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Região Oeste

Operação desativa garimpos ilegais de minérios e madeira instalados em terras indígenas em MT

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G1 MT

Dois garimpos ilegais foram desativados na Operação Lavra Ilegal, realizada nas Terras Indígenas Sararé e Paukalirajausu, habitadas pelos índios Nambikwara, na fronteira oeste de Mato Grosso.

O resultado da operação, feita no final do mês de maio, na região de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, e foi divulgada nessa quarta-feira (12) pela assessoria da Fundação Nacional do Índio (Funai). Nenhuma pessoa foi presa.

De acordo com a Funai, a operação durou três dias e foi mobilizada após denúncias que identificaram atividade garimpeira na região.

As equipes desarticularam dois pontos de garimpo ilegal onde foram encontrados acampamentos com roupas, alimentos, agentes químicos, tipo mercúrio, para lavra ilegal, materiais e ferramentas diversos da atividade garimpeira.

No total, uma máquina retroescavadeira, quatro motores e um motor foram apreendidos e destruídos junto com os acampamentos. Os alimentos e utensílios domésticos foram destinados às comunidades indígenas Nambikwara.

Além dos dois garimpos, as equipes desarticularam áreas de extração ilegal de madeira.

Operação Lavra Ilegal, realizada nas Terras Indígenas Sararé e Paukalirajausu — Foto: Funai/Assessoria

Foram encontradas diversas espécies de árvores derrubadas – garapeira, peroba rosa, cabreúva e mogno – com serragem em forma de lascas e réguas, o que sugere a extração ilegal para fins de comercialização.

Um caminhão com motosserra, combustível e materiais diversos foi encontrado ainda com a chave na ignição, sugerindo que uma pessoa fugiu ao encontrar as equipes. O veículo foi apreendido.

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Região Oeste

Adolescente de 17 anos é assassinado com tiro na cabeça

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Um adolescente identificado pelas iniciais B.V.S.B., de 17 anos, morreu neste domingo (30) após ser baleado na cabeça, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km de Cuiabá).

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 21h30 na casa onde a vítima morava, na região central da cidade.

O pai do rapaz contou que o filho havia tido uma discussão com um jovem e que acreditava que ele seria o autor do homicídio.

O menor chegou a ser socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo a PM, na casa onde ocorreu o crime, os policiais encontraram uma bicicleta e ao lado de uma poça de sangue estava um boné e várias pontas de cigarro, que seriam da vítima.

Até o momento nenhum suspeito foi preso. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.

 

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Região Oeste

Agressores de mulheres participam de rodas de conversa em MT

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MidiaNews

Há três anos, a Comarca de Comodoro, a 644 km a oeste de Cuiabá, desenvolve um trabalho inovador com os homens acusados de praticar violência doméstica contra as companheiras, o que tem contribuído para a pacificação social da comunidade. Ao analisar o pedido de medida protetiva, o juiz titular da Primeira Vara, Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, inclui uma nova condição para o agressor não ser preso: frequentar semanalmente, por dois meses, o programa “Maria da Penha”.

A iniciativa consiste em um grupo reflexivo, que se reúne para conversar mais a fundo sobre o que pode ter motivado as agressões. “Nesses encontros, ao longo de dois meses, são realizadas rodas de conversa, com psicólogo, assistente social e voluntários da área religiosa, como pastores. Um ouve a fala do outro. Percebe-se, em muitos casos, a base de uma formação machista e também muitos casos de alcoolismo. Há excesso do consumo de bebida alcoólica e o município consegue encaminhar alguns desses agressores para tratamento”, explicou o magistrado.

O grupo reflexivo teve início em 29 de abril de 2016. A cada três meses, o juiz Marcelo Resende faz uma audiência de justificação. “A psicóloga informa aqueles que não compareceram e explico que os chamei para dar um aviso: ou participam do projeto ou não terão uma segunda audiência, pois irão para a prisão. Nesses três anos nunca precisei pedir a prisão de nenhum”, destaca.

Ao todo, a iniciativa contabiliza 101 atendimentos em Comodoro, sem contar os municípios de Nova Lacerda e Campos de Júlio, que também possuem grupos reflexivos.

Outro reflexo positivo do projeto é uma melhor efetividade da Patrulha Maria da Penha, que garante a efetividade do cumprimento e fiscalização das medidas protetivas. “Como os agressores vão às reuniões, conseguimos identificar os mais agressivos, aqueles com sentimento de vingança ou rejeição. Esses nomes são encaminhados para a Polícia Militar para que seja feita a patrulha. Atualmente, são seis casos assim, dentre os quais de uma idosa de 70 anos vítima de agressão dos três filhos alcoólatras. Derivou do grupo reflexivo a Patrulha Maria da Penha de maior qualidade”, observa o juiz.

Conforme o magistrado, em Comodoro o grupo já está amplamente divulgado e até mesmo agressores que moram na zona rural participam da iniciativa, mesmo que quinzenalmente, num total de quatro encontros.

“O mais interessante é que a psicóloga fala que muitos agradecem e pedem curso também para as vítimas”, complementa o magistrado.

Segundo a psicóloga Andréia Regina Piovezan Rocha, nas reuniões, realizadas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), participam de 12 a 15 pessoas. O grupo reflexivo se reúne toda sexta-feira, das 10h às 12.

“No começo, vão chateados. Quando percebem que é um espaço que têm para refletir, falar sobre a situação que levou até a medida protetiva, vão vendo que não é um lugar que vai punir, então vão fazendo adesão ao grupo. E é muito bacana, completou três anos e já atendemos mais de 100 agressores”, explica.

Andréia destaca que os grupos reflexivos trazem resultados muito positivos.

“Levo um tema gerador e só faço a medição. Eles mesmos vão dando as sugestões e fazendo a reflexão. Um dá uma solução para o outro e chegam a conclusões sobre aquela situação. Também explicamos a Lei Maria da Penha de forma que entendam. Vão se familiarizando com a situação e terminam até querendo permanecer no grupo depois. Há uma mudança de comportamento muito significativa. Houve um avanço considerável e foi muito importante essa iniciativa do doutor Marcelo. Gosto muito desse trabalho e já conseguimos ver o resultado”, finaliza a psicóloga.

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