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Economia

AL debate liberalismo econômico

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FolhaMax

Uma economia com pouca ou nenhuma interferência de governos, com incentivo à livre concorrência, onde o próprio mercado irá produzir, fixar preços, controlar a qualidade da produção e, consequentemente, a sobrevivência de empresas e indústrias. Este é apenas um resumo básico do conceito de liberalismo econômico, que tem nos economistas Adam Smith, Ludwig Von Mises e Friedrich Hayek, uns de seus principais expoentes.

E é para discutir este modelo econômico que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado estadual Ulysses Moraes (DC), realizará no próximo dia 18 de junho, às 9h, uma audiência pública, com o tema “Liberdade Econômica para Mato Grosso”, no auditório Deputado Milton Figueiredo, na sede do Legislativo estadual.

Entre os pontos que serão abordados na audiência pública estão as burocracias e os entraves governamentais que influenciam diretamente no funcionamento de empresas em Mato Grosso e todo o país. Recentemente, o Governo Federal lançou uma Medida Provisória para fomentar a liberdade econômica no Brasil. Um dos objetivos de Ulysses Moraes é trazer este debate para o âmbito estadual e como esta medida pode ser aplicada na economia mato-grossense.

“A Medida Provisória representou um grande avanço ao país, mas ainda precisa ser reafirmada nas legislações estaduais e municipais para que consigamos, de fato, fazer com que estes benefícios sejam efetivados em todas as esferas”, afirma Ulysses.

Também será apresentado na ocasião o Destrava MT, um dispositivo que prevê a revogação de várias leis, portarias e resoluções presentes em Mato Grosso em diversos segmentos, que atrapalham as empresas e burocratizam e brecam o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

“O Destrava será um programa aberto para que toda a sociedade possa indicar os gargalos que atrapalham o desenvolvimento do estado. A partir daí, iremos propor alterações e “revogaços” destas legislações, liberando o indivíduo para empreender e gerar riqueza no nosso estado”, explicou.

O encontro terá a participação do fundador do Instituto Millenium e atual presidente do Instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão. Ele é membro do conselho de administração da Le Lis Blanc, Metalfrio e sócio-proprietário da Ultrapar, grupo controlador dos Postos Ipiranga, UItragaz, Oxiteno, Ultracarga e Extrafarma.

Também participará da audiência pública o coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, Vladimir Maciel. Graduado em economia pela Universidade de São Paulo (USP), o professor possui mestrado e doutorado pela Fundação Getúlio Vargas, além de um estágio doutoral no Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das principais universidades americanas.

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Economia

Brasil e Argentina concluem acordo de homologação de veículos

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O Brasil e a Argentina concluíram a negociação de um acordo para reconhecerem mutuamente as normas de segurança de veículos, anunciaram hoje (30) à noite os ministérios da Economia, da Infraestrutura e das Relações Exteriores. O acordo será assinado em julho por autoridades dos dois países.

Por meio da homologação veicular, os órgãos máximos de trânsito atestam a conformidade dos veículos a normas de segurança e autorizam a circulação no país. Com o acordo, o Brasil reconhecerá a aprovação de um modelo de veículo produzido na Argentina, com o país vizinho fazendo o mesmo com os veículos montados no Brasil.

O acordo, informou o comunicado, facilitará o comércio de veículos entre Brasil e Argentina, reduzindo custos e prazos. “O reconhecimento mútuo de homologações veiculares favorece o desenvolvimento do setor automotivo nos dois países e o incremento dos fluxos de comércio, além de conferir mais previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos”, destacou a nota.

Com a homologação, o governo brasileiro reconhecerá a Licença para Configuração de Modelo emitida pelo Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Argentina. O país vizinho reconhecerá o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito, emitido pela Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura brasileiro.

Num primeiro momento, o acordo cobrirá cerca de 80% dos itens de segurança de veículos leves de passageiro e leves de carga (categorias M1 e N1, respectivamente). Está prevista a ampliação de itens e a inclusão de novas categorias de veículos, como ônibus e caminhões. Os dois governos pretendem estender o acordo às autopeças.

“O acordo vai ao encontro dos interesses dos setores produtivos dos dois países, que já destacaram em outras oportunidades os benefícios de uma aproximação ainda maior entre Brasil e Argentina, destacando-se a criação de oportunidade para ganhos de competitividade e a otimização de custos e investimento, num setor que possui uma participação significativa no comércio bilateral”, concluiu a nota conjunta.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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Economia

Dólar sobe 10,03% em junho e tem maior alta mensal desde março de 2020

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Em meio a temores por uma recessão internacional e a tensões internas no Brasil, o mercado financeiro teve o mês mais turbulento desde o início da pandemia de covid-19. O dólar teve a maior alta mensal; e a bolsa, a pior queda para um mês em mais de dois anos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) vendido a R$ 5,235, com alta de R$ 0,042 (+0,81%). A moeda norte-americana teve um dia de forte volatilidade, subindo para R$ 5,27 no início das negociações, caindo para R$ 5,18 durante a tarde e voltando a subir perto do fim das negociações.

Com o desempenho de hoje o dólar encerrou junho com alta de 10,03%, a maior alta mensal desde março de 2020, quando a cotação tinha subido 15.92%. Apesar da alta deste mês, a divisa acumula recuo de 6,11% em 2022.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 98.542 pontos, com recuo de 1,08%. O indicador caiu 11,5% em junho, com o pior desempenho mensal desde março de 2020. A bolsa perdeu 17,88% no trimestre, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2020.

Tanto fatores internos como externos contribuíram para a turbulência no mercado financeiro nesta quinta-feira. No plano internacional, as bolsas norte-americanas tiveram forte queda hoje. Os índices de Wall Street tiveram o pior semestre desde 1970.

O mercado global teve um mês instável, em meio aos temores de que a maior economia do planeta entre em recessão após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumentar os juros básicos em 0,75 ponto percentual no início do mês. Atualmente, a inflação nos Estados Unidos está no maior nível desde 1981.

No mercado interno, os investidores estão receosos com a votação da proposta de emenda à Constituição que amplia o Auxílio Brasil para R$ 600, eleva o valor do Auxílio Gás e cria benefícios para caminhoneiros e outras categorias. Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu aval para a criação de um auxílio para taxistas, que elevará o impacto da proposta de R$ 38,75 bilhões para R$ 41,25 bilhões no Orçamento deste ano. O texto está sendo votado nesta noite pelo Senado.

* Com informações da Reuters

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Economia

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