquantos secretária municipal na gestão de Mendes enquanto prefeito de Cuiabá, entre 2013 e 2016.

OUTRAS PROPOSTAS

Os candidatos também falaram de propostas para a educação infantil, investimentos na área e o que pretendem fazer em caso de vitória nas urnas no próximo domingo. Também falaram de gestão de emprego e renda e propostas para socorrer, a partir de 2021,  empresários prejudicados pela pandemia da Covid-19.

O tema habitação também entrou no debate sendo citado em perguntas e respostas por ambos os candidatos. Nesse quesito Abílio acusou Emanuel de só ter dado continuidade a conjuntos habitacionais iniciados por outros gestores, mas por ter sido provocado pelo Ministério Público. Por sua vez, Pinheiro afirmou que entregou 3 conjuntos habitacionais (Nico Baracat I, II e III) por mérito dele e articulação do filho, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PTB), em Brasília.

Eles também falaram de infraestrutura, saneamento básico, saúde pública e políticas para idosos e pessoas deficientes. Entre cutucadas leves, cada um afirmou ter as melhores propostas para essas áreas. Ao final, na despedida e agradecimento, Abílio Júniro elogiou a emissora e falou que foi um espaço democrático, deixando uma crítica velada à TV Vila Real, que ele fez vários ataques no debate realizado no horário do almoço, alegando que foi uma “cilada” armada para prejudicá-lo.

Abílio argumentou que no último debate foi possível mostrar serenidade e propostas. “Quero dizer que a corrupção mata todo mundo, e pra mudar e acabar com a corrupão tem que votar 19, Abílio e Wellaton”, finalizou.

Emanuel Pinheiro,  pediu ao eleitor para comparar os candidatos, a experiência, capacidade de cada um e ver quem tem mais capacidade, experiência e competência para adminstar a Capital.  Ele se colocou como o mais preparado e capaz de proporcionar uma Cuiabá mais inclusiva e finalizou pedindo que o eleitor vote no 15 no próximo domingo.

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Emanuel Pinheiro derrota “fantasma do paletó” e é reeleito prefeito de Cuiabá

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Com um placar apertado, de 51,16% e 48,84%, num fato que entra para a história da política cuiabana como a primeira disputa na qual o menos votado no 1º turno foi eleito de virada no 2º turno, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) vai comandar o Palácio Alencastro por mais 4 anos. A reeleição do emedebista significa também a derrota do governador Mauro Mendes (DEM) e dos candidatos já derrotados no 1º turno, Gisela Simona (PROS) e Roberto França (Patriotas), pois todos apoiaram a candidatura de Abílio Brunini (Podemos).

Apesar dos números apertados, Emanuel Pinheiro liderou a apuração do começo ao fim. Ou seja, em nenhum momento o candidato do Podemos esteve à frente durante a totalização dos votos.

Isso significa que a partir de 2021, Abílio e seu candidato a vice, Felipe Wellaton (Cidadania), ambos vereadores, não terão qualquer mandato eletivo. No decorrer da campanha, principalmente no segundo turno, eles já davam como certa a vitória nas urnas, baseados nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Inclusive, durante debates, Abílio e Wellaton ignoravam boa parte dos sites e portais de notícias se recusando a conceder entrevistas.

E prometiam, a partir de 2021, se fossem eleitos, acabar com o que eles chamavam de “mamata” da imprensa, ameaçando cortar verbas da Prefeitura de Cuiabá destinada ao pagamento de campanhas institucionais e propagandas relativas à gestão e prestação de contas.

O maior desafio do prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe de marketing e campanha foi administrar a crise de imagem provocada pelo “escândalo do paletó”, pois o vídeo do emedebista recebendo maços de dinheiro e colocando no bolson o paletó em 2013 quando era deputado estadual, foi amplamente utilizado durante a campanha nos dois turnos.

Ainda na primeira parte da eleição, Abílio, Gisela e França exploraram exaustivamente a pecha de “corrupto” contra Emanuel Pinheiro o acusado de ser o “símbolo nacional da corrupção”.

No segundo turno, uma das estratégias da equipe de Emanuel foi falar abertamente sobre o “caso paletó” e, para isso, o próprio prefeito gravou um vídeo pedindo desculpas e afirmando que se envergonhava das cenas divulgadas, segundo ele, “fora do contexto”. O emedebista sustentou que o dinheiro que ele recebia era do irmão, Popó Pinheiro, resultado de dívida de pesquisa eleitoral junto ao então governador Silval Barbosa. O vídeo foi usado na propaganda eleitoral de Emanuel Pinheiro na TV, no rádio e nas redes sociais.

Por outro lado, a equipe do emedebista também passou a jogar com as “mesmas armas” do adversário, procurando desqualificá-lo e afimando que Abílio também estava envolvido em episódios de corrupção. Para isso, exploraram episódios de nomeação de parentes do vereador na Assembleia Legilativa, mas sem de fato trabalhar, afirmando que ele tinha parentes “fantasmas” no Legislativo Estadual.

Exploraram também a questão a atuação de Abílio Júnior enquanto vereador por Cuiabá, citando servidores comissionados e utilização de toda a verba indenizatória, sem fazer qualquer corte ou redução.

A partir de 2021, Emanuel terá como desafio construir uma boa relação na Câmara de Cuiabá, onde 11 de seus antigos aliados não foram reeleitos e também continua respondendo na Justiça ao processo penal contra ele relativo ao vídeo do dinheiro no paletó.

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Eleições 2020

Emanuel vira o jogo e é reeleito prefeito de Cuiabá

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Emanuel Pinheiro (MDB) foi reeleito prefeito de Cuiabá. Com 94,95% das urnas apuradas, ele já recebeu 128.453, o que representa 51,13% do total. Ele enfrentou no segundo turno seu adversário Abílio (Podemos) que teve 122.796 votos, ficando com 48,87% dos votos válidos. Embora as urnas não tenham totalmente apuradas, a quantidade de urnas a serem apuradas não permitem a recuperação de Abílio.

O emedebista conseguiu virar o jogo na nova fase da eleição. Isso porque no primeiro turno, ele ficou em segundo lugar com 30,64% do total de votos válidos. Já Abílio recebeu mais de 90 mil votos, ficando na primeira colocação, com contra 33,72% da preferência eleitoral.

Nenhum dos candidatos derrotados manifestou apoio ao emedebista. No entanto, ele conseguiu apoio de sindicatos dos servidores públicos estaduais e municipais, lideranças do PT, do ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Progressista) e alguns filiados do PSL e Patriotas.

Pinheiro buscou a reeleição, com apoio de 11 partidos, e tendo seu ex-secretário José Roberto Stopa (PV) como candidato a vice. Além da sua própria sigla, compõem a coligação “A mudança merece continuar” os partidos PP, PV, PSDB, PL, PTC, PCdoB, PMB, PTB, Republicanos e Solidariedade. Seu plano de governo é uma proposta de continuidade e correção das falhas detectadas no primeiro mandato.

Emanuel Pinheiro foi eleito em 2016 como prefeito de Cuiabá. Desde o primeiro ano de seu mandato enfrenta o “fantasma” chamado paletó. O vídeo em que mostra Emanuel colocando maços de dinheiro no paletó repercutiu nacionalmente. Ele alega que o dinheiro era dívida que o ex-governador Silval Barbosa tinha com seu irmão, no entanto, delatores alegam que era propina.

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