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Mato Grosso

Mato Grosso fecha 2020 com recorde de exportação e fica entre os 5 maiores do Brasil

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Mato Grosso fechou 2020 com recorde de exportação e terminou o ano como o 5º estado que mais exportou no Brasil. Com as vendas externas na casa de U$ 18,1 bilhões, o estado superou 2019 em 5,5% e subiu uma posição no ranking nacional, respondendo por 8,7% de tudo que o Brasil enviou para o mercado exterior, segundos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgados hoje. É o melhor resultado desde 2009, quando o ministério começou a divulgar as exortações.

Em 2019, quando as exportações também vinham de alta e quando o estado também bateu recorde, Mato Grosso havia exportado U$ 17,2 bilhões e terminado em 6º lugar no país, com 7,7% das vendas brasileiras.

Por outro lado, as importações caíram 8,6% e terminaram 2020 com U$ 1,8 bilhão em compras, o que mostra menor dependência dos produtores locais. Com isso, o saldo do da balança comercial estadual terminou superavitária em U$ 16,3 bilhões.

Mesmo com toda confusão diplomática envolvendo Brasil e China no ano passado e com os produtores apoiando o Brasil ideologicamente, os asiáticos aumentaram as compras em 2,3% e levaram 30% das exportações mato-grossenses. Entre os cinco principais mercados, todos também aumentaram as compras. O Vietnã ficou com 5,8% do mercado, seguido da Holanda com 5,2%, Espanha com 4,9% e Tailândia com 4,8%.

No entanto, o estado continua sem diversificar a sua produção e concentra as exportações nos produtos primários, sem industrializá-los. A soja, em grãos ou em farelo, foi o produto mais vendido com 53% de participação. O milho, com a chegada de indústrias de etanal em Mato Grosso, teve as exportações reduzidas em 13% e ficou com 20% das vendas externas, seguido do algodão com 12%, da carne com 9% e do ouro com 1,5%.

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Mato Grosso

Sinop: observatório aponta alto índice de mortes de pacientes em UTIs Covid no Regional de Sinop; secretaria contesta

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O estudo desenvolvido pelo Observatório Social de Mato Grosso apontou que, de outubro até agora, 100% dos pacientes com Coronavírus internados em Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Sinop não resistiram e morreram. A taxa é a maior considerando todos os hospitais com leitos para tratamento da doença em Mato Grosso.

O relatório aponta que em outubro foram 22 internações/mortes, em novembro oito, dezembro 18 e em janeiro (até o dia 13, quando o estudo foi concluído) foram mais 12. Nenhum paciente internado em unidade intensiva foi curado da doença durante este período.

O levantamento também detalha que, considerando o mesmo período, a taxa de mortalidade em outros hospitais de Mato Grosso variou entre 70 e 80%, enquanto o índice de recuperados ficou em média variante de 20 a 30%.

De acordo com o observatório, desde o início da pandemia a mortalidade no Regional de Sinop é “excessivamente alta comparando com os números do Estado”. Os dados, segundo o estudo, foram obtidos através de análise no painel Covid do governo e comparados com os números disponibilizados pelo ministério da Saúde.

Em abril, por exemplo, o percentual de mortes foi 62,5%, curados 25%, e os demais transferidos (confira os números na tabela abaixo). Em maio 42,86% se recuperaram e 42,86% faleceram. A partir de junho, o índice de mortos começou a crescer de maneira exponencial e chegou a 93,48%, enquanto apenas 4,35% foram curados.

Já em Julho o índice de curados foi de apenas 1,64% e de mortos de 98,36%. Em agosto 96,55% faleceram e 1,72% venceram a doença, e em setembro 4,08% dos pacientes internados em UTIs foram curados e 93,88% não resistiram às complicações.

Consta no estudo que desde o início da pandemia, a média de pacientes que morreram no Regional de Sinop é de 94,14%, enquanto a de curados é de 3,79%. Em números reais, segundo o observatório, são 273 vítimas fatais e apenas 11 recuperados, desde março.

Também segundo o relatório, em análise desenvolvida anteriormente constatou-se outros pontos falhos nas UTIs do Regional, como leitos em funcionamento sem registro de responsabilidade técnica no CRM, médicos sem qualificação técnica adequando atuando, realização de plantões seguidos (de 60 ou até 120 horas), falta de insumos mínimos, não aplicação de glosas contratuais, e vacância nos leitos. As falhas no gerenciamento das UTIs ocorrem desde 2019, de acordo com o observatório.

É pontuado ainda que a secretaria estadual de Saúde chegou a criar uma comissão com objetivo de investigar as causas da alta mortalidade. A organização constatou, no entanto, que dos três médicos que compõe a comissão, nenhum era especialista em medicina intensiva.

Diante disso, o observatório notificou o governo para que incluísse um especialista, que seria voluntário. No último dia 13, porém, o Estado recusou a ajuda, tendo em vista que “a comissão já está em andamento”. Até o momento, a comissão ainda não apontou o motivo da alta taxa de mortes.

Por fim, a organização destacou que recomendou ao governo que abstenha-se de abrir novos leitos em Sinop enquanto não terminar a análise das causas da taxa de mortalidade, e deu ciência sobre o estudo ao CRM, ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, superintende da Polícia Federal, Ministério Público, dentre outros, solicitando ainda que uma auditoria seja realizada no Regional.

Outro lado
Em nota, a secretaria estadual de Saúde afirmou que não procede a informação que todos “os pacientes hospitalizados na UTI Covid do Hospital Regional de Sinop vieram a óbito nos últimos três meses”.

Em outro trecho, a pasta pontuou que “criou uma comissão composta por profissionais habilitados na área, como médicos e técnicos em saúde, para apurar detalhadamente cada prontuário dos pacientes que foram hospitalizados na UTI Covid-19 do Hospital Regional de Sinop”.

Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo/arquivo)

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Mato Grosso

Governo decide que aulas serão retomadas de forma online na rede estadual de Mato Grosso

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O governo de Mato Grosso informou, há pouco, que as aulas da rede estadual de ensino irão começar no próximo dia 8 de fevereiro, de forma não presencial (online ou por meio de apostilas). A secretaria de Estado de Educação levou consideração o aumento no número de casos de Covid-19 no Estado e a crescente demanda por leitos de UTI.  O Estado também avaliou a opinião de pais de alunos e dos profissionais da Educação.

O governador Mauro Mendes (DEM) destacou que “a decisão foi tomada para preservar a saúde dos profissionais da Educação e as famílias dos alunos, em decorrência do aumento no número de casos da doença no Estado e a ocupação dos leitos de UTI”.

Outra decisão do governo será avaliar toda segunda-feira a curva epidemiológica da doença. Ou seja, verificar se os casos estão aumentando ou diminuindo, para decidir se as aulas serão mantidas de forma não presencial ou irão para a modalidade híbrida (em que intercala alunos estudando de forma presencial e a outra parte de forma não presencial).

Um boletim epidemiológico será emitido toda segunda-feira, após o retorno das aulas, para informar a comunidade se haverá ou não alteração na modalidade de ensino.

O Estado conta com mais de 700 escolas estaduais, com 380 mil alunos e 40 mil profissionais da Educação. De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, “a infraestrutura escolar está preparada para atender os alunos e profissionais tanto no ensino não presencial como no híbrido”.

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