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Economia

Produção de veículos tem alta de 6,8% em maio

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A produção de veículos cresceu 6,8% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo balanço divulgado hoje (7) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram fabricadas em maio deste ano 205,9 mil unidades, o que também representa um aumento de 10,7% em relação a abril.

No acumulado de janeiro a maio foram produzidos 888,1 mil veículos, uma queda de 9,5% na comparação com os primeiros cinco meses de 2021.

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, as montadoras ainda enfrentam dificuldades para manter as linhas de produção com as faltas de componentes em todo o mundo. “O problema de semicondutores ainda persiste. Devagar a situação tem, não se normalizado, mas se tornado menos crítica. Mas ainda um grande desafio para as fábricas entregarem e manterem o nível de produção”, disse durante a apresentação dos dados.

Vendas

As vendas de veículos novos tiveram uma ligeira queda, de 0,9%, em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram emplacadas em maio, 187,1 mil unidades. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a comercialização de veículos registra retração de 17% em relação ao mesmo período de 2021, com a venda de 740 mil unidades.

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves teve queda de 2,4% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, com a comercialização de 152,8 mil unidades, No acumulado de janeiro a maio, foram vendidas 596,6 mil unidades, 21,1% menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado. 

A comercialização de caminhões registrou retração de 9,6% em maio em relação ao mesmo mês de 2021, com a venda de 10,4 mil unidades. No acumulado de janeiro a maio, as vendas têm queda de 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, com a comercialização de 46,6 mil caminhões.

Exportações

As exportações de veículos tiveram alta de 24,6% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 46,1 mil unidades vendidas para o exterior. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a alta nas exportações ficou em 19,4%, com a comercialização de 198,9 mil para outros países. 

“O ano de 2022 tem sido bastante interessante para a exportação. O desafio é que isso seja algo sustentável”, comentou Leite

Emprego

A quantidade de pessoas empregadas na indústria de veículos registrou queda de 2,2% em maio em relação ao mesmo mês de 2021. Atualmente, as montadoras têm 101,8 mil trabalhadores.

Edição: Lílian Beraldo

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Economia

Acionistas da Petrobras elegem novos conselheiros de Administração

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Assembleia Geral de Acionistas da Petrobras, realizada nesta sexta-feira (19) no formato digital, elegeu, por maioria, oito novos nomes para compor o Conselho de Administração da empresa. Do total de membros aprovados, Caio Mario Paes de Andrade é o atual presidente da companhia desde junho passado.

Foram aprovados também os nomes do secretário executivo da Casa Civil, Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro, e do procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano de Alencar, considerados anteriormente inelegíveis pelo Conselho de Elegibilidade da Petrobras. Para o colegiado, havia conflito de interesses para que os dois, indicados pelo acionista controlador, a União, ocupassem assento no colegiado, ao mesmo tempo que exerciam cargo no governo federal.

Os demais aprovados são: Marcelo Gasparino da Silva; José João Abdalla Filho; Edison Antonio Costa Britto Garcia; Gileno Gurjão Barreto, que vai presidir o Conselho de Administração; e Ieda Aparecida de Moura Cagni. A assembleia de acionistas rejeitou dois nomes indicados pelo governo federal: Márcio Andrade Weber e Ruy Flaks Schneider.

A reinclusão de Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro e Ricardo Soriano de Alencar na lista de nomes para o Conselho de Administração da Petrobras foi ratificada por ofícios dos ministérios da Economia e de Minas e Energia, encaminhados à empresa nos dias 11 e 15 deste mês.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

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Economia

Bolsa cai mais de 2% com cenário externo desfavorável

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A perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos voltou a afetar o mercado financeiro global nesta sexta-feira (19). O dólar chegou a superar os R$ 5,20, mas caiu perto do fim da sessão e fechou praticamente estável. A bolsa da valores teve a maior queda em 40 dias e voltou aos 111 mil pontos.

O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 111.496 pontos, com recuo de 2,04%. Quase todas as ações caíram, com destaque para companhias aéreas, locadoras de veículos e incorporadoras imobiliárias. Essa foi a primeira queda após cinco altas seguidas, o que fez com que o indicador recuasse 1,13% na semana.

O mercado de câmbio teve um dia de volatilidade. O dólar comercial encerrou esta sexta vendido a R$ 5,168, com queda de 0,08%. A cotação chegou a encostar em R$ 5,22 no início da tarde, mas desacelerou e passou a cair perto do fim das negociações por causa de recursos trazidos por exportadores.

A moeda norte-americana subiu 1,86% na semana. Apesar da alta de hoje, a divisa acumula queda de 0,08% em agosto e de 7,27% em 2022.

Mais uma vez, o mercado internacional continuou a repercutir a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). No documento, divulgado na última quarta-feira (17), os dirigentes do Fed informaram que o órgão manterá os juros dos Estados Unidos elevados por longo tempo para segurar a inflação, que está no maior nível em 41 anos.

Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. Apesar de, num primeiro momento, os investidores terem interpretado que os juros norte-americanos seriam elevados em 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Fed, parte do mercado acredita que haverá um novo aumento de 0,75 ponto.

A desaceleração da economia chinesa, afetada pelos lockdowns para conter a pandemia de covid-19 e pela crise no setor imobiliário, também afetou os países emergentes. Isso porque o país asiático é grande consumidor de commodities (bens primários com cotação internacional), cujos preços caíram nos últimos dias.

*Com informações da Reuters
 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Economia

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