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Agronegócio

Preço da arroba do boi despenca em MT após caso atípico de vaca louca

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EMERSON SANCHEZ - DA TVCA

Caso atípico de vaca louca em um animal de uma fazenda de Nova Canaã do Norte, a 696 km de Cuiabá. Por se tratar de um caso que ocorre de forma espontânea, sem riscos para a população, a Organização Internacional de Saúde Animal já considera o caso encerrado e não alterou o status brasileiro, que continua como insignificante para a doença.

Mesmo assim, por medida protocolar, o Ministério da Agricultura suspendeu o envio de carnes para a China e essa ação fez com que as indústrias adotassem outras estratégias de compra e também de abate dos animais em Mato Grosso. O resultado foi a queda no preço da arroba.

O serviço de embarcar gado na fazenda do pecuarista Fábio Neves está lento desde que a notícia de um caso de vaca louca repercutiu no país. As 36 vacas levadas já tinham sido vendidas ao frigorífico na semana anterior.

“Nós vendemos essas fêmeas a R$ 137 a arroba com 30 dias. Hoje a indústria quer pagar os R$ 130 e nesse número a gente chega a conclusão de que não dá para comercializar”, afirmou o pecuarista.

Na região Sul do estado a arroba do boi gordo passou de R$ 145 para R$ 138.

Essa nova tabela de preços praticada pela indústria frigorífica não agrada os criadores, que temem em fechar as contas no vermelho, já que sequer cobrem os custos de produção.

O sindicato que representa os frigoríficos de Mato Grosso alega que algumas indústrias até deixaram de comprar animais no início da semana passada, não pela resistência dos criadores em relação aos novos preços, mas sim para equacionar o mercado, já que a suspensão de embarques para a China poderia resultar em grandes volumes de carne para o mercado interno.

A entidade não quis dizer quantos frigoríficos teriam reduzido os abates, mas todas as unidades já voltaram com as operações.

De acordo com o Sindifrigo, o estado tem 41 plantas frigoríficas, destas 32 são habilitadas para exportação.

Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), nos quatro primeiros meses deste ano, o volume da exportação já passa das 121 mil toneladas, ou seja, 26,6% a mais do que as 95 mil toneladas exportadas entre janeiro e abril do ano passado.

São esses números que ajudam a entender porque a entidade é contra a suspensão das exportações de carne bovina do Brasil para a China depois da confirmação do caso atípico de vaca louca no estado.

“De acordo com os protocolos e principalmente com a China, bilateral, não inibia nenhuma exportação para aquele país ou demais países. Isso não daria fechamento de nenhum mercado internacional”, afirmou Marco Túlio Soares, presidente da Acrimat.

Segundo o Indea, todas as medidas sanitárias foram seguidas.

“Nós não perdemos o estado sanitário e isso comprova que nossa vigilância está muito bem, porque todo animal que chegar para abate, se estiver com qualquer sintoma neurológico, é feito o abate de emergência e é coletado o tecido nervoso justamente para fazer esse controle. Então não tem risco nenhum, nem para a população, nem para nosso rebanho”, afirmou Tadeu Mocelin, presidente do Indea.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne, outra consequência para o mercado é o adiamento para a habilitação de novas plantas frigoríficas para exportação.

“O momento era de estreitar a confiança, habilitar novas plantas, ampliar nosso leque. Nós sabemos que a China passa por um problema de abastecimento em função da peste suína africana. Há a necessidade de aumento de compra, de proteína animal pelo mundo e Mato Grosso é um local preparado, que tem produção suficiente para atender esse mercado. Tropeçamos nessa semana, mas temos certeza que com o emprenho do Ministério da Agricultura e das Relações Exteriores a curto prazo retomaremos o processo de ampliação desse mercado para carne brasileira”, disse Guilherme Nolasco, presidente do Imac.

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Empresa mato-grossense de spirulina projeta fechar 2021 com R$ 10 milhões mensais de faturamento

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Empresa mato-grossense de spirulina projeta fechar 2021 com R$ 10 milhões mensais de faturamento
Spigreen é pioneira na produção do superalimento em grande escala no Brasil

Empresa mato-grossense pioneira na produção de spirulina em grande escala no Brasil, e maior produtora do suplemento da América Latina, a Spigreen projeta fechar 2021 com faturamento de R$ 10 milhões mensais, desempenho 10 vezes maior que no ano de 2020. Prestes a completar um ano de fundação, a empresa passa por um momento estratégico de expansão. A nova fase inclui a contratação do seu novo diretor Comercial e de Relacionamento, Fábio Lopes, que tem vasta experiência no mercado de Marketing de Relacionamento.

Para o CEO da Spigreen, Matheus Morais, o desafio para os próximos meses é a manutenção do crescimento da empresa no mercado interno e internacional. “Nosso objetivo é atuar para crescer no Brasil e conquistar novos mercados. Avaliamos que as contratações que temos feito, de profissionais de grande relevância e competência, irão contribuir decisivamente para estes objetivos. Estamos projetando um crescimento que está ligado diretamente ao produto inovador que oferecemos, a Spirulina da Spigreen “, destaca Matheus Morais.

Sobre a Spigreen

A Spigreen é uma empresa nacional focada em pesquisa, produção, desenvolvimento e comercialização de Spirulina, cianobactéria, popularmente conhecida como alga, que atua de maneira bioativa com alto valor nutricional agregado. Por meio da tecnologia, pesquisa e inovação, busca a transformação da qualidade de vida de seus consumidores e distribuidores. A empresa é líder na produção de Spirulina na América Latina e investe há sete anos em processos de cultivo e controle de qualidade próprios, desenvolvidos em sua fazenda na cidade de Diamantino (MT). Para mais informações, acesse: spigreen.com.br/
Informações para imprensa
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Agronegócio

Aprosoja nega agressão a servidores, mas cobra reforma administrativa

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) rebateu uma nota de repúdio do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap-MT) acusando a instituição de reforçar estereótipos contra os servidores para “manipular a opinião pública e garantir a manutenção dos benefícios fiscais”. O diretor executivo da Aprosoja-MT, Wellington Rodrigues de Andrade, justifica que a propaganda “É hora de redução da máquina pública, Já!” busca debater com a classe política, com os servidores e toda a sociedade sobre a reforma administrativa proposta pelo Governo Federal.

“Fizemos a campanha para chamar atenção para o debate que está ocorrendo em Brasília. Você quer uma reforma tributária primeiro que possa aumentar a carga tributária ou você quer fazer primeiro uma reforma da máquina estatal pra depois pensar em imposto?”, questiona ele durante entrevista ao FOLHAMAX. A peça publicitária, garante Andrade, foi criada e colocada no ar para debater com os servidores sem agressão, dentro dos números e levar a mensagem à sociedade.  “Tanto que na nossa campanha a gente não agride o servidor. A gente jamais fala que o servidor não trabalha. Não vamos fazer isso. Queremos uma campanha para gerar debate, conteúdo e levar informação ao cidadão”, pondera Wellington.

A estratégia é fazer o cidadão entender o que está acontecendo em termos de tramitação de reformas no Congresso e o que pode impactar no bolso dele. “Esses foram os objetivos da campanha: mostrar aos políticos que uma reforma administrativa é essencial. Essa questão da máquina pública vai ter que ser reestruturada, não terá como fugir desse debate seja agora ou num médio prazo, até porque os estados e os governos não suportam mais os gastos que estão tendo, tem Lei de Responsabilidade Fiscal”, argumenta.

A Aprosoja afirma que a reforma administrativa precisa vir antes da tributária porque não tem ambiente necessário para fazer uma reforma tributária ampla. Observa que o Brasil vive um caos econômico e fiscal agravado com aumentos dos gastos em virtude da pandemia, além de ser ano eleitoral onde os interesses políticos prevalecem. “É um momento muito perigoso para fazer uma reforma tributária ampla porque geralmente quando faz uma reforma tributária onde tem um caos fiscal e econômico, consequentemente vai sobrar aumento de carga tributária para todo mundo, para todos os setores, não apenas para o agro”, diz Wellington Andrade.

“A gente entende a essencialidade do serviço público e do servidor, mas não tem como deixar de falar em folha de pagamento porque é o ponto central da reforma administrativa. Não foi a Aprosoja que colocou lá, foi o próprio Governo Federal que defende uma reestruturação nas carreiras e consequentemente na folha de pagamento. Essa reforma quando aprovada vai valer só pra novos funcionários contratados daqui pra frente. A gente não é contra manutenção dos direitos adquiridos, isso é constitucional”, justifica.

SEM BARÕES DO AGRO

Conforme o diretor-executivo da Aprosoja, os dados do próprio Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) elaborados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), 57% dos produtores de grãos em Mato Grosso plantam menos de 500 hectares, ou seja, são pequenos produtores, cujas famílias são responsáveis por tocar a operação das fazendas.

“E se a gente pegar o que se poderia chamar de grandes produtores, ou seja, os mega produtores que plantam acima de 10 mil hectares, isso representa menos de 1% dos produtores no Estado. O que há no Estado é realmente uma massa de pequenos e médios produtores que geram toda essa produção de soja e milho em Mato Grosso”, diz o executivo da Aprosoja pontuando que não há que se falar em “barões da soja”.

DESONERAÇÕES E EFEITO CASCATA

O diretor da Aprosoja também cita o alto custo para produzir alimentos no Brasil e no mundo. “É por isso que na Europa e nos Estados Unidos o governo subsidia os custos de produção para que o alimento não chegue caro na ponta para o consumidor. No Brasil é a mesma coisa. O custo da produção de soja na safra que vai começar, está estimado em R$  4,1 mil para a soja e R$ 3,3 mil para o milho”.

Esses valores, segundo o executivo já levam em consideração as desonerações que estão em vigor como a Lei Kandir o Convênio 100, que reduz em 60% a base de cálculo do ICMS sobre a comercialização de insumos agropecuários, como por exemplo, os fertilizantes e defensivos, adquiridos pelos produtores. “Vamos supor que caia o Convênio 100, só na soja, em Mato Grosso, o impacto no custo seria de R$ 560 milhões e no milho teria impacto de R$ 340 milhões no custo de produção”, disse Wellington Andrade.

Segundo ele, na hipótese de ser revogada a Lei Kandir que dispõe sobre a desoneração nas exportações, só no custo da saca de soja aumentaria R$ 5,30 e por saca de milho aumentaria R$ 2,30.  Com isso, os custos de produção subiriam bastante e parte dos pequenos e médios produtores deixaria de produzir. Do outro lado, o consumidor final de carnes bovina, suína, aves e ovos seria afetado com aumento dos preços, pois a soja e o milho são a base de alimentação desses animais.

“Se a gente tiver uma redução de 20% na produção de soja e milho em Mato Grosso hoje, com base numa simulação que fizemos em 2019, o Estado deixa de arrecadar com ICMS R$ 480 milhões e deixa de arrecadar com o Fethab R$ 225 milhões se esses produtores somem de alguma forma. E Mato Grosso, que a exemplo de outros Estados está com um aperto fiscal e econômico muito grande, não conseguiria suportar no caixa um déficit de quase R$ 500 milhões. Ele deixaria de fazer investimentos que quase já não faz e também comprometeria o repasse aos Poderes e a folha de pagamento dos servidores”, explica.

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