conecte-se conosco


Internacional

Partido Conservador anuncia candidatos para substituir premiê britânica Theresa May; veja lista

Publicado

G1

Dez candidatos foram anunciados, nesta segunda-feira (10), para substituir Theresa May como líder do Partido Conservador e, consequentemente, no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

May deixou liderança do partido – que tem a maioria no Parlamento – no dia 7 de junho, mas permanece como primeira-ministra até que seu sucessor seja anunciado, o que deve acontecer na semana de 22 de julho, segundo o conselho do Partido Conservador.

A primeira rodada de votação, para começar a reduzir o número de candidatos aos dois últimos, será na manhã de quinta-feira (13), segundo o jornal britânico “The Guardian”. Os primeiros resultados devem sair às 13 horas (9 horas em Brasília).

Veja a lista de candidatos:

  • Andrea Leadsom, parlamentar. Em 2016, disputou com May o cargo de primeira-ministra;
  • Boris Johnson, parlamentar, ex-ministro de Relações Exteriores e ex-prefeito de Londres, um dos líderes da campanha do Brexit;

    Boris Jonsohn deixa sua casa em Londres nesta segunda-feira (10) — Foto: Hannah Mc Kay/Reuters

    Boris Jonsohn deixa sua casa em Londres nesta segunda-feira (10) — Foto: Hannah Mc Kay/Reuters

  • Dominic Raab, ex-ministro da Justiça e ex-ministro do Brexit, defendia a saída da União Europeia antes mesmo do referendo de 2016;
  • Esther McVey, parlamentar e ex-secretária de Trabalho e Aposentadoria, defende um Brexit com ou sem acordo;
  • Jeremy Hunt, ministro de Relações Exteriores, atuou na campanha pela permanência na UE, mas atualmente defende o Brexit;
  • Mark Harper, parlamentar, também defendeu a permanência, mas agora acredita que a melhor solução é um Brexit com acordo;
  • Matt Hancock, ministro da Saúde e ex-ministro da Cultura, também defendia a permanência, mas atualmente prefere a saída com um acordo;
  • Michael Gove, ministro do Meio Ambiente, liderou a campanha pela saída da União Europeia durante o plebiscito em 2016 e concorreu ao cargo de primeiro-ministro no mesmo ano;
  • Ministro britânico do Meio Ambiente, Michael Gove, em foto de 14 de maio — Foto: Reuters/Hannah Mckay

    Ministro britânico do Meio Ambiente, Michael Gove, em foto de 14 de maio — Foto: Reuters/Hannah Mckay

    • Rory Stewart, ministro de Desenvolvimento Internacional, fez campanha pela permanência na UE, mas diz ter “aceitado” o Brexit;
    • Sajid Javid, ministro do Interior, apoiou a permanência em 2016, mas diz que o fez ‘com o coração pesado e sem entusiasmo’.

    Votações

    Cada um dos candidatos precisa ter o apoio de pelo menos 8 colegas de partido para seguir adiante. Em seguida, deve obter 5% dos votos em uma primeira votação e 10% na segunda, o que equivale a 16 e 32 deputados, respectivamente.

    A partir daí, é eliminado o que tiver menos votos, e o processo continua com esta regra até que restem apenas dois.

    Serão realizados então uma série de encontros entre candidatos e eleitores, seguidos por uma votação pelo correio, da qual participarão 124 mil membros registrados do Partido Conservador.

    Recesso de verão

    A data para a divulgação do nome do novo primeiro-ministro poderá coincidir com o recesso de verão do Parlamento, que ainda não teve seu início informado.

    Mel Stride, líder do Partido Conservador na Câmara dos Comuns, disse ao jornal “Independent” que não pode garantir que os prazos não coincidam.

    Caso isso aconteça, o novo premiê teria quase dois meses no cargo antes que pudesse ser questionado pelos parlamentares, em setembro, atrapalhando os planos do Partido Trabalhista, que já afirmou que irá propor uma moção de confiança ao novo líder assim que ele tomar posse.

    Dominic Raab, ex-secretário do Brexit que renunciou ao cargo em 2018 e é um dos candidatos, irritou colegas de seu próprio partido ao sugerir que, caso seja eleito, poderia estender o recesso, fazendo com que os parlamentares permaneçam afastados até o fim de outubro. Desta forma, eles não poderiam tentar bloquear um Brexit sem acordo, que ele defende.

Comentários Facebook
publicidade

Internacional

Vizcarra enfrenta Congresso peruano em processo de impeachment

Publicado

por

G1

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, enfrenta nesta sexta-feira (18) um julgamento no Congresso que ameaça tirá-lo do poder em um momento em que o país vive o agravamento da pandemia do novo coronavírus e uma grave recessão econômica.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Segundo o mandatário, até o momento, não há comprovação de irregularidades que justificassem a sua destituição. “O único ato ilegal que está comprovado até agora é a gravação clandestina”, afirmou.

Após o pronunciamento do presidente, o seu advogado, Roberto Pereira Chumbe, deu início à sua defesa.

Após as argumentações da acusação e da defesa, os parlamentares debaterão antes de votar uma moção para destituir o atual mandatário.

Se Vizcarra for derrubado, o chefe do Congresso, Manuel Merino, político discreto quase desconhecido dos peruanos, assumirá as rédeas do país. O popular presidente, que deixaria o poder dez meses antes do término de seu mandato, teria um destino semelhante ao de seu antecessor Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que foi forçado a renunciar sob pressão do Parlamento.

Derrota no Tribunal Constitucional
Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

A imprensa local avalia que é muito improvável que os deputados votem em maioria pela sua saída.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

A aprovação do impeachment no Congresso exige 87 votos dos 130 parlamentares. Na abertura do processo, a oposição conseguiu 65 votos (21 deles do Alianza para el Progreso, de Cesar Acuña).

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

‘Complô contra a democracia’
A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Internacional

Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

Publicado

por

G1

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia.

Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º).

O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19.

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais.

“Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar”, disse de Blasio a jornalistas.

O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula.

No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas.

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana