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Agronegócio

Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca realização de lucros e investidores acompanham tecnologia, commodities e agenda econômica

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Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (6) sem uma direção definida, enquanto os mercados europeus operam com oscilações moderadas e os índices futuros norte-americanos apontam leve recuperação após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado acompanha uma abertura marcada por realização de lucros após a forte valorização registrada na última sexta-feira, em um ambiente ainda influenciado pelo comportamento das commodities, pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos e pelas perspectivas para a política monetária global.

Ásia fecha mista com investidores atentos ao setor de tecnologia

Na Ásia, os investidores reduziram a exposição às empresas de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, diante das dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados pelo setor.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, enquanto o CSI 300 permaneceu inalterado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,14%, impulsionado por medidas regulatórias destinadas a facilitar o refinanciamento das empresas listadas e estimular o mercado de capitais.

O governo chinês também colocou em vigor novas regras para negociação de ações no mercado ChiNext, de Shenzhen, fortalecendo mecanismos de formação de mercado e ampliando a liquidez.

O movimento favoreceu principalmente ações dos setores de energia, agricultura, bancos, materiais básicos e bens de consumo, enquanto empresas de tecnologia, robótica, baterias e satélites passaram por uma realização de lucros após meses de forte valorização.

Entre os principais índices asiáticos:

  • Japão (Nikkei): -0,01%;
  • China (Xangai): -0,06%;
  • CSI 300: estável;
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,14%;
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,46%;
  • Taiwan (Taiex): -0,48%;
  • Singapura (Straits Times): +0,30%;
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,15%.
Europa inicia semana com variações moderadas

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, refletindo a expectativa pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, além do acompanhamento das perspectivas para os juros americanos e da queda dos preços internacionais do petróleo após o aumento da produção anunciado pela Opep+.

O mercado europeu também monitora indicadores econômicos da Zona do Euro, especialmente dados de atividade e inflação, que poderão influenciar as próximas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Wall Street retorna do feriado com foco em dados econômicos

Após o feriado prolongado da Independência, os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos acompanhando indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e serviços, além do início da temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também observa atentamente qualquer sinal do Federal Reserve (Fed) sobre o ritmo dos próximos cortes nas taxas de juros, fator que continua sendo um dos principais direcionadores dos ativos globais.

Ibovespa inicia semana em realização de lucros

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro abriu em queda, refletindo um movimento natural de realização de lucros após o índice à vista alcançar o maior fechamento em aproximadamente um mês no encerramento da última semana.

O ambiente continua sendo influenciado pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas em torno da trajetória da taxa Selic e dos indicadores econômicos previstos para os próximos dias.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Relatório Focus;
  • Balança comercial brasileira;
  • Indicadores de atividade na Europa;
  • PMI de serviços dos Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou o dia em leve valorização frente ao real, enquanto a curva de juros apresenta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações nos vencimentos mais longos.

Vale, Petrobras e bancos seguem concentrando atenções

Na B3, os investidores continuam concentrando o maior volume financeiro em ações de empresas de grande peso no índice, como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.

O setor de infraestrutura permanece em destaque após os recentes leilões de transmissão de energia, enquanto empresas do varejo seguem reagindo ao cenário de expectativa por redução dos juros.

Papéis como Magazine Luiza e Embraer permanecem entre os ativos com maior liquidez, refletindo o interesse dos investidores por empresas ligadas ao consumo doméstico e à indústria exportadora.

Commodities continuam determinando o humor dos mercados

Para o mercado brasileiro e para o agronegócio, o comportamento das commodities segue sendo o principal vetor de curto prazo.

A evolução dos preços do petróleo influencia diretamente o desempenho das ações da Petrobras, enquanto as oscilações do minério de ferro impactam a Vale e todo o segmento de mineração.

No agronegócio, investidores também acompanham os movimentos das commodities agrícolas, especialmente soja, milho e café, além da demanda chinesa, fator determinante para as exportações brasileiras.

Cenário permanece sensível ao ambiente internacional

Apesar do ambiente relativamente positivo observado nas últimas semanas, analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade, diante das incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, da temporada de resultados corporativos, da evolução da economia chinesa e do comportamento das commodities.

No Brasil, o fluxo estrangeiro, as expectativas para a política monetária e os indicadores econômicos domésticos continuam sendo os principais fatores capazes de determinar a direção do Ibovespa ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Pesquisa revela que arroz germinado é mais nutritivo, cozinha mais rápido e pode impulsionar novos alimentos funcionais

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O arroz, um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, pode oferecer benefícios nutricionais ainda maiores quando passa pelo processo de germinação. Pesquisa desenvolvida por cientistas da Embrapa, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou que a técnica aumenta significativamente a concentração de compostos bioativos, reduz o tempo de cozimento e amplia as possibilidades de utilização do cereal em alimentos funcionais de maior valor agregado.

Os resultados apontam que o processo de germinação torna o arroz mais nutritivo sem alterar sua importância como alimento básico da dieta, além de abrir novas oportunidades para a indústria alimentícia brasileira.

Germinação aumenta compostos benéficos à saúde

Segundo a pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, o processo de germinação promove um aumento de aproximadamente 91% na concentração de ácido gama-aminobutírico (GABA) após apenas 16 horas de germinação.

O GABA é um neurotransmissor naturalmente presente no organismo humano e está associado, em estudos científicos, a benefícios como auxílio no controle da pressão arterial, melhora da qualidade do sono, redução da ansiedade e do estresse, além de possíveis efeitos positivos sobre memória, aprendizagem e controle do diabetes.

De acordo com a pesquisadora, a germinação também ativa mecanismos naturais do grão que elevam a concentração de flavonoides e ácidos fenólicos, compostos antioxidantes capazes de contribuir para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

Além do ganho nutricional, o arroz germinado apresenta menor tempo de preparo, característica cada vez mais valorizada pelos consumidores.

Estudo avaliou preparo, armazenamento e qualidade nutricional

A pesquisa comparou diferentes tipos de arroz — germinado, polido e parboilizado — analisando aspectos nutricionais, tecnológicos e microbiológicos após diferentes métodos de preparo e formas de armazenamento, incluindo refrigeração e congelamento.

Os pesquisadores observaram que a germinação modifica a estrutura do amido presente no cereal, favorecendo a formação de amido resistente após o congelamento do arroz cozido.

Arroz germinado pode dobrar teor de amido resistente

Outro destaque da pesquisa foi o aumento do teor de amido resistente, composto reconhecido pelos seus efeitos prebióticos e pela contribuição à saúde intestinal.

Segundo a pesquisadora Maria Eugênia Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, o arroz germinado preparado em panela elétrica e congelado por 30 dias apresentou um aumento de aproximadamente 100% no teor de amido resistente.

Esse tipo de amido resiste à digestão no intestino delgado e chega praticamente intacto ao intestino grosso, onde serve de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal.

Entre os principais benefícios associados ao amido resistente estão:

  • melhora do funcionamento intestinal;
  • estímulo ao crescimento da microbiota benéfica;
  • auxílio no controle da glicemia;
  • aumento da sensação de saciedade.
Métodos de preparo influenciam características do arroz

Os pesquisadores também verificaram que diferentes formas de preparo — como panela convencional, panela elétrica e micro-ondas — interferem diretamente na textura, absorção de água e composição dos carboidratos do arroz.

Os resultados indicam oportunidades para aperfeiçoar processos industriais e domésticos, visando preservar melhor as características nutricionais do alimento.

Armazenamento adequado é fundamental para segurança alimentar

Apesar dos benefícios nutricionais, o estudo alerta para a importância dos cuidados com o armazenamento do arroz cozido.

Os experimentos mostraram que o arroz germinado mantido em temperatura ambiente favorece a proliferação da bactéria Bacillus cereus, microrganismo associado a surtos de doenças transmitidas por alimentos.

Por outro lado, quando o produto é refrigerado ou congelado logo após o preparo, o crescimento da bactéria é inibido, garantindo maior segurança para o consumo.

Os pesquisadores reforçam a recomendação de não deixar arroz cozido em temperatura ambiente por períodos prolongados, armazenando-o sob refrigeração sempre que não houver consumo imediato.

Qual a diferença entre arroz integral e arroz germinado?

O arroz germinado é produzido a partir do arroz integral, mas passa por um processo controlado de hidratação e germinação antes do beneficiamento.

Inicialmente, os grãos permanecem em água morna por algumas horas. Em seguida, passam pelo período de germinação, quando surge um pequeno broto, ativando enzimas naturais responsáveis pelo aumento dos compostos bioativos. Posteriormente, o cereal é seco e pode, inclusive, receber polimento.

Esse processo proporciona diversas vantagens em relação ao arroz integral convencional.

Entre elas estão:

  • maior concentração de GABA e outros compostos bioativos;
  • melhor digestibilidade;
  • textura mais macia;
  • aroma levemente adocicado;
  • menor tempo de cozimento.
Pesquisa abre oportunidades para a indústria de alimentos

Além dos benefícios ao consumidor, os pesquisadores destacam que a tecnologia de germinação pode ampliar a competitividade da cadeia produtiva do arroz no Brasil.

A possibilidade de desenvolver alimentos funcionais, mais nutritivos e alinhados às demandas por saúde, conveniência e sustentabilidade representa uma oportunidade para agregar valor ao cereal e diversificar o portfólio da indústria alimentícia.

Combinando inovação, qualidade nutricional e novas aplicações industriais, o arroz germinado desponta como uma alternativa promissora para fortalecer toda a cadeia produtiva do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preço do cacau segue elevado e mantém pressão sobre o chocolate, apesar da queda nas cotações internacionais

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O mercado internacional do cacau apresenta sinais de acomodação após meses de intensa volatilidade, mas os preços continuam em um patamar elevado que mantém a pressão sobre toda a cadeia produtiva do chocolate. Mesmo com a recente correção nas bolsas internacionais, a commodity permanece acima de US$ 5 mil por tonelada, cenário que dificulta uma redução significativa dos custos para a indústria e, consequentemente, para o consumidor.

Dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o preço diário da commodity foi de US$ 5.169,23 por tonelada em 1º de julho de 2026, recuando para US$ 5.116,52 por tonelada no dia seguinte. Nos contratos futuros negociados em Nova York, as cotações ficaram em US$ 5.178,33 e US$ 5.141,67 por tonelada, respectivamente. Já em Londres, os contratos encerraram os dias em £ 3.883,00 e £ 3.811,33 por tonelada.

Novo patamar de preços preocupa a indústria

Embora os valores estejam abaixo dos picos registrados recentemente, o mercado avalia que o cacau entrou em um novo nível de preços, significativamente superior ao observado em anos anteriores.

Para a indústria de chocolates e derivados, o principal desafio deixou de ser apenas a volatilidade diária e passou a ser o elevado custo estrutural da matéria-prima. Esse cenário reduz a margem das empresas, limita promoções e mantém pressionados os preços de produtos como chocolates em barra, bombons, coberturas, achocolatados e itens utilizados pela confeitaria.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, as cotações também permanecem firmes, refletindo tanto o comportamento das bolsas internacionais quanto fatores internos, como logística, disponibilidade de produto, qualidade das amêndoas e variações cambiais.

Em 3 de julho de 2026, o cacau era comercializado a:

  • R$ 305,00 por arroba na Bahia;
  • R$ 1.220,00 por saca de 60 kg no Espírito Santo;
  • R$ 19,00 por quilo no Pará.

Na equivalência por peso, tanto a arroba negociada na Bahia quanto a saca comercializada no Espírito Santo correspondem a aproximadamente R$ 20,33 por quilo, enquanto no Pará a referência permaneceu em R$ 19,00/kg.

Apesar da estabilidade recente, os preços ainda refletem um mercado sensível às oscilações internacionais e ao comportamento do câmbio.

Correção recente não altera cenário de custos elevados

Na comparação com o final de junho, houve uma leve retração nas cotações nacionais.

No dia 26 de junho, as referências eram de R$ 320,00 por arroba na Bahia, R$ 1.280,00 por saca no Espírito Santo e R$ 21,00 por quilo no Pará.

Com isso, a redução foi de aproximadamente 4,7% na Bahia e no Espírito Santo e de cerca de 9,5% no Pará.

Apesar desse movimento, especialistas avaliam que a correção ainda é insuficiente para provocar mudanças relevantes na estrutura de custos da indústria.

Consumidor ainda não sente redução nos preços

Mesmo quando ocorre uma queda nas cotações do cacau, o impacto sobre o preço do chocolate costuma demorar a chegar ao varejo.

Isso acontece porque as indústrias trabalham com contratos antecipados, estoques já adquiridos e estratégias graduais de repasse de custos. Em muitos casos, o ajuste ocorre não apenas por meio do aumento do preço final, mas também pela redução do peso das embalagens, alterações nas formulações ou diminuição das margens de lucro.

Dessa forma, oscilações pontuais da commodity dificilmente resultam em redução imediata dos preços encontrados pelo consumidor nos supermercados.

Cadeia produtiva vive desafios distintos

Enquanto os preços elevados favorecem a rentabilidade dos produtores, estimulando investimentos em renovação de lavouras, manejo e controle fitossanitário, o cenário representa um desafio para a indústria, que precisa ampliar o capital destinado à compra da matéria-prima.

Para o consumidor, os reflexos aparecem em uma categoria que deixou de ser predominantemente sazonal e passou a fazer parte do consumo cotidiano, aumentando o peso dos produtos derivados do cacau no orçamento das famílias.

Perspectivas para os próximos meses

O comportamento do mercado dependerá da evolução da oferta global e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, além do câmbio e da demanda internacional.

Caso as cotações permaneçam acima de US$ 5 mil por tonelada, o espaço para uma queda significativa no preço do chocolate continuará limitado. Para que o consumidor perceba um alívio consistente, será necessária uma combinação de maior oferta mundial, recomposição dos estoques, estabilidade cambial e redução dos custos industriais.

Embora o mercado tenha deixado para trás o período mais agudo de volatilidade, o cacau ainda permanece distante de um cenário considerado confortável, mantendo a pressão sobre toda a cadeia do chocolate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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