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Internacional

No Vaticano, ‘gigantes do petróleo’ assinam compromisso para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC

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G1

Um grupo de executivos do setor energético assinou um termo de compromisso no Vaticano reconhecendo a necessidade de se conter o aquecimento global e minimizar suas consequências. Em comunicado publicado nesta sexta-feira (14) pelo Vaticano, eles dizem que é preciso “manter o aquecimento global abaixo de 2º C, ainda que avançando na prosperidade humana e econômica”.

Entre os CEOs estavam representantes de gigantes como Eni, Exxon, Total, Repsol, BP, Shell, Sinopec, ConocoPhillips, Equinor e Chevron.

Além disso, representantes das gigantes do setor energético reconheceram que são necessárias “mudanças radicais em todos os níveis” para realizar uma transição que envolva o “apoio dos mercados na adoção de combustíveis renováveis como fonte de energia”.

Compromisso assinado pelos executivos

Reunidos em um congresso de dois dias organizado pelo Vaticano, os executivos refletiram sobre como realizar a transição energética para fontes mais limpas, o que inclui o tema da precificação do carbono. A maioria dos executivos presentes assinou um termo de compromisso que diz:

“Como líderes do setor energético, da comunidade global de investimentos e outras organizações, nós reconhecemos que uma aceleração significativa na transição para um futuro de baixo carbono além das projeções atuais requer uma ação sustentada e de grande escala, além de soluções tecnológicas adicionais para manter o aquecimento global abaixo de 2º C, ainda que avançando na prosperidade humana e econômica.”

Os signatários do documento concordam com o estabelecimento de regimes de precificação do carbono, seja com base em taxas, mecanismos de trocas ou outras medidas de mercado. Eles avaliam que esses instrumentos devem ser criados pelos governos, de forma a incentivar os investimentos, a pesquisa e o consumo sustentáveis.

“Isso requer um novo nível de liderança cooperativa”, afirma o texto. “Nós assumimos este desafio.”

O encontro a portas fechadas foi o segundo do tipo na Academia de Ciências do Vaticano. O primeiro foi em 2018 e teve ampla repercussão internacional. Além de executivos do setor, estiveram presentes estudiosos, representantes do setor financeiro e de tecnologia.

Preço do carbono

Em encontro com os participantes, o Papa Francisco disse nesta sexta-feira que estabelecer um preço para emissões de carbono é “essencial” para conter o aquecimento global – sua declaração mais clara até hoje em apoio à penalização de poluidores – e apelou para que os descrentes da mudança climática ouçam a Ciência, segundo a agência Reuters.

A fixação de preço para emissões de carbono, seja por impostos ou esquemas de troca de emissões, é usada por muitos governos para fazer os consumidores de energia pagarem pelos custos do uso de combustíveis fósseis, que contribuem para o aquecimento global, e para fomentar o investimento na tecnologia de baixo carbono.

Um grupo pequeno de manifestantes se reuniu diante de um portão do Vaticano. Um deles exibiu um cartaz dizendo “Queridos CEOs do Petróleo: Pensem em Seus Filhos” – informou a Reuters.

Francisco, que fez muitos apelos pela proteção ambiental e se contrapôs a líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da mudança climática, disse que a crise ecológica “ameaça o próprio futuro da família humana”.

Ele criticou implicitamente aqueles que, como Trump, negam que a mudança climática seja causada sobretudo pela atividade humana.

“Durante tempo demais, fracassamos coletivamente em ouvir os frutos das análises científicas, e as previsões apocalípticas não podem mais ser encaradas com ironia ou desdém”, disse o Papa.

Os debates sobre mudança climática e transição energética precisam se basear na “melhor pesquisa científica disponível hoje”. No ano passado, Trump rejeitou projeções de um relatório de seu próprio governo segundo o qual a mudança climática causará danos econômicos sérios à economia dos EUA.

“Diante de uma emergência climática, precisamos agir de acordo, de maneira a evitar perpetrar um ato de injustiça brutal contra os pobres e as gerações futuras”, disse Francisco.

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Internacional

Vizcarra enfrenta Congresso peruano em processo de impeachment

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G1

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, enfrenta nesta sexta-feira (18) um julgamento no Congresso que ameaça tirá-lo do poder em um momento em que o país vive o agravamento da pandemia do novo coronavírus e uma grave recessão econômica.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Segundo o mandatário, até o momento, não há comprovação de irregularidades que justificassem a sua destituição. “O único ato ilegal que está comprovado até agora é a gravação clandestina”, afirmou.

Após o pronunciamento do presidente, o seu advogado, Roberto Pereira Chumbe, deu início à sua defesa.

Após as argumentações da acusação e da defesa, os parlamentares debaterão antes de votar uma moção para destituir o atual mandatário.

Se Vizcarra for derrubado, o chefe do Congresso, Manuel Merino, político discreto quase desconhecido dos peruanos, assumirá as rédeas do país. O popular presidente, que deixaria o poder dez meses antes do término de seu mandato, teria um destino semelhante ao de seu antecessor Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que foi forçado a renunciar sob pressão do Parlamento.

Derrota no Tribunal Constitucional
Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

A imprensa local avalia que é muito improvável que os deputados votem em maioria pela sua saída.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

A aprovação do impeachment no Congresso exige 87 votos dos 130 parlamentares. Na abertura do processo, a oposição conseguiu 65 votos (21 deles do Alianza para el Progreso, de Cesar Acuña).

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

‘Complô contra a democracia’
A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

 

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Internacional

Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

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G1

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia.

Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º).

O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19.

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais.

“Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar”, disse de Blasio a jornalistas.

O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula.

No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas.

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas.

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