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Internacional

Yoshihide Suga é eleito primeiro-ministro pelo Parlamento

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Notícias ao Minuto

Yoshihide Suga foi formalmente eleito primeiro-ministro do Japão pelo Parlamento do país nesta quarta-feira (16) para se tornar o primeiro novo líder do país em quase oito anos, e nomeou um gabinete que mantém cerca da metade dos rostos familiares que atuaram sob a liderança de seu antecessor, Shinzo Abe.

Suga, de 71 anos e braço direito de longa data de Abe, prometeu seguir vários dos programas do antecessor, incluindo sua estratégia econômica Abenomics, e seguir adiante com reformas estruturais, incluindo a desregulação e a redução de barreiras burocráticas.

Abe, o premiê japonês que permaneceu por mais tempo no cargo na história, renunciou por causa de problemas de saúde após quase oito anos no poder. Suga atuou em seu governo no posto-chave de secretário chefe de gabinete, trabalhando como principal porta-voz do governo e coordenando suas políticas.

Suga, que obteve uma vitória esmagadora na disputa pela liderança do governista Partido Liberal Democrata (PLD) na segunda-feira (14), enfrenta uma série de desafios, incluindo o combate à pandemia da covid-19, a retomada de uma economia combalida, além de lidar com uma sociedade que envelhece rapidamente.

Com pouca experiência diplomática direta, Suga também terá de conviver com as crescentes tensões entre Estados Unidos e China, construir relações com o vencedor das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro e tentar manter nos trilhos os laços do país com Pequim.

 

Gabinete

Cerca de metade dos membros do gabinete de Suga atuaram no governo Abe. Há somente duas mulheres e a média de idade, incluindo Suga, é de 60 anos.

Entre os que permanecem são ocupantes de postos-chaves como o ministro das Finanças, Taro Aso, e o titular das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, assim como a ministra da Olimpíada de Tóquio, Seiko Hashimoto, e o ministro do Meio Ambiente, Shinjiro Koizumi, o mais jovem do governo com 39 anos.

O irmão mais novo de Abe, Nobuo Kishi, ficou com a pasta da Defesa, enquanto o ex-ministro da Defesa Taro Kono assumirá o ministério da Reforma Administrativa, cargo que já ocupou.

Yasutoshi Nishimura, principal nome de Abe na resposta à Covid-19, permanecerá como ministro da Economia, enquanto o titular da Indústria e Comércio, Hiroshi Kajiyama, filho de um político que foi mentor de Suga, também será mantido o cargo.

Katsonobu Kato, que está deixando o comando do Ministério da Saúde, assumirá o desafiador cargo de secretário chefe de gabinete de Suga. Coube a ele anunciar os nomes do novo gabinete.

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Internacional

Vizcarra enfrenta Congresso peruano em processo de impeachment

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G1

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, enfrenta nesta sexta-feira (18) um julgamento no Congresso que ameaça tirá-lo do poder em um momento em que o país vive o agravamento da pandemia do novo coronavírus e uma grave recessão econômica.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Segundo o mandatário, até o momento, não há comprovação de irregularidades que justificassem a sua destituição. “O único ato ilegal que está comprovado até agora é a gravação clandestina”, afirmou.

Após o pronunciamento do presidente, o seu advogado, Roberto Pereira Chumbe, deu início à sua defesa.

Após as argumentações da acusação e da defesa, os parlamentares debaterão antes de votar uma moção para destituir o atual mandatário.

Se Vizcarra for derrubado, o chefe do Congresso, Manuel Merino, político discreto quase desconhecido dos peruanos, assumirá as rédeas do país. O popular presidente, que deixaria o poder dez meses antes do término de seu mandato, teria um destino semelhante ao de seu antecessor Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que foi forçado a renunciar sob pressão do Parlamento.

Derrota no Tribunal Constitucional
Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

A imprensa local avalia que é muito improvável que os deputados votem em maioria pela sua saída.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

A aprovação do impeachment no Congresso exige 87 votos dos 130 parlamentares. Na abertura do processo, a oposição conseguiu 65 votos (21 deles do Alianza para el Progreso, de Cesar Acuña).

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

‘Complô contra a democracia’
A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

 

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Internacional

Nova York adia novamente início de aulas presenciais em escolas públicas

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G1

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (17) o adiamento do reinício do ensino presencial nas escolas públicas da cidade pela segunda vez por causa da pandemia.

Embora as aulas pela internet tenham começado, o início do ensino presencial já havia sido adiado anteriormente do dia 10 de setembro para o dia 21, para os alunos que optaram por voltar às salas de aula.

Agora, apenas crianças em idade pré-escolar e alunos com necessidades especiais de aprendizagem irão se dirigir aos prédios escolares na segunda-feira (21), disse o prefeito em entrevista coletiva. Os estudantes do ensino primário irão começar na terça-feira (29). Alunos do ensino médio começarão na quinta-feira (1º).

O maior distrito escolar dos Estados Unidos, que atende mais de 1,1 milhão de crianças e adolescentes, enfrenta dificuldades para encontrar funcionários dispostos a trabalhar em salas de aula durante a pandemia de Covid-19.

O adiamento aconteceu após líderes de sindicatos de professores falarem a respeito de preocupações com relação à volta às aulas presenciais.

“Embora eles reconheçam que houve um progresso real, não foi feito o suficiente, e é preciso fazer mais para nos certificarmos de que as coisas estejam firmes como elas precisam estar”, disse de Blasio a jornalistas.

O prefeito afirmou que estudantes e funcionários seguem mudando de opinião sobre a disposição para o ensino presencial, o que torna difícil o planejamento para direcionar professores para equipar cada sala de aula.

No total, 4,5 mil educadores foram contratados, disse de Blasio, acrescentando que espera anunciar ainda mais contratações nas próximas semanas.

A maioria dos outros distritos escolares nos Estados Unidos descartou planos de retomar o ensino presencial no momento. Em Los Angeles, segundo maior distrito escolar do país, e em Chicago, os estudantes estão ficando em casa e usando computadores para assistir suas aulas.

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