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Andressa Urach conta ‘lavagem cerebral’ da Universal para conseguir doações

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Andressa Urach diz que está vivendo à base de calmantes e que só não se mata por causa do filho
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Andressa Urach diz que está vivendo à base de calmantes e que só não se mata por causa do filho


Enganada, usada, lesada e traída. Andressa Urach vem de uma família que há mais de 30 anos frequenta a igreja Universal e jamais pensou que fosse descer ao inferno justamente por querer dar o seu ‘tudo para Deus’. “

Existem períodos dentro da igreja, que se chamam Fogueira Santa. Neles, eles induzem as pessoas a darem tudo o que elas têm pra Deus, que você tem que dar mais para Deus do que para você. Que você tem que tirar o chão dos seus pés, que você tem que ficar na total dependência de Deus. Que você tem que dar o que você mais gosta, o que mais ama da parte financeira, para poder ajudar a obra de Deus”, relata a modelo e empresária em conversa exclusiva com a coluna.


Andressa revela ainda que não pensava em mais nada quando fazia as doações. Ela começou a abrir os olhos quando o dinheiro acabou, pois o tratamento passou a ser outro. “A partir do momento que secou o dinheiro e eu não tinha mais de onde tirar, eu fui excluída. Então, eu vi que eles não se preocupavam com alma nenhuma, só com o dinheiro. Se tivessem se preocupado com a minha alma, não teriam me sugado até o último centavo e me descartado como um lixo, porque foi assim que eu me senti”.

A modelo rompeu com a Universal em novembro passado e agora entrou na Justiça pedindo as doações de volta. “Eu quero ter condições financeiras de poder dar uma faculdade para meu filho, porque nem nisso eu pensei quando eu doei o meu tudo”.

Por que você decidiu processar a universal?

Porque eu vi que eu fui enganada, que eles não estão preocupados com a minha alma e que é muito difícil você conquistar as coisas. Passei por muita necessidade financeira nos últimos meses e vi que o que eles falavam não aconteceu, porque eles pregam muito dizendo que o altar não deve nada a ninguém.

E eu vi que eu fui enganada com tudo o que eles falavam. A única coisa que eu quero é Justiça. É ter condições financeiras de poder dar uma faculdade para o meu filho, porque nem nisso eu pensei. Não pensei em absolutamente nada. Eu queria dar meu tudo pra Deus e hoje eu vejo que Deus não quer nosso dinheiro e que dinheiro não tem nada a ver com Deus.

Acho que você cobrar, falar para as pessoas que é pra dar o seu tudo pra Deus é muito perigoso, porque muitas pessoas, dentro e fora do Brasil, devem estar lesadas como eu estou. Então eu acho que hoje eu represento muitas pessoas no Brasil e fora do Brasil, que talvez não tenham nem uma casa para morar, porque em amor a Deus deram seu tudo e hoje estão ainda no fundo do poço, como eu estive nesses últimos meses.

Você escolheu a dedo um advogado que já batalhou com a igreja na Justiça antes e ganhou? Ou estou errada?

Escolhi esse advogado porque ele mora aqui no Rio Grande do Sul, então é mais fácil da gente trabalhar. E também porque ele já ganhou causas na justiça contra a igreja. Então ele entende do assunto e é um advogado corajoso de enfrentar a igreja. Foi escolhido por desempenhar um ótimo trabalho como advogado.

Como eram feitas essas doações?

Essas doações mais expressivas eram feitas praticamente a cada seis meses. Existem períodos dentro da igreja, que se chamam Fogueira Santa. Nesse período, eles induzem as pessoas a darem tudo que elas têm pra Deus, que você tem que dar mais pra Deus do que para você.

Que você tem que tirar o chão dos seus pés, que você tem que ficar na total dependência de Deus. Que você tem que dar o que você mais gosta, o que mais ama da parte financeira para poder ajudar a obra de Deus. É isso que eles falam, que Jesus tem que voltar, então a igreja precisa dessas doações para crescer.

Dizem que o teu tudo pra Deus vai salvar muitas almas e eu acreditava nisso. Mas eu vi que quando meu dinheiro acabou, mudou totalmente o tratamento em relação a mim e eles não se preocuparam em nenhum momento com a minha alma, porque se tivessem se preocupado, não teriam me sugado até o último centavo e me descartado como um lixo, porque foi assim que eu me senti. Enquanto tinha muito dinheiro na conta eu era tratada de uma maneira e a partir do momento que secou o dinheiro e eu não tinha mais de onde tirar, eu fui excluída. Então eu vi que eles não se preocupavam com alma nenhuma, só com o dinheiro.

Você viu?

Você se sentiu enganada ou lesada?

Sim. Me senti muito enganada e lesada, porque eu vi que quando eu não tinha mais dinheiro algum, ninguém mais veio me ajudar, me orientar espiritualmente ou perguntar simplesmente se eu estava precisando de um gás para fazer comida pro meu filho. O meses de setembro a novembro foram os piores da minha vida nos últimos anos, porque eu me senti usada, traída, fiquei muito machucada. Eu não tinha condições financeiras nenhuma, porque até meu último salário eu tinha dado na igreja.

Eu já estava negativa no banco e eles nem aí, não estavam preocupados comigo, com meu filho ou com a minha alma, como eles sempre pregavam. Eu me senti um objeto.

Em que momento você percebeu que estava sem dinheiro, sem amparo e resolveu procurar um advogado?

Na verdade, eu estava cega todos esses anos. Eu acreditava muito no que eles falavam. Tinha esperança que eles pudessem me devolver uma parte das doações para que eu pudesse me virar. Eu fui demitida da Record antes do tempo, porque eu tinha contrato até março, e fui demitida com uma mão na frente e outra atrás porque eu assinei o contrato e não vi que não tinha multa rescisória.

Fora que eu tinha doado na última Fogueira Santa, meses atrás, todo o meu salário, o meu carro, porque eu tinha ainda um I30 blindado, e eu tinha doado. Então fiquei sem carro, tive que financiar outro, em 60 vezes de R$ 1 mil, porque eu tinha dado o meu tudo pra Deus. Já tinha ido mais de R$ 2 milhões em Fogueira Santa nos últimos dois anos e quando eu vi que eles me demitiram com uma mão na frente e outra atrás e me ignoraram, eu implorei para eles me devolverem pelo menos uma parte das doações pra que eu pudesse abrir uma pequena empresa e pudesse me sustentar. Eu não sabia nem por onde começar, porque a minha vida era a Igreja, foram seis anos dedicados à Igreja. Eu sonhava ser missionária, então quando me dei conta de que eu tinha sido sugada e depois passei a não ser mais útil para eles, eu me vi no fundo do poço sem o carinho, o amor e o amparo deles e, principalmente sem a preocupação com a minha alma, como tanto eles pregavam. Isso foi o que mais me machucou.

Conhece outras pessoas que foram lesadas pela igreja? >Existem muitas pessoas que foram lá para ouvir falar de Deus, para receber um conforto. Normalmente pessoas que estão sofrendo em desespero e acreditam que Deus vai fazer um milagre a partir do momento que elas deem o tudo delas pra Deus, só que eu vejo que Deus não é mágico, não faz cair dinheiro na cabeça da gente do nada. E eu vivi isso nos últimos meses. Deus não tem obrigação nenhuma de nos dar nada. Nós temos que trabalhar e correr atrás. São poucas as pessoas que realmente vão te ajudar no momento em que você mais precisa. Quais argumentos eram usados para te convencer a fazer essas doações para a igreja? Eles usam muito a palavra de Deus, alguns versículos isolados da Bíblia. Exemplo: Abraão deu Isaac, que era o próprio filho, para Deus e depois Deus devolveu o Isaac vivo para ele. Eles usam também algumas histórias da Bíblia para dizer que você tem que dar o tudo pra Deus, que tem que tirar o chão dos seus pais, que você tem que ficar na total dependência de Deus. São palavras que induzem a gente a realmente dar tudo pra Deus e, no fundo, nos traz um temor, porque é como se no fundo você não fizesse esse sacrifício pra Deus, era como se você não fosse digno pra Deus. Então você se sente sutilmente manipulado e induzido a ficar no zero, acreditando que Deus vai um dia, de alguma maneira, te restituir, nem que seja no céu. Mas sabendo que o altar não deve nada a ninguém e que ninguém vai te desamparar, na teoria.

Você se arrepende de ter entrado na Igreja Universal?

A minha família inteira frequenta a Igreja Universal há mais de 30 anos. Todas essas pessoas que estão lá dentro, na verdade, elas estão cegas, porque elas são movidas às pregações onde a gente é induzido a não frequentar outras igrejas. Então a gente acaba ficando muito preso, até com medo de ser rebelde, porque eles falam muito que Lúcifer foi rebelde.

Então você acaba tendo medo de sair da Igreja e virar Lúcifer. Eles usam muito a palavra dizendo que você vai ficar endemoniado, que você vai ficar sete vezes pior do que quando você chegou à Igreja. Existem pregações utilizando a Bíblia e o Velho Testamento, que faz com que você fique com medo até de não frequentar a igreja. Se eles estivessem preocupados com a minha alma, eles tinham me devolvido pelo menos uns R$ 100 mil desses R$ 2 milhões que eu doei para eu abrir uma empresa pra mim.

Acredita que você vem sendo alvo de algum tipo de perseguição por parte da igreja?

Já vi no Facebook de um pastor da igreja falando de mim e usando a minha imagem, porque eles costumam falar mal de todas as pessoas que saem da igreja. Falam mal de ex-pastores, de ex-esposas de pastores, de ex-obreiros. Falam muito mal de todos que saem, porque acham que só a Igreja Universal que vai levar à salvação.

Falam que os ex-pastores e ex-obreiros são caídos, então eu acredito que não seja só eu que eles falam mal e sim de todas as pessoas que um dia serviram à obra de Deus dentro da Universal e depois saiu. Para eles, a gente acaba sendo como Lúcifer, que foi rebelde, que não obedeceu, porque eles ensinam a gente a dizer amém para tudo. Eu represento muitas pessoas que passaram o que eu passei.

Quando você comunicou que deixaria a igreja e disse que queria seu dinheiro de volta, o que eles disseram? Qual foi a reação da igreja?

No início eles disseram que iriam me devolver pelo menos uma parte, porque eu expliquei que eu tinha dado toda a minha aplicação, porque eu tinha R$ 1 milhão aplicado e eu me sustentava com a renda desse dinheiro.

Quando eu expliquei que eu tinha doado tudo, mostrei todos os carros que doei: a Porsh, a Land Rover, tudo e a única coisa que faltou doar, e que não foi doada por pouco, foi a minha casa. Eu sonhava fazer a obra de Deus e eles falam que para você ser missionária ou pastor dentro da Igreja Universal você não pode ter nada no seu nome, só as suas roupas.

Então eu sonhava servir a Deus e tinha feito até exame de sangue para entrar na obra de Deus. Eu fazia aulas de missionária para futuramente servir a Deus. No início falaram que iam me devolver o dinheiro e chegaram a me chamar lá. Eu fui, mostrei todos os documentos e provas das doações. Eles iam me devolver, mas houve provavelmente uma conversa interna com os líderes da igreja e houve a decisão de não me devolver porque iriam abrir precedentes para outras pessoas pedirem de volta suas doações.

Me disseram que se talvez eu tivesse ficado quieta e não falado nada, talvez eles me devolvessem. Mas como eu acabei demonstrando a minha indignação na imprensa sobre o que estava acontecendo, eles não teriam como me devolver. Fiquei muito mal. Se não fosse meu marido pagar as contas e o meu amigo Cacau me emprestar dinheiro, eu certamente nem sei o que teria acontecido naquele ato de desespero que eu estava.

Fonte: IG GENTE

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Imprensa repercute morte do jornalista Aloy Jupiara, vítima da Covid-19

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Aloy Jupiara
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Aloy Jupiara


Desde a madrugada e ao longo de toda terça-feira (13), veículos de TV, rádio e mídia online repercutiram a morte do jornalista Aloy Jupiara. Aos 56 anos de idade, o editor-chefe do jornal O Dia foi uma das vítimaa da Covid-19.

Aloy estava internado desde o dia 29 de março na unidade de terapia intensiva do Hospital São Francisco, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Além do cargo no jornal O Dia, Aloy Jupiara era conhecido por ser autor dos livros “Os Porões da Contravenção” e “Deus Tenha Misericórdia Dessa Nação”, ambos em parceria com o jornalista Chico Otavio.

No jornal O Globo, Aloy participou do júri do prêmio Estandarte de Ouro e era membro do Conselho Deliberativo do Museu do Samba. Ele participou também da elaboração do dossiê ‘Matrizes do samba no Rio de Janeiro’, para registro do samba como patrimônio cultural do Brasil.

O jornalista foi lembrado em vários programas de várias emissoras, entre elas Globo, GloboNews, TV Brasil e rádio CBN. Veja um pequeno compilado da repercussão:


Fonte: IG GENTE

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Regina Casé posta vídeo de mãe de Paulo Gustavo cantando no ‘Esquenta’

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Paulo Gustavo e sua mãe, Déa Lucia
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Paulo Gustavo e sua mãe, Déa Lucia


A atriz Regina Casé postou nesta terça-feira (13), em seu Instagram, um vídeo da mãe de Paulo Gustavo cantando no programa ‘Esquenta’.  O humorista está internado desde o dia 13 de março em estado grave por causa da Covid-19.

“Achei esse vídeo que é uma joia para alguém como eu que está com muita saudade do Paulo Gustavo… Agora, isso que é amor de mãe né? Todo mundo sabe que ele não ia ser isso tudo se não tivesse uma mãe dessas né? Realmente essa mãe é uma peça!”, escreveu a atriz, fazendo referência à novela ‘Amor de Mãe’ e ao filme ‘Minha Mãe é Uma Peça’, de Paulo Gustavo.

“Queridos, amo muito vocês! Estamos juntos rezando e torcendo para voltar a ter toda essa alegria!!!”, finalizou na legenda.

“Vim aqui te dar um beijo e trazer minha mãe pra conhecer você! Ela é sua fã e nos dia das mãe queria dar de presente ela conhecer você, assim já me livro e não preciso gastar dinheiro com nada”, brincou Paulo Gustavo na ocasião.

Assista à mãe de Paulo Gustavo cantando ‘A Voz do Morro’:


Fonte: IG GENTE

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