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Deputados federais de MT custaram R$ 554 mil em 126 dias

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Gazeta Digital

Os 9 deputados federais de Mato Grosso na Câmara dos Deputados, contando os 8 eleitos e um suplente que está na vaga atualmente, gastaram R$ 556 mil em 126 dias (1º de fevereiro a 06 de junho) apenas em cota parlamentar. Por mês, cada parlamentar teve direito a R$ 39.428,03, para gastos com passagens aéreas, combustível, divulgação da atividade parlamentar, hospedagem fora de Brasília, entre outros gastos durante o trabalho dos deputados.

No valor total dos gastos que já foram apresentadas notas e tiveram o reembolso garantido – por isso os dados podem variar a cada dia – quem mais gastou foi o líder da bancada de Mato Grosso, Neri Geller (PP), com R$ 123.335,80. No outro lado do ranking, Nelson Barbudo (PSL) foi o que menos gastou, com R$ 15.551.

Para detalhar um pouco mais os gastos dos parlamentares separamos os pagamentos por áreas de maior dinheiro investido: manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar, passagens aéreas, combustível, divulgação da atividade parlamentar e locação de veículos.

Com relação à manutenção de escritório de apoio, ou seja, escritório em Mato Grosso, 4 deputados possuem locais de trabalho alugados: José Medeiros (PODE), com aluguel de R$ 3.500, Juarez Costa (MDB), com aluguel de R$ 2.700, Neri Geller, locação de imóvel por R$ 3.000, e Rosa Neide (PT), com escritório alugado por R$ 4.000 ao mês.

Já no gasto total com os escritórios, incluindo os parlamentares que possuem ou não sala alugada, quem mais gastou no período foi Rosa Neide, com R$ 16.432,40, e quem menos usou a cota parlamentar nesse item foi Nelson Barbudo, com R$ 3.718,44. Valtenir Pereira (MDB), que é suplente de Carlos Bezerra (MDB) não destinou nenhum recurso para esse fim.

Quando o assunto é a divulgação da atividade parlamentar, quem mais gastou foi Geller, com R$ 50.000, utilizados para pagamento de empresas de marketing e assessoria. Barbudo gastou apenas R$ 1.000 para esse fim e Medeiros, Juarez e Valtenir não aplicaram dinheiro em divulgação.

Sobre o aluguel de carros, Juarez foi o que usou maior valor, com R$ 33.900. O menor valor gasto foi de Emanuelzinho (PTB), com R$ 4.326,91. Barbudo, Valtenir e Medeiros não destinaram dinheiro para esse tipo de gasto.

Para o abastecimento de veículos, que teve maior gasto foi Medeiros, com R$ 17.415,80, e o menor valor declarado foi de Nelson Barbudo, que utilizou R$ 3.718,44 para esse fim.

Já em relação às passagens aéreas, Rosa Neide lidera os gastos, com R$ 31.724,68. Valtenir foi o que teve menor valor divulgado no período, R$ 4.117,26, porém, estando há 99 dias no cargo, 27 a menos que os outros, a tendência é que gaste menos. Além dele, quem gastou pouco nesse quesito foi Nelson Barbudo, com R$ 5.495,78.

Resultados práticos
Um dos itens para se mensurar o trabalho de um parlamentar são as propostas por ele apresentadas, ou seja, se depois do recurso gasto houve algum resultado. Nesses 126 dias, Dr. Leonardo (SD) gastou R$ 39.038,64 e apresentou 36 propostas; Emanuelzinho gastou R$ 34.884,27 e apresentou 20 propostas; Juarez Costa teve uma proposta com gasto de R$ 88.756,55; José Medeiros apresentou 99 propostas e gastou R$ 55.677,45.

Já Nelson Barbudo teve 75 propostas e gasto de R$ 15.551; Neri Geller, líder da bancada de Mato Grosso, apresentou uma única proposta e gastou R$ 125.335,80; Rosa Neide gastou R$ 109.636,81 e teve 63 propostas; Valtenir Pereira teve 60 propostas e gasto de R$ 69.405,62. Mesmo com poucos dias de atuação, Calos Bezerra gastou R$ 17.203,60 e teve 32 propostas na atual legislatura.

Confira os gastos dos parlamentares de MT

Gastos deputados 2

Arte: Aron Robalo

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Sexto episódio do “Palco pra 2” traz novos nomes da cena musical de MT

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Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

O projeto “Palco pra 2” chega ao sexto episódio divulgando artistas autorais de Mato Grosso. Originalidade e encontros musicais marcam as participações de representantes da música popular brasileira produzida em Mato Grosso. Na edição que vai ao ar neste sábado (2), os convidados são Bia Trindade e Heitor Mattos. O programa é exibido às 12h30 e 18h30, com reprises nos seguintes dias: domingo (11h30 / 21h), terça (12h30 / 22h), sexta (12h30 / 22h).

Beatriz Vitória Trindade Alves ou simplesmente Bia Trindade tem 20 anos de idade, mas já acumula experiência e vivências musicais que a colocam em destaque na cena musical de MT. Bia participou, em 2021, do ‘The Voice Brasil’ (TV Globo) e, em fevereiro deste ano, a artista lançou seu primeiro extended play (EP) intitulado “Sempre quero mais”.

Com músicas que vão desde o pop à bossa nova, a cantora afirma que leva para os palcos muitas verdades por meio das suas composições e a própria busca por sua identidade artística. “Viver da arte e ser identificada por meio dela é meu maior desejo”, afirma.

Para marcar esse momento, ela conta, durante a gravação, que trouxe para o palco do programa uma composição nova. “Quis aproveitar essa oportunidade para divulgar uma música nova que estou acrescentando ao repertório e que pretendo lançar em breve”, adiantou animada.

O músico cuiabano Heitor Mattos, de 21 anos, é outro nome que desponta como referência por sua sonoridade e composições. “Gosto de experimentar muitas coisas diferentes, timbres e ritmos. A banda que me acompanha me ajuda a criar com autenticidade e ir colocando uma identidade às composições”, revela.

Suas produções autorais já ocuparam diversos palcos da capital e consolidou seu trabalho musical. “Estar no palco é dos momentos mais importantes e precisa ter muita sintonia com a banda para entregar ao público a arte que fazemos”, avalia.

Sobre a participação no projeto, Heitor considera importante a oportunidade e as parcerias que ele proporciona. “É um privilégio poder subir nesse palco e dividir o meu som, que é único, com a arte de outra artista autoral e que admiro muito”, afirma.

Fonte: ALMT

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Deputados vão propor suspensão da tramitação de projeto que altera legislação sobre o Pantanal

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Foto: Ronaldo Mazza

Após audiência pública realizada na manhã de quinta-feira (30), o deputado Lúdio Cabral (PT) vai recomendar a suspensão da tramitação do Projeto de Lei 561/2022, que altera dispositivos da Lei 8.830/2008 para que possam apresentar emendas para conter o que ele chamou de “verdadeiras ameaças” ao Pantanal e aos povos tradicionais. Durante toda a manhã, representantes de diferentes segmentos da sociedade, como quilombolas, indígenas, pesquisadores, pecuaristas e políticos apresentaram posicionamentos e a grande parte dos presentes afirmou não ter participado da construção da proposta apresentada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O PL 561/2022, aprovada em primeira votação no plenário, propõe uma série de adequações na Lei 8.830/2008 com intuito de viabilizara pecuária extensiva, como a permissão manejo de vegetação nativa, uso do fogo, introdução de pastagem exótica e a construção de empreendimentos de infraestrutura e abastecimento. O deputado Lúdio Cabral aponta que é justamente neste ponto que a legislação abre brechas para que sejam construídas.

“A pecuária extensiva está sendo utilizada como bode expiatório. O problema concreto e bastante objetivo é a hidrovia no rio Paraguai. Se esse projeto for adiante da forma como está, e ontem o Consema debateu sobre o licenciamento de um porto no Pantanal, esse tipo de empreendimento passa a ser permitido. Nós temos que fazer ao contrário, proibir hidrovia no rio Paraguai, proibir a construção de PCH (Pequena Central Hidrelétrica), não apenas na planície alagável, mas em toda a bacia do Alto Paraguai”.

Foto: Marcos Lopes

Fora isso, um problema bastante citado ao longo da audiência pública foi à ausência dos povos tradicionais no processo de elaboração do texto. Ribeirinhos, indígenas, quilombolas e pesquisadores de outras entidades de pesquisas reclamaram que não estão contemplados e nem foram ouvidos. “Os ribeirinhos são os mais importantes, quem vivem todos os dias no Pantanal e ninguém foi lá nos ouvir. Não tem mais peixes nos rios e a culpa é da usina de Manso”, desabafou.

A líder indígena Eliane Xunakalo destacou que povos indígenas vivem no Pantanal e que isso não pode ser ignorado. “Existe um protocolo de consulta que não foi cumprido. Não é apenas vir em audiência pública, precisamos ser consultados da maneira correta”.

Representando os pecuaristas, Ricardo Arruda Figueiredo, destacou a importância da atualização legislativa para viabilizar a atividade pecuária na região. Arruda lembrou que grande parte das fazendas produtoras do Pantanal foram esvaziadas e que o rebanho bovino, que já foi de 1,2 milhão, hoje está estimado em 420 mil cabeças. “É preciso garantir a conservação do meio ambiente, mas também a sustentabilidade econômica das pessoas que vivem lá”.

Com relação à urgência na aprovação do projeto, o produtor rural destacou que eles estão no tempo limite para fazer a limpeza da vegetação combustível, visto que o período de estiagem se aproxima e há riscos de incêndios florestais. Lúdio Cabral, entretanto, destacou que um decreto de 2021 já regulamentou o manejo da vegetação e que cabe à Secretaria de Meio Ambiente (Sema) viabilizar o licenciamento para que os produtores limpem os campos.

Além de barrar a construção de empreendimentos no Pantanal, o deputado Lúdio Cabral destacou que o texto apresentado, com base no estudo feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), não traz dados importantes que estão na nota técnica da Embrapa, como limite do uso de pastagem exótica, de uso das reservas legais e do uso do fogo.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Maurren Lazzaretti, participou de forma virtual da reunião e afirmou que é possível inserir as sugestões no texto da lei ou por meio de decreto, até porque algumas situações podem mudar ao longo do ano, como o tipo de vegetação que pode ser manejada.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e destacou a necessidade de interromper o rito da tramitação do projeto para que mais atores envolvidos sejam ouvidos. “Precisamos prolongar a discussão, falar mais com as comunidades indígenas, ouvir os apicultores ouvir os pescadores, ouvir os ribeirinhos, ouvir todos que frequentam e vivem do Pantanal. Se isso não for feito, corre o risco de todo esse trabalho aqui na Assembleia ser anulado”.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Carlos Avalone (PSDB), participou do começo da audiência mas saiu antes de se posicionar sobre as manifestações apresentadas.

Fonte: ALMT

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