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Economia

Sicredi torna-se 10º banco integrado ao Portal Gov.br

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Os cerca de 4,5 milhões de associados ao Sicredi podem ter acesso direto a serviços públicos digitais com a mesma senha do aplicativo da instituição. A cooperativa de crédito tornou-se a 10ª instituição financeira a ser integrada ao Portal Gov.br.

Além do Sicredi, estão associadas à plataforma as seguintes instituições: Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Banrisul, Santander, BRB, Sicoob, Itaú e Agibank. O login por meio da senha do banco oferece nível de segurança prata no Portal Gov.br, o que possibilita acesso a serviços como o Sistema de Valores a Receber, do Banco Central, a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda e a carteira digital de trânsito.

Além da União, o Distrito Federal e oito estados estão integrados à plataforma. No início de maio, o Portal Gov.br superou a marca de 100 milhões de pessoas cadastradas. Atualmente, a plataforma fornece acesso a 4.879 serviços públicos, dos quais 3.931 (80,6%) são completamente digitais.

Nos estados e nos municípios que aderiram ao portal, o usuário pode ter o acesso ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), arrecadado pelos estados. Também é possível regularizar as dívidas com os governos locais e a obter serviços associados ao fornecimento de água e saneamento básico.

A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, responsável pela plataforma gov.br, informa que o acesso por meio do aplicativo é seguro. Com a integração, o governo tem acesso apenas ao nome completo, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), telefone e e-mail do usuário.

Como acessar

Ao acessar sites ou aplicativos governamentais que permitam a autenticação por meio da opção gov.br, o cidadão será direcionado a uma tela que apresentará o item “Bancos Credenciados”. Ao acioná-lo e selecionar o Sicredi, por exemplo, entre as instituições, será direcionado para o ambiente do sistema cooperativo, onde informará suas credenciais de acesso e receberá uma mensagem no aplicativo.

Após esse processo, o correntista é convidado a aprovar o compartilhamento dos dados pessoais. Ao final dessa etapa, o cooperado será direcionado ao serviço que acessou originalmente já de forma identificada. O compartilhamento da senha do banco com o Portal gov.br pode ser desfeito a qualquer momento.

Edição: Maria Claudia

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Economia

Brasil e Argentina concluem acordo de homologação de veículos

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O Brasil e a Argentina concluíram a negociação de um acordo para reconhecerem mutuamente as normas de segurança de veículos, anunciaram hoje (30) à noite os ministérios da Economia, da Infraestrutura e das Relações Exteriores. O acordo será assinado em julho por autoridades dos dois países.

Por meio da homologação veicular, os órgãos máximos de trânsito atestam a conformidade dos veículos a normas de segurança e autorizam a circulação no país. Com o acordo, o Brasil reconhecerá a aprovação de um modelo de veículo produzido na Argentina, com o país vizinho fazendo o mesmo com os veículos montados no Brasil.

O acordo, informou o comunicado, facilitará o comércio de veículos entre Brasil e Argentina, reduzindo custos e prazos. “O reconhecimento mútuo de homologações veiculares favorece o desenvolvimento do setor automotivo nos dois países e o incremento dos fluxos de comércio, além de conferir mais previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos”, destacou a nota.

Com a homologação, o governo brasileiro reconhecerá a Licença para Configuração de Modelo emitida pelo Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Argentina. O país vizinho reconhecerá o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito, emitido pela Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura brasileiro.

Num primeiro momento, o acordo cobrirá cerca de 80% dos itens de segurança de veículos leves de passageiro e leves de carga (categorias M1 e N1, respectivamente). Está prevista a ampliação de itens e a inclusão de novas categorias de veículos, como ônibus e caminhões. Os dois governos pretendem estender o acordo às autopeças.

“O acordo vai ao encontro dos interesses dos setores produtivos dos dois países, que já destacaram em outras oportunidades os benefícios de uma aproximação ainda maior entre Brasil e Argentina, destacando-se a criação de oportunidade para ganhos de competitividade e a otimização de custos e investimento, num setor que possui uma participação significativa no comércio bilateral”, concluiu a nota conjunta.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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Economia

Dólar sobe 10,03% em junho e tem maior alta mensal desde março de 2020

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Em meio a temores por uma recessão internacional e a tensões internas no Brasil, o mercado financeiro teve o mês mais turbulento desde o início da pandemia de covid-19. O dólar teve a maior alta mensal; e a bolsa, a pior queda para um mês em mais de dois anos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (30) vendido a R$ 5,235, com alta de R$ 0,042 (+0,81%). A moeda norte-americana teve um dia de forte volatilidade, subindo para R$ 5,27 no início das negociações, caindo para R$ 5,18 durante a tarde e voltando a subir perto do fim das negociações.

Com o desempenho de hoje o dólar encerrou junho com alta de 10,03%, a maior alta mensal desde março de 2020, quando a cotação tinha subido 15.92%. Apesar da alta deste mês, a divisa acumula recuo de 6,11% em 2022.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 98.542 pontos, com recuo de 1,08%. O indicador caiu 11,5% em junho, com o pior desempenho mensal desde março de 2020. A bolsa perdeu 17,88% no trimestre, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2020.

Tanto fatores internos como externos contribuíram para a turbulência no mercado financeiro nesta quinta-feira. No plano internacional, as bolsas norte-americanas tiveram forte queda hoje. Os índices de Wall Street tiveram o pior semestre desde 1970.

O mercado global teve um mês instável, em meio aos temores de que a maior economia do planeta entre em recessão após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumentar os juros básicos em 0,75 ponto percentual no início do mês. Atualmente, a inflação nos Estados Unidos está no maior nível desde 1981.

No mercado interno, os investidores estão receosos com a votação da proposta de emenda à Constituição que amplia o Auxílio Brasil para R$ 600, eleva o valor do Auxílio Gás e cria benefícios para caminhoneiros e outras categorias. Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu aval para a criação de um auxílio para taxistas, que elevará o impacto da proposta de R$ 38,75 bilhões para R$ 41,25 bilhões no Orçamento deste ano. O texto está sendo votado nesta noite pelo Senado.

* Com informações da Reuters

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Economia

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