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Mato Grosso

Mauro garante que Mato Grosso está pronto para receber e distribuir a vacina contra Covid

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, esta manha, que Mato Grosso está devidamente preparado para “receber, fazer a logística e distribuir a vacina” contra a Covid, que deverá ser encaminhada pelo governo Federal, no próximo mês. O gestor relatou, entrevista à uma rádio, que chegou a tentar adquirir vacinas, a exemplo da Pfizer e da desenvolvida pelo Butantan, mas ambas só estão sendo negociadas com a União.

“O Plano Nacional de Imunização é coordenado pelo Governo Federal. A vacina do Butantan foi totalmente reservada pelo Governo Federal. Eu tentei comprar a vacina Pfizer, mas a empresa informou que só trata da vacina com os governos federais. A Pfizer me respondeu oficialmente, por meio de seu diretor. A previsão é que até o final do mês inicie a distribuição das vacinas”, afirmou Mendes

Ele explicou ainda que todas as providências para a vacinação já estão sendo devidamente tomadas junto à Secretaria de Estado de Saúde e aos demais órgãos do Governo de Mato Grosso.  “Isso não é uma coisa nova, porque várias vacinas já têm essa mesma logística. Estamos preparados para receber, fazer a logística e distribuir aos municípios. Temos mais de 3 milhões de seringas no estoque da secretaria e já fizemos licitação e compramos mais. Para essa largada, já dá para vacinar muita gente se tivermos a vacina enviada pelo Governo Federal”.

Ainda conforme o governador, a logística da vacinação seguirá o Plano Nacional de Imunização, ou seja, priorizando os profissionais de saúde, grupos de risco e, após, toda a população.

Porém, o chefe do governo do Estado alertou a população a continuar tomando as medidas necessárias para frear o avanço do vírus.  “Parte da população está agindo como se nada tivesse acontecendo. A máscara todo mundo está usando, mas esse distanciamento necessário não está sendo seguido e isso está aumentando a proliferação desse vírus que tanto mal já trouxe. Alguns estão na onda do negacionismo. Estamos trabalhando para evitar que haja colapso na Saúde. Mas o sistema público tem limite”.

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Mato Grosso

Sinop: observatório aponta alto índice de mortes de pacientes em UTIs Covid no Regional de Sinop; secretaria contesta

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O estudo desenvolvido pelo Observatório Social de Mato Grosso apontou que, de outubro até agora, 100% dos pacientes com Coronavírus internados em Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Sinop não resistiram e morreram. A taxa é a maior considerando todos os hospitais com leitos para tratamento da doença em Mato Grosso.

O relatório aponta que em outubro foram 22 internações/mortes, em novembro oito, dezembro 18 e em janeiro (até o dia 13, quando o estudo foi concluído) foram mais 12. Nenhum paciente internado em unidade intensiva foi curado da doença durante este período.

O levantamento também detalha que, considerando o mesmo período, a taxa de mortalidade em outros hospitais de Mato Grosso variou entre 70 e 80%, enquanto o índice de recuperados ficou em média variante de 20 a 30%.

De acordo com o observatório, desde o início da pandemia a mortalidade no Regional de Sinop é “excessivamente alta comparando com os números do Estado”. Os dados, segundo o estudo, foram obtidos através de análise no painel Covid do governo e comparados com os números disponibilizados pelo ministério da Saúde.

Em abril, por exemplo, o percentual de mortes foi 62,5%, curados 25%, e os demais transferidos (confira os números na tabela abaixo). Em maio 42,86% se recuperaram e 42,86% faleceram. A partir de junho, o índice de mortos começou a crescer de maneira exponencial e chegou a 93,48%, enquanto apenas 4,35% foram curados.

Já em Julho o índice de curados foi de apenas 1,64% e de mortos de 98,36%. Em agosto 96,55% faleceram e 1,72% venceram a doença, e em setembro 4,08% dos pacientes internados em UTIs foram curados e 93,88% não resistiram às complicações.

Consta no estudo que desde o início da pandemia, a média de pacientes que morreram no Regional de Sinop é de 94,14%, enquanto a de curados é de 3,79%. Em números reais, segundo o observatório, são 273 vítimas fatais e apenas 11 recuperados, desde março.

Também segundo o relatório, em análise desenvolvida anteriormente constatou-se outros pontos falhos nas UTIs do Regional, como leitos em funcionamento sem registro de responsabilidade técnica no CRM, médicos sem qualificação técnica adequando atuando, realização de plantões seguidos (de 60 ou até 120 horas), falta de insumos mínimos, não aplicação de glosas contratuais, e vacância nos leitos. As falhas no gerenciamento das UTIs ocorrem desde 2019, de acordo com o observatório.

É pontuado ainda que a secretaria estadual de Saúde chegou a criar uma comissão com objetivo de investigar as causas da alta mortalidade. A organização constatou, no entanto, que dos três médicos que compõe a comissão, nenhum era especialista em medicina intensiva.

Diante disso, o observatório notificou o governo para que incluísse um especialista, que seria voluntário. No último dia 13, porém, o Estado recusou a ajuda, tendo em vista que “a comissão já está em andamento”. Até o momento, a comissão ainda não apontou o motivo da alta taxa de mortes.

Por fim, a organização destacou que recomendou ao governo que abstenha-se de abrir novos leitos em Sinop enquanto não terminar a análise das causas da taxa de mortalidade, e deu ciência sobre o estudo ao CRM, ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, superintende da Polícia Federal, Ministério Público, dentre outros, solicitando ainda que uma auditoria seja realizada no Regional.

Outro lado
Em nota, a secretaria estadual de Saúde afirmou que não procede a informação que todos “os pacientes hospitalizados na UTI Covid do Hospital Regional de Sinop vieram a óbito nos últimos três meses”.

Em outro trecho, a pasta pontuou que “criou uma comissão composta por profissionais habilitados na área, como médicos e técnicos em saúde, para apurar detalhadamente cada prontuário dos pacientes que foram hospitalizados na UTI Covid-19 do Hospital Regional de Sinop”.

Só Notícias/Luan Cordeiro (foto: Só Notícias/Guilherme Araújo/arquivo)

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Mato Grosso

Governo decide que aulas serão retomadas de forma online na rede estadual de Mato Grosso

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O governo de Mato Grosso informou, há pouco, que as aulas da rede estadual de ensino irão começar no próximo dia 8 de fevereiro, de forma não presencial (online ou por meio de apostilas). A secretaria de Estado de Educação levou consideração o aumento no número de casos de Covid-19 no Estado e a crescente demanda por leitos de UTI.  O Estado também avaliou a opinião de pais de alunos e dos profissionais da Educação.

O governador Mauro Mendes (DEM) destacou que “a decisão foi tomada para preservar a saúde dos profissionais da Educação e as famílias dos alunos, em decorrência do aumento no número de casos da doença no Estado e a ocupação dos leitos de UTI”.

Outra decisão do governo será avaliar toda segunda-feira a curva epidemiológica da doença. Ou seja, verificar se os casos estão aumentando ou diminuindo, para decidir se as aulas serão mantidas de forma não presencial ou irão para a modalidade híbrida (em que intercala alunos estudando de forma presencial e a outra parte de forma não presencial).

Um boletim epidemiológico será emitido toda segunda-feira, após o retorno das aulas, para informar a comunidade se haverá ou não alteração na modalidade de ensino.

O Estado conta com mais de 700 escolas estaduais, com 380 mil alunos e 40 mil profissionais da Educação. De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, “a infraestrutura escolar está preparada para atender os alunos e profissionais tanto no ensino não presencial como no híbrido”.

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