conecte-se conosco


Internacional

Partido de Shinzo Abe escolhe sucessor do primeiro-ministro

Publicado

Folhapress

 O chefe de gabinete e porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, obteve, nesta segunda-feira (14), vitória esmagadora nas eleições de liderança do Partido Liberal Democrático (LDP), que governa o país.

O resultado abre caminho para que Suga substitua o primeiro-ministro Shinzo Abe, que anunciou sua renúncia em agosto por problemas de saúde.

Suga, 71, obteve 377 dos 534 votos na eleição do LDP. O ex-ministro da Defesa, Shigeru Ishiba, obteve 68 votos, e o ex-ministro do Exterior, Fumio Kishida, 89.

Com a vitória, Suga deve ser eleito primeiro-ministro do Japão em uma votação na quarta-feira (16), já que o LDP ocupa a maioria das cadeiras no Parlamento. Ele permanecerá no cargo por pelo menos um ano, até o fim previsto do mandato de Abe como líder do partido, em setembro de 2021.

“Como recebi grande apoio em números hoje, o ambiente no qual posso seguir minha agenda política de maneira estável foi garantido”, disse Suga em entrevista coletiva após a divulgação do resultado das eleições.

Como o provável próximo primeiro-ministro, ele disse que seguirá as principais políticas de Abe, especialmente a estratégia de recuperação econômica batizada de Abenomics, que mescla flexibilização monetária, grande reativação do orçamento e reformas estruturais.

Suga também prometeu enfrentar as crises provocadas pelo coronavírus e outras questões de longo prazo, como o envelhecimento da população japonesa e a baixa taxa de natalidade.

Filho de uma professora e de um agricultor que cultivava morangos no norte do Japão, Suga é graduato em direito e começou sua carreira política como assessor parlamentar em Yokohama. Foi eleito membro do conselho municipal e, anos mais tarde, em 1996, tornou-se deputado pela mesma cidade.

Teve um papel decisivo no retorno de Abe ao poder em 2012, após o fracasso de seu primeiro mandato como chefe de governo em 2006 e 2007.Abe o recompensou com a nomeação ao posto estratégico de secretário-geral do governo, em que

Suga assumiu o papel de coordenador de políticas entre os ministérios e as várias agências estatais, o que lhe rendeu a reputação de bom estrategista.

Sua origem rural, que ele sempre menciona nos discursos, é uma exceção dentro do partido, majoritariamente dominado por herdeiros de grandes famílias políticas.

“Eu nasci como o filho mais velho de um fazendeiro em Akita”, disse Suga, nesta segunda. “Sem nenhum conhecimento ou laços de sangue, me lancei no mundo da política, começando do zero, e consegui me tornar líder do LDP, com toda a sua história e tradições.”

Com um perfil bastante discreto, Suga sempre negou ter ambições de liderar o país, mas formalizou sua candidatura quando Abe anunciou a renúncia para tratar de uma doença intestinal crônica.

Embora o próprio Suga ainda não tenha se manifestado publicamente sobre a possibilidade de antecipar as eleições legislativas previstas para outubro de 2021, outras autoridades do país mencionaram que o novo líder do LDP deve convocar o pleito para tentar consolidar sua posição e evitar que seja considerado um primeiro-ministro interino.

Nesta segunda, ele abordou o tema em tom cauteloso e disse que esse tipo de decisão deve ser tomada olhando de forma abrangente para vários fatores. “Vou me dedicar totalmente ao Japão e seus cidadãos. O que é importante agora é conter a pandemia e, ao mesmo tempo, reviver a economia.”

Outro desafio de Suga como primeiro-ministro será a política externa do Japão, sobretudo a preservação da aliança com os Estados Unidos e a atitude que deve ser adotada a respeito da China, alvo de críticas internacionais por sua resposta à pandemia de coronavírus e pela repressão a opositores em Hong Kong.

Como porta-voz, Suga tornou-se um dos principais rostos do governo japonês, mas não é considerado muito carismático. Ele é casado, pai de três filhos, e mantém muita discrição sobre sua vida privada. A imprensa japonesa afirma que Suga gosta de pescar e fazer caminhadas e que ele não bebe álcool.

Sua imagem pública ganhou força no ano passado quando anunciou o nome da nova era imperial do Japão para todo o país. Desde então, é chamado por muitas pessoas de “tio Reiwa”, nome formado por dois ideogramas que podem significar “agradável” ou “ordem” e “harmonia” ou “paz”.

Comentários Facebook
publicidade

Internacional

Vizcarra enfrenta Congresso peruano em processo de impeachment

Publicado

por

G1

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, enfrenta nesta sexta-feira (18) um julgamento no Congresso que ameaça tirá-lo do poder em um momento em que o país vive o agravamento da pandemia do novo coronavírus e uma grave recessão econômica.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Segundo o mandatário, até o momento, não há comprovação de irregularidades que justificassem a sua destituição. “O único ato ilegal que está comprovado até agora é a gravação clandestina”, afirmou.

Após o pronunciamento do presidente, o seu advogado, Roberto Pereira Chumbe, deu início à sua defesa.

Após as argumentações da acusação e da defesa, os parlamentares debaterão antes de votar uma moção para destituir o atual mandatário.

Se Vizcarra for derrubado, o chefe do Congresso, Manuel Merino, político discreto quase desconhecido dos peruanos, assumirá as rédeas do país. O popular presidente, que deixaria o poder dez meses antes do término de seu mandato, teria um destino semelhante ao de seu antecessor Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que foi forçado a renunciar sob pressão do Parlamento.

Derrota no Tribunal Constitucional
Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

A imprensa local avalia que é muito improvável que os deputados votem em maioria pela sua saída.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

A aprovação do impeachment no Congresso exige 87 votos dos 130 parlamentares. Na abertura do processo, a oposição conseguiu 65 votos (21 deles do Alianza para el Progreso, de Cesar Acuña).

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

‘Complô contra a democracia’
A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Internacional

Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

Publicado

por

G1

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia.

Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º).

O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19.

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais.

“Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar”, disse de Blasio a jornalistas.

O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula.

No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas.

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana